terça-feira, 7 de maio de 2013

OS NÚMEROS NA BÍBLIA - ACASO OU PROJETO?



Existem muitos números na Bíblia. Alguns deles aparecem em contextos que levam a crer que possuam significados ocultos. Por exemplo, quando Jesus ressuscitou, o Evangelho de João conta que os discípulos, que passaram a noite sem pescar nada, sob o comando de Cristo, apanharam surpreendentemente 153 grandes peixes (João 21.11). Por que exatamente 153? Se é simplesmente história de pescador por que não falar de 150, 160, 200 ou 300 peixes? Por que exatamente 153?

Coincidentemente o número 153 não é um número qualquer, mas possui algumas propriedades interessantes. É um número triangular (a soma de 1 a 17). E é também um dos quatro números (abaixo de 1000) que possuem a estranha propriedade da soma do cubo de cada algarismo ser igual ao próprio número.

• 153 = 1³ + 5³ + 3³
Os outros são:
• 370 = 3³ + 7³ + 0³
• 371 = 3³ + 7³ + 1³
• 407 = 4³ + 0³ + 7³

Em outro exemplo, quando aconteceu o naufrágio do navio em que o apóstolo Paulo era mantido como prisioneiro dos romanos, a Bíblia declara, de forma inequívoca, que o número dos tripulantes era de exatos 276 (Atos 27.37). Novamente um número exato. Por que não 250, 300, etc.?

Surpreendentemente 276 é um número triangular. E triangular do número 23.
Voltando ao número 153. Há alguma relação entre ele e o contexto em que foi citado? Bem, como explicado anteriormente, 153 peixes foram apanhados depois da ressurreição de Cristo, conforme o Evangelho de João. 153 é o triangular de 17, e pelo calendário judaico, Jesus teria ressuscitado no dia 17 do primeiro mês (Nisan). Pela gematria (sistema antigo em que valores eram atribuídos às letras), existem algumas palavras, em grego, cujos valores têm o fator 153. E elas possuem uma ligação muito forte com o incidente conhecido como “pescaria milagrosa”.

Fonte:E. W. Bullinger, OS NÚMEROS NAS ESCRITURAS.

O número 666 – Esse, certamente é o número bíblico mais famoso do mundo. Centenas de teses foram levantadas no decorrer da história, em várias (e muitas vezes vãs) tentativas de se desvendar o significado desse número misterioso.
Ele é citado num contexto sinistro. É o número da Besta (Apocalipse 13.18), que seria o símbolo de um grande ditador, o qual governaria o mundo em um futuro próximo.

O interessante é que o texto bíblico afirma que 666 é o número do nome de alguém e que, os sábios poderão calcular esse número. Como é que alguém pode calcular um nome? Para aqueles que viviam há 2000 anos, quando a língua grega era a língua do comércio, a língua internacional (semelhantemente o que o inglês é na época atual), não era mistério que qualquer palavra grega possuía um valor numérico. É que o alfabeto grego (da mesma forma que o hebraico) possuía valores numéricos.

Como se sabe, os gregos não conheciam os algarismos e, portanto, usavam as letras como números. Isso deu margem para todo tipo de enigma e superstições.
Por exemplo, havia uma conhecida frase sobre Nero, conforme nos conta o especialista em história dos números, o marroquino Georges Ifrah:

"Evocando o assassinato de Agripina, Suetônio (Nero, 39) aproxima o nome de Nero, escrito em grego, da frase Idian Metera apekteine (“Matou sua própria mãe”), tendo os dois grupos correspondentes exatamente o mesmo valor no sistema numeral grego.” (História Universal dos Algarismos, págs. 540-541).



Na citada obra de Ifrah existem inúmeros exemplos de enigmas, brincadeiras e poesias envolvendo os valores alfas-numéricos das línguas hebraica e grega.



Observemos que faltam as letras correspondentes aos valores 6 e 90. Ifrah explica:
“A numeração em questão emprega, com efeito, as vinte e quatro letras do alfabeto grego clássico às quais acrescentava os três sinais alfabéticos digama, kopa e san, que pouco a pouco caíram em desuso.” (pág. 467).

As letras digama, kopa e san, correspondiam, respectivamente, aos valores 6, 90 e 900 (diga-se de passagem que essas três letras não aparecem no texto grego do Novo Testamento - Peter Bluer, in “A PROOF SET IN STONE”).

Mas por que o número da Besta seria 666? Em muitas passagens bíblicas o número 6 aparece relacionado ao homem em algum momento especial de rebelião contra o Criador. Exemplos:

a) O gigante Golias, que desafiou o povo de Deus, tinha 6 côvados de altura (aprox. 3 metros) e a ponta de sua lança pesava 600 siclos (100 x 6). 600 siclos era aprox. 7 kg. O gigante possuía ainda 6 armas ou peças de defesas (1 Samuel 17.4-7). Portanto, é evidente o destaque do número 6 na vida de Golias. Surpreendentemente seu nome aparece apenas 6 vezes na Bíblia.

b) O rei Nabucodonosor ordenou a construção de uma estátua, que tinha exatamente 60 côvados de altura (aprox. 30 metros) e 6 de largura, e ordenou que ela fosse adorada (Daniel 3.1).

c) O Faraó do Egito perseguiu o povo de Israel com 600 carros (Êxodo 14.7).

d) Foi no ano 600 de Noé que veio o Dilúvio sobre a terra e justamente no versículo 6 do 6.º capítulo do primeiro livro da Bíblia (Gênesis), DEUS SE ARREPENDE DE HAVER CRIADO O HOMEM! É exatamente no capítulo 6 da Bíblia que ocorre a corrupção universal do ser humano.

e) O primeiro livro da Bíblia com nome de homem (JOSUÉ), é justamente o 6.º e no capítulo 6 desse livro mostra a destruição de Jericó uma cidade rebelde. É bom observar também que esse 6.º livro tem exatamente 24 capítulos, ou seja, 4 x 6.

f) Na Bíblia, o homem sem Deus é chamado de VELHO HOMEM e esta expressão aparece no 6.º livro do Novo Testamento (ROMANOS), no 6.º capítulo e no 6.º versículo.

g) O tempo do homem na terra está dividido em ciclos de 6. A demonstração é simples: O ano está dividido em 12 meses (2 x 6). O mês está dividido em 30 dias (5 x 6). O dia está dividido em 24 horas (4 x 6). A hora tem 60 minutos (10 x 6). De igual forma o minuto, que tem 60 segundos.

h) Jesus sofreu 6 horas na cruz, no 6.º dia da semana, para resgatar o homem de volta para Deus. E além do mais, Ele teve 6 ferimentos especiais (nas duas mãos, nos dois pés, no peito e na cabeça).

i) Quando criou o homem, Deus lhe outorgou 6 domínios. 6 são revelados em Gênesis 1.26:

01 - Sobre os peixes do mar;
02 - Sobre as aves do céu;
03 - Sobre os animais domésticos;
04 - Sobre toda a terra;
05 - Sobre todo réptil que se arrasta sobre a terra;
06 - O 6.º é revelado em Gênesis 4.7, quando Deus fala para Caim: “Porventura se procederes bem, não se há de levantar o teu semblante? e se não procederes bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo; mas sobre ele tu deves dominar”. O 6.º domínio é o domínio próprio, ou seja, o domínio de si mesmo.

j) Há exatamente 6 palavras significando HOMEM, nos textos originais da Bíblia: São 4 em hebraico e duas em grego: 1- ADAM (Gn 1.26; 2.7; 3.24, etc.), que significa somente HOMEM; 2 – ICHE (Zc 6.12), significa VARÃO COMPLETO, HOMEM FORTE; 3 – ENOX (Sl 8.4; 73.5): quer dizer: MORTAL, HOMEM FRACO; 4 – GEHVER (Ex 10.11; Zc 13.7), é HOMEM DE VALOR OU DE PRESTIGIO; 5 – ÂNTROPOS, em grego é igual a ADAM, do hebraico; 6 – ÂNER, no grego, é igual ao hebraico ICHE - E. W. Bullinger, NÚMEROS NAS ESCRITURAS.

Nos exemplos citados observamos claramente a relação entre o homem e o número 6. Se lembrarmos que, de acordo com a Bíblia, Deus criou o homem no 6.º dia da criação, e mais tarde ordenou-lhe que trabalhasse 6 dias na semana, é impossível não relacionar esse número com a humanidade.

Portanto, o escritor do Apocalipse não citou o número 666 de forma aleatória. Outro fato surpreendente é que a palavra BESTA, relacionada ao futuro ditador mundial (conforme os profetas bíblicos) aparece 36 vezes em Apocalipse. E 666 é exatamente o triangular de 36. Seria puramente coincidência?

Por isso, excetuando-se as teorias mirabolantes que “provam” que este ou aquele líder mundial é o Anticristo, a maioria dos teólogos cristãos concorda que o número 6 simboliza o homem e 666 representaria o homem na sua rebelião total contra o Deus Trino da Teologia Cristã.

Se 6 é o número do homem, na outra extremidade temos o número 1, que claramente indica a Divindade Suprema. Existem dezenas de referências bíblicas mostrando a identificação do Criador com o número 1.

a) Deuteronômio 6.4: “Ouve, ó Israel; o Senhor nosso Deus é o ÚNICO Senhor”;

b) João 17.3 “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, como o ÚNICO Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, aquele que tu enviaste”;

c) 1 Timóteo 1.17 “Ora, ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao ÚNICO Deus, seja honra e glória para todo o sempre. Amém.”;

d) Efésios 4.6: “[Há] UM só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos”;

e) I Timóteo 2.5: “Porque há UM só Deus, e UM só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem”;

f) “Eu, eu sou o Senhor, e fora de mim não há salvador” (Isaias 43.11); “Assim diz o Senhor, Rei de Israel, seu Redentor, o Senhor dos exércitos: Eu sou o primeiro, e eu sou o último, e fora de mim não há Deus” (Isaias 44.6); “Lembrai-vos das coisas passadas desde a Antigüidade; que eu sou Deus, e não há outro; eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim” (Isaias 46.9);

g) “E o Senhor será rei sobre toda a terra; naquele dia UM será o Senhor, e UM será o seu nome” (Zacarias 14.9).

Por toda a Bíblia, a mensagem é clara: Há um Único Deus, e os outros são falsos. Nos tempos antigos (como hoje), a humanidade sempre foi tentada a adorar centenas de deuses. Mas as Sagradas Escrituras se destacam de todas as outras escrituras religiosas por enfatizar que o Universo foi criado por apenas um Deus.

Se o número do homem é 6 e o número de Deus é 1, fica fácil entender porque o número 7 é, de longe, o número mais célebre da Bíblia – além de possuir um destaque notável em outras tradições religiosas.

A mensagem dos escritores bíblicos é que o homem (número 6) não pode viver alienado de Deus (número 1). Por isso, 6 + 1 ou HOMEM + DEUS é igual a 7. É impressionante o número de coleções envolvendo o número 7 e a importância que as religiões e filosofias dão a ele.

Nonato Masson, autor maranhense, escreveu em 07 de janeiro de 1988, no jornal “O Estado do Maranhão”:

“O número 7 na Bíblia é o número divino; no judaísmo é o da mensagem; para os budistas é o místico; para os teosofistas é o da sorte; para os muçulmanos é o do céu; para os gregos é o da sabedoria; para a numerologia é o do mistério; para a maçonaria é o absoluto; para a umbanda é o da magia branca; e para a quimbanda é o da magia negra.”


Existem muitas coisas e acontecimentos ao redor do mundo, destacando o número 7.

• 7 são os dias da semana;
• 7 são as cores do arco-íris;
• 7 são os algarismos romanos;
• 7 são as colinas de Roma;
• 7 são as cidades sagradas da India;
• 7 as torres de Constantinopla;
• 7 eram as Artes na Antiguidade;
• 7 eram as Belas-Artes;
• 7 eram as Maravilhas do mundo antigo;
• 7 eram os sábios da Grécia;
• 7 as notas musicais;
• 7 os anões da Branca de Neve;
• 7 os edifícios sagrados da antiga Babilônia;
• 7 foram os reis da antiga Roma;
• 7 rainhas na História foram chamadas de CLEÓPATRA;
• 7 eram os deuses da antiga mitologia chinesa;
• 7 é a nota mínima para aprovação em muitas escolas;
• O canário nasce aos 14 dias (2 x 7); a galinha aos 21 dias (3 x 7); os patos e gansos aos 28 dias (4 x 7); o ganso silvestre aos 35 dias (5 x 7); e os papagaios e avestruzes aos 42 dias (6 x 7).
• No ciclo genital da mulher, a ovulação ocorre no 14.º dia ( 2 x 7); a implantação do óvulo na cavidade interna é no 21.º dia (3 x 7); o ciclo menstrual é de 28 dias (4 x 7), e a gravidez se completa em 280 dias (40 x 7).
• Na religião Islâmica, são 7 os céus e são 7 as portas do inferno;
• O peregrino do islã deve dar 7 voltas em torno da Caaba Sagrada (um ídolo); e, em certo ritual, lança para trás de si 7 pedras, para afugentar o demônio.
• De acordo com a religião Budista, Buda passou 49 dias (7 x 7), em meditação debaixo da árvore Bô; há as 7 jóias de Chakravarti; há 7 meios para o homem se tornar puro: domínio de si mesmo, investigar a verdade, energia, alegria, serenidade, concentração e magnanimidade.
• Na religião Egípcia, são 7 os sábios nascidos do olho direito de Amon Rá, o deus-sol.
• No antigo Egito, a múmia de um Faraó era colocada de frente para o Oriente, para “ver” o sol nascer 7 vezes.
• Os egípcios guardavam no leito do filho recém-nascido 7 pedras de cores diferentes. Para eles, o número 7 era símbolo de longa vida.
• Na religião Católica Romana, 7 são as glórias da Virgem, 7 são os Sacramentos, 7 são os pecados mortais,7 são as virtudes,7 são as ordens eclesiásticas, há a missa de 7.º dia. Há ainda na tradição católica: as 7 quedas de Cristo, do jardim à casa de Anás, 7 mistérios da coroa, 7 gozos de São José, 7 espadas cravadas no peito da Virgem da Amargura, etc.
• Na Mitologia greco-romana, Vênus possuía um cinto mágico com as 7 armas da sedução feminina; são 7 os tubos da flauta de Pã; são 7 as cordas da lira de Apolo; são 7 os véus de Íris; o minotauro (monstro fabuloso) exigia como sacrifício 7 moças e 7 rapazes anualmente.
Na linguagem popular,
• Atingir o 7.º céu – significa o máximo de felicidade;
• Pintar o 7 – fazer travessuras;
• Fechar a 7 chaves – bem trancado;
• Homem de 7 instrumentos – pessoa que exerce muitas atividades diferentes;
• 7 fôlegos – ser resistente ou persistente;
• bola 7 – a bola preta no jogo de Sinuca, que vale 7 pontos.
• 7 costados – pessoa de linhagem nobre;
• 7 ameixeira – na Hungria, significa pessoa muito pobre;
• Tipo 7 – pessoa fina (no sentido de elegante), coisa de valor, objeto raro;
• Barriga de 7 almoços – individuo comilão, também chamado de barriga de 7 malas;
• Bicho de 7 cabeças – coisa muito complicada;
• 7 cães e um osso – alusão feita a uma coisa que é desejada por muita gente;
• Andar nas suas 7 quinas – significa viver contente, cheio e alegria;
• Viajar pelos 7 mares – viajar pelo mundo todo;
• 7 falas doces usa uma pessoa quando engana alguém;
• O gato tem 7 vidas;
• Há 7 anos de azar para quem quebrar um espelho;
• 7 virtudes – apelido de cachaça, no Nordeste. Dizem os viciados que ela aquece, refresca, anima, clareia, sara, alegra e faz esquecer.
Existem centenas de livros, filmes, novelas, contos, músicas e poesias envolvendo algum tema ou título envolvendo o número 7.
Alguns destaques do número 7 na Bíblia:
• Quando Caim matou Abel, Deus disse-lhe que, quem o matasse, seria punido 7 vezes (Gênesis 4);
• Um descendente de Caim, chamado Lameque, matou um homem e exclamou: “Aquele que matar Lameque será castigado 70 x 7!”;
• Deus fez 7 promessas para Abraão (Gn 12.1-3) ;
• Havia 7 peças de roupa no Sumo Sacerdote (Ex 28.4,42);
• Havia 7 objetos que eram ungidos com óleo santo;
• Eles eram ungidos 7 vezes;
• 7 vezes era feita a unção de azeite no altar (Lv 8.10,11);
• No 7.º mês era feito um sacrifício expiatório por todo o povo (Lv 16.29);
• 7 vezes no dia Davi louvava a Deus pela sua justiça (Sl 119.164);
• No tempo do profeta Elias, 7 mil permaneceram fiéis a Deus, quando a nação de Israel caiu na idolatria (I Rs 19.18);
• 7 pessoas na Bíblia foram chamadas por Deus, com a repetição dos seus nomes: Abraão (Gn 22.11), Jacó (Gn 46.2), Moisés (Ex 3.4), Samuel (I Sm 3.10), Marta (Lc 10.41), Simão Pedro (Lc 22.31), e Saulo (At 9.4);
• No pacto entre Abraão e o rei Abimeleque, foram separados 7 cordeiros (Gn 21.27-31);
• Jacó trabalhou 7 anos por Raquel e depois mais 7 anos (Gn 29.20);
• Um Faraó do Egito sonhou com 7 vacas magras comendo 7 vacas gordas, e 7 espigas mirradas comendo 7 espigas cheias; José interpretou o sonho dizendo que haveria de vir sobre o Egito 7 anos de fartura, seguidos de 7 anos de fome (Gn 41);
• José chorou a morte do seu pai por 7 dias (Gn 50.10).
• O candelabro do tabernáculo tinha 7 braços, com 7 lâmpadas (Ex 25.31-40).
• Sansão tinha 7 tranças (Jz 16.7,13).
• Salomão levou 7 anos para construir o Templo de Deus (I Rs 6.38).
• O general Naamã, para ser curado da lepra, de acordo com o profeta Eliseu, mergulhou 7 vezes no rio Jordão (II Rs 5.14).
• A criança que Eliseu ressuscitou, espirrou 7 vezes (II Rs 4.35).
• Salomão escreveu que a Sabedoria tem 7 colunas (Pv 9.1).
• Nabucodonosor, rei da Babilônia, mandou aquecer a fornalha 7 vezes mais para queimar os três jovens que não quiseram se ajoelhar diante da estátua (Dn 3.19).
• O livro dos Salmos foi escrito por 7 autores (Davi, os filhos de Coré, Asafe, Hemã, o ezraita, Etã, o ezraita, Moisés e Salomão).
• No Antigo Testamento, 7 pessoas foram chamadas de “homens de Deus” : Moisés (Dt 33.1), Davi (2 Cr 8.14), Samuel (I Sm 9.6), Semaías (I R 12.22), Eliseu (II Rs 4.7), Elias (I Rs 17.18) e Jigdalias (Jr 35.4).
• 7 homens foram escolhidos para administrar a área social da Igreja, no livro de Atos (At 6.1-7).
• Jesus curou o filho de um oficial, à hora 7.ª (Jo 4.52).
• Jesus expulsou 7 espíritos malignos de Maria Madalena (Mc 16.9).
• No capítulo 7 do 7.º livro da Bíblia (= Juízes), a palavra “trombeta” aparece 7 vezes.
• Na multiplicação dos pães para quatro mil pessoas (sem contar mulheres e crianças), Jesus usou 7 pães e dois peixes. E no final, ainda sobraram 7 cestas cheias (Mt 14 e 15).
• Quando estava crucificado, Jesus falou 7 vezes (Lc 23.34; Lc 23.43; Jo 19.26-27; Mc 15.34-36; Jo 19.28; Lc 23.46; Jo 19.30).
• A famosa oração do Pai Nosso tem exatamente 7 petições (Mt 6.9-13).
• Deus ordenou que 7 sacerdotes tocando 7 trombetas rodeassem a cidade de Jericó durante 6 dias, e no 7.º dia rodeassem a cidade 7 vezes (Js 6).
• Jesus disse para Pedro que devemos perdoar nossos irmãos 70 x 7 (Mt 18.21-22).
• Deus disse ao profeta Daniel que libertaria o seu povo após 70 x 7 semanas (Dn 9.24-27).
Só no livro de Apocalipse, encontramos:
• As 7 Bem-Aventuranças especiais, 7 castiçais, 7 estrelas e 7 Igrejas;
• Um Cordeiro com 7 chifres e 7 olhos, que fica entre 7 tochas de fogo e é adorado com 7 palavras de louvor;
• Um livro selado com 7 selos, 7 anjos com 7 trombetas, 7 trovões, 7 personagens misteriosos, um dragão com 7 cabeças e uma fera selvagem também com 7 cabeças, representando 7 reis;
• 7 mensagens de advertências, 7 taças da ira de Deus, 7 clamores sobre Babilônia;
• 7 aberturas, 7 promessas para os mártires e 7 “jamais” contra Babilônia;
• 7 julgamentos, 7 notas de vitória, 7 coisas novas da Eternidade, etc.
Não há como negar a importância que os escritores bíblicos dão ao número 7.

Em segundo lugar temos o número 3.

- 3 as fases da existência humana: nascimento, vida e morte.
- 3 as divisões do tempo: passado, presente e futuro.
- 3 os reinos da Natureza: animal, vegetal e mineral.
- 3 as partes principais do corpo humano: cabeça, tronco e membros.
- 3 as dimensões do espaço: comprimento, largura e altura.
- 3 as palavras do lema da Revolução Francesa: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
- 3 os poderes que regem a nação: Executivo, Legislativo e Judiciário.
- 3 medalhas olímpicas (ouro, prata e bronze).
- Geralmente numa competição existe premiação para o 1.º, 2.º e 3.º lugar.
- A educação brasileira (e em muitos países) é dividida em três graus: Ensino fundamental, Médio e Superior.
- 3 estados da água: líquido, sólido e gasoso.
- 3 Mosqueteiros, 3 Patetas, 3 porquinhos, 3 sobrinhos do Pato Donald, 3 Cavalheiros da Terezinha de Jesus, 3 toques na madeira e o azar se vai, 3 pontos na assinatura dos Maçons, Um é pouco, dois é bom, três é demais, etc.

Existem centenas de fatos bíblicos relacionados ao número 3.

Alguns exemplos somente nos dois primeiros capítulos da Bíblia:

- Está escrito 3 vezes que Deus “criou” (Gn 1.1,21 e 27);
- 3 vezes diz que Deus “fez” (Gn 1.7,16,25);
- 3 vezes Deus nomeia as coisas (Gn 1.5,8,10);
- 3 vezes Deus separa ou divide (Gn 1.4,7,18);
- 3 vezes Deus abençoa (Gn 1.22,28 e 2.3);
- Deus criou 3 tipos de vida (vegetal, animal e humana), etc.

Há centenas de exemplos bíblicos:

- Os 3 filhos de Noé, 3 amigos de Jó, 3 companheiros de Daniel; O Tabernáculo tinha 3 partes (Pátio, Lugar Santo e Santo dos Santos); o homem tem 3 partes (Espírito, Alma e Corpo); na tentação de Jesus houve 3 propostas do Diabo; 3 apóstolos acompanharam Jesus em 3 ocasiões especiais (Pedro, Tiago e João); Jesus é O Caminho, A Verdade e A Vida; haviam 3 cruzes no Calvário; a inscrição na cruz de Jesus foi feita em 3 línguas (hebraico, grego, latim); Jesus ressuscitou no 3.º dia, há 3 virtudes no Cristianismo (Fé, Esperança e Amor), etc.

Por que esses dois números são tão freqüentes em nossa vida?
É fato que as religiões antigas (não somente a judaica e cristã) tinham uma preferência misteriosa pelo número 7. Pesquisadores atribuem isso ao fato de que muitos povos antigos acreditavam na existência de somente 7 planetas (e que o sol e a lua eram dois deles). Mas a Bíblia não fala de 7 planetas em lugar nenhum, porém mostra, logo de inicio, Deus criando o mundo em 7 dias.

Os fatos bíblicos são que o número 1 está relacionado a Deus, o 6 ao homem, e que o homem não pode viver sem Deus (1 + 6). E quanto ao 3? O maior mistério do Cristianismo é a crença num ÚNICO DEUS EM TRÊS PESSOAS DIVINAS, a Doutrina da Santíssima Trindade. Basta este fato para realçar a importância do número 3.
E por que existe um padrão numérico oculto nos textos originais da Bíblia envolvendo os números 3 e 7? É o que iremos estudar a seguir.

sábado, 16 de março de 2013

DEUSA HECATE


DEUSA HECATE

HECATE



A deusa Hecate ou Hécate (em grego antigo: Εκάτη, Hekátē) é mais comumente dada como filha dostitãs Perses e Astéria (Noite-Estrelada), mas como todos os mitos mais antigos, as lendas não são muito claras, devido à escassez de registros escritos e documentos, e em alguns mitos ela aparece como filha de Tártaros e Nyx; ou, mais raramente, de Zeus e Hera, o que não faz muito sentido, justamente por se tratar de um mito tão antigo, provavelmente anterior aos deuses do Olimpo. Mas aparentemente não tão antigo quanto os primeiros deuses ligados à criação, pois há fortes indícios que seu culto não se iniciou na Grécia, mas depois foi incorporado aos mitos gregos, portanto a versão mais aceita é a primeira: Perses e Astéria.
Hécate, em grego, significa "a distante”, embora alguns atribuam a origem do nome à palavra egípcia Hekat que significaria "Todo o poder", já que supostamente Hécate teria se originado em mitos do sudoeste asiático e posteriormente assimilada para a religião greco-romana.
Ela enviava aos humanos os terrores noturnos e aparições de fantasmas e espectros. Também era considerada a deusa da magia e da noite, mas somente em seus aspectos mais terríveis e obscuros.
Era associada a Ártemis, mas havia a diferença de que Ártemisrepresentava a luz lunar e o esplendor da noite. Também era associada à deusa Perséfone, a rainha dos infernos, ou seja, o Tártaro, lugar onde Hécatevivia acompanhada por uma matilha de lobos. Os gregos chamavam-na de A Megera dos Mortos.
Nos mitos Hecate está sempre relacionada com feitiços e obscuridade, portanto, os magos e bruxas da Antiga Grécia lhe faziam oferendas com cachorros e cordeiros negros no final de cada lua nova.
Era representada com três corpos e três cabeças, ou um corpo e três cabeças. Levava sobre a testa o crescente lunar (tiara chamada de pollos), uma ou duas tochas nas mãos e com serpentes enroladas em seu pescoço.
Era uma deusa muito temida, pois se tratava de uma poderosa bruxa por quem até mesmo os deuses do Olimpotinham temor. Quando aconteceu a fusão entre os mitos gregos com os da Antiga Roma, quando esta dominou a Grécia, os romanos assimilaram Hécate a Trívia, deusa das encruzilhadas, embora a relação dada entre ambas não seja tão perfeita como em outros casos da mitologia.
Hécate se uniu primeiramente com Fórcis e foi mãe do monstro Cila e depois com Aestes [ou Eetes], de quem gerou a feiticeira Circe. Em outros mitos, Cilaera uma ninfa que foi transformada por Circe num monstro marinho.
O cipreste estava associado a Hécate. Seus animais eram os cachorros, lobos e ovelhas negras.
Suas três faces simbolizam a virgem, a mãe e a senhora. Eram esses os aspectos que podia assumir, cada um deles ligado a uma das três fases da lua (na antiguidade grega só se atribuíam à lua três fases).
Hecate era associada tanto ao bem quanto ao mal. Na forma de anciã, inspirava medo e terror, era tida como malévola, cruel e inflexível, mas como donzela e mãe lhe eram atribuídas outras qualidades e lhe chamavam “a mais amável”.
Nos mitos, seu papel foi sempre secundário. Participou da Titanomaquia(a guerra entre os deuses olimpianos e os Titãs) como aliada de Zeus, embora dois dos Titãs fossem seus pais. Foi tão valiosa a sua ajuda, que 
Zeus não se poupou na recompensa e concedeu-lhe uma devida parte em todos os domínios, oferecendo-lhe poder sobre a terra, o céu e o mar e, até, sobre o submundo que a Deusa tornou a sua moradia. Era, portanto uma divindade tripla: lunar, infernal e marinha. Os marinheiros consideravam-na sua deusa titular e pediam-lhe que lhes assegurasse boas travessias. 


Hécate ajudou Deméter a procurar sua filha Perséfone quando esta foi raptada por
Hades e combateu Hérculesquando ele tentou enfrentarCérbero, o cão de três cabeças que toma conta dos portões do Tátaro e que faz companhia a ela no mundo subterrâneo
De Todos os animais que lhe eram consgrados, os cães eram os seus preferidos, daí o motivo dela enfrentarHércules tentando proteger Cérbero. 


Apesar de ter escolhido oTártaro como sua moradia, durante a noite ela ainda sai dosubmundo e caminha pelo nosso mundo, fazendo-se acompanhar do seu séquito de fantasmas e anunciada pelo ladrar dos cães, os seus animais mais queridos. Por sua constante presença na Terra e por acreditarem que durante seus passeios noturnos ela podia ser vista por aqueles que viajavam durante a noite, ela era considerada, entre todos os deuses, a que vivia mais próxima dos homens, apesar do signifcado de seu nome [a distante].

Hecate era a mais antiga forma grega da Deusa Tríplice, uma divindade Noturna da vida e da morte. Possuía títulos como “Rainha do Mundo dos Espíritos”, “Deusa da Bruxaria”, Deusa da Lua Minguante, guardiã das encruzilhadas, senhora dos mortos e rainha da noite.
Ela era homenageada com procissões em que se carregavam tochas e oferendas para as conhecidas "ceias de Hécate".
Lendas de Hécate eram contadas por todo o Mediterrâneo. Especialmente para os trácios, Hécate era a Deusa da Lua, das horas de escuridão e do submundo. Parteiras eram ligadas a ela, pois os gregos e trácios acreditavam que ela controlava o nascimento, a vida e a morte.
Segundo essas lendas, Hecateera cultuada pelas guerreiras amazonas como a Deusa da Lua Nova, uma das três faces da Lua, a regente do
Submundo, e conduzia uma carruagem puxada por dragões. Era uma deusa caçadora que sabia de seu papel no reino dos espíritos e todas as forças secretas da Natureza estavam sob o seu controle. Todos os animais selvagens lhe eram consagrados e por isso algumas vezes era representada com três cabeças de animais.


Outros de seus símbolos eram a chave e o caldeirão. As mulheres que a cultuavam normalmente tingiam as palmas de suas mãos e as solas dos pés com hena.
Seus festivais aconteciam durante a noite, à luz de tochas. Anualmente, na ilha de Aegina, no golfo Sarônico, acontecia um misterioso festival em sua honra.
Um de seus animais sagrados era a rã, um símbolo da concepção. Outro animal sagrado era o cão.
Era chamada de A Deusa das Transformações, pois regia várias passagens da vida, e podia alterar formas e idades.
Hécate era considerada como o terceiro aspecto da Lua, a Megera ou a Anciã (Portadora da Sabedoria).
No início, Hécate não era uma Deusa ruim. Após a queda do matriarcado, os gregos a cultuavam como uma das rainhas do Submundo e governante da encruzilhada de três caminhos.
É uma Deusa que tem inúmeros atributos e provavelmente seja a menos compreendida da mitologia grega.
Ela não reina apenas sobre a bruxaria e a morte, mas também sobre o nascimento, o renascimento e a renovação. 
Em tudo o que se refere a essa deusa existe sempre a triplicidade, por isso ela possuia diferentes títulos e atributos. Como Perseis, a destruidora, ela inspirava medo e terror, no entanto, em seu aspecto de Atalos, a delicada, era vista como uma divindade doce e protetora, zelava pelos homens e livravá-os de roubos e assassínios, e ajudava as crianças a atravessar os perigosos anos da infância sem grandes problemas.
[Obs.: É historicamente provado e registrado que na antiguidade a mortandade infantil era muito grande, devido a diversos fatores, como por exemplo piores condições de vida, mas principalmente devido aos parcos recursos da medicina naquela época, o que fazia muitas crianças perecerem de diversas doenças antes de chegarem a idade adulta, por isso o período da infância era considerado um dos mais perigosos e difíceis de se atravessar.]

Como Skylakagetis, ela era a Senhora dos cães, sua protetora, e fazia-se sempre acompanhar por um enorme cão negro. No Passado esse cão havia sido Hécuba, esposa do Rei Príamo de Tróia, pai de Heitor e Alexandre (ou Páris para os gregos), mas também de Polidomus, que era filho mais novo de Hécuba ePríamoHécuba encontrou Polidomus esfaqueado, ainda bebê, pelo rei da Trácia, por casião da invasão de Tróia. Possuída pela dor e desesperp de ver o filho morto, Hécuba matou o assassino e atirou-se da torre, mas os Deuses tiveram pena dela e antes que tivesse atingido o chão transformaram-na num cão queHécate imediatamente adotou e consevava sempre em sua companhia.<><><><> <><><><> <><><><> 
Representação moderna de Hecate


Hécate era evocada pelos gregos para protegê-los dos perigos e das maldições, e para tanto havia na entrada de cada casa um altar em que lhe eram feitas libações. Havia também altares nos cruzamentos onde era costume deixar comida para os pobres, e todos os meses, na noite sem lua, os gregos, pelo menos os atenienses, celebravam esta deusa deixando uma oferta de comida para os pobres em frente à porta de suas casas.

Hécate, portanto, tinha um lado tão benéfico e generoso, quanto outro sombrio e assustador, mas foi provavelmente graças à campanha cristã em transformar os antigos deuses em demônios, que se acentuaram seus aspectos obscuros e a forma como esse mito é interpretadoe visto nos dias de hoje.

REPRESENTAÇÕES CLÁSSICAS DA DEUSA:


































OUTROS MITOS LIGADOS A HECATE:
Seus pais: os Titãs Perses, o destruídor, e Astéria, a noite estrelada. Sendo filha de PersesHécate, em um de seus aspectos, ficou também conhecida como Perseis, a destruidora [Não confundir com a oceânide Perseis, que era uma das filhas de Oceanus].
Nyx, a noite, foi a mãe de todos os Titãs, portanto, avó de Hécate, mas em alguns mitos aparece como sua mãe.
As duas deusas estão tão intimamente ligadas, mas como se fossem opostos uma da outra, que muitas vezes Ártemis é cofundida como uma das faces de Hécate, no caso a virgem, mas na verdade são duas deusas distintas. Enquanto Ártemis representa a luz da lua e o esplendor da noite, e vive no Olimpo, ou seja, nas alturas, Hécate é o lado escuro da lua e vive no submundo, o mundo dos mortos, que os gregos acreditavam ficar no subsolo da Terra. Ambas também são caçadoras.
Perséfone era outra divindade que era sempre associada a Hecate, pois ambas dividem o título de senhoras do submundo, Hécate por direito e antiguidade e devido á sua própria natureza, pois atua tanto sobre a vida como sobre a morte, e Perséfone na qualidade de esposa de Hades, Senhor absoluto do Tátaro, que lhe coube quando, após derrotar os Titãs, os três deuses mais poderosos dividiram entre si o mundo: Os céus e a Terra para Zeus, os mares e oceanos paraPoseidon, o Mundo os Mortos para Hades. Quando Hades sequestrou Perséfone para casar-se com ela, enquanto ela colhia flores na Terra, foi Hécate que ajudou a localizá-la. Deméter, mãe de Perséfone, ficou inconsolável e pediu a intervenção de Zeus. Fez-se um acordo, então, no qual Perséfone passaria metade do ano no Olimpo na companhia de sua mãe e a outra metade vivendo no Tártaro, junto a seu esposo, período esse em que Hécate se faz presente como sua amiga e companhia. A forte ligação entre essas deusas fez que Pérsefone também fosse confundida com o aspecto mais jovem de Hécate, sendo Deméter a mãe e Hécate propriamente dita a anciã, como se essas três deusas se juntassem para formar uma trindade. Mas essa interpretação também é errada, talvez causada pela dificuldade da mente moderna em assimilarHécate como uma deusa tríplice, porém única, ou seja três em uma só, o que provavelmene causou a idéia errônea de que na verdade seriam três deusas distintas, porém interligadas.

Trívia era a deusa romana que correspondia à Hécate dos gregos. Com o sincretismo entre as duas mitologias, passaram a ser cultuadas como uma única deusa

FILOSOFIA GUARACYANA


1

SEJAM MONOTEÍSTAS

Sejam o que Deus lhes fez e não o que as religiões fazem com Ele. A pluralidade de caminhos que levam a Deus não deve ser confundida com Politeísmo, da mesma forma que o radicalismo religioso não deve ser confundido com Monoteísmo. Toda pluralidade é relativa diante da Unidade Absoluta. A onisciência antecede a Nobreza da Criação, da mesma forma que, no mundo criado, as intenções antecedem a multiplicidade de destinos. Ao admitirmos um só Criador da Vida, transformamos o tempo finito dos destinos em Eternidade. Consideramos a morte relativa um fenômeno natural de reconstrução de Deus. Não sofram por não saber Amá-Lo. Não se intimidem diante das Suas Leis. Nosso Deus, único e Criador da Luz Primordial, não precisa de servos nem tampouco das nossas paixões terrenas. O que Ele espera de nós é que sejamos apenas o Reflexo da Sua Paz.

2

BUSQUEM A LUZ PRIMORDIAL E NÃO VERDADES RELATIVAS

Nada provocou mais conflitos e discórdia entre a humanidade do que pregações fundamentadas em verdades relativas. Os discursos militares, políticos, econômicos, religiosos, na maioria das vezes desconsideram a dinâmica da evolução natural na qual a inteligência humana está inserida e, por questões diversas, mantêm-se encapsulados em conceitos que não condizem com a realidade. Dessa maneira, chegamos ao Terceiro Milênio "carregados" de doutrinas ultrapassadas e crenças inúteis, cujos fundamentos, contrários ao bom senso, já deveriam ter sido abolidos. Porém, como é mais fácil justificar mil preconceitos do que mudar um conceito, pouco tem sido feito para diminuir as contradições no mundo. A Luz Primordial, por não ser composta, é a única "substância" plenamente Absoluta em nosso Universo. Sempre que acessamos a dimensão Luminosa transcendemos as formas, as diferenças, e adentramos ao mundo no qual a Consciência Espiritual é Livre de incoerências. A Luz Absoluta está para a Sabedoria dos grandes Mestres como a verdade relativa está para as instituições que os representam. A Espiritualidade é o instrumento que transforma conhecimento em Sabedoria. Na qualidade de Espiritualistas, nosso compromisso é encontrar, na Luz, o significado da Vida.

3

ACEITEM A VIDA COMO SENDO UM FRAGMENTO DA LUZ PRIMORDIAL

Em algum momento da Eternidade, a Luz Primordial se concentrou, criou o Fogo Nuclear, Calor, Pressão, e em seguida se fragmentou dando origem ao mundo das diferentes realidades. Este Princípio Criador, e único, é o mesmo que permite ao Homem o poder de Criar. Este fenômeno está fisicamente representado pelas inúmeras explosões responsáveis pela criação da matéria e todas as formas de Vida no Universo. A concentração da Luz Primordial gera no âmago da nossa Alma aquilo que chamamos de inspiração. Sempre que estamos inspirados, nossos recursos Criativo e Criador entram em verdadeira ebulição. Potencializada pelo Fogo Nuclear, nossa capacidade perceptiva atinge seu nível máximo. Esse Fogo, também denominado libido, é responsável pela cristalização das diversas energias envolvidas. Esse fenômeno pode ser visualizado nos processos de realização de projetos, desde os mais simples até os mais complexos como o nascimento de uma criança. Não devemos classificar a Vida a partir da pretensão humana de hierarquizar as formas de consciência. Todos os seres vivos são dotados de inteligência natural. A capacidade para desenvolver habilidades é um recurso, também natural, que deve ser utilizado para a preservação a Vida e não para a dominação. Ao aceitarmos a Vida como sendo um fragmento da Luz Primordial comungamos com as diferenças e nos fazemos Uno.

4

PRATIQUEM OS ENSINAMENTOS DE TODOS OS ILUMINADOS

Consideramos Iluminados todos aqueles que, como Jesus, Buda, Jeová, Maomé, Krishna, Gandhi, Madre Teresa, os Profetas das diferentes religiões, e Guaracy, fizeram de suas Vidas verdadeiras Obras transformadoras. Apesar de muitos ensinamentos terem sido distorcidos pelas instituições que os representam, suas Essências continuam preservadas. Os bons objetivos espirituais são determinados pelas propostas com as quais cada um deles se fez Libertador. Os Caminhos abertos pelos Iluminados devem ser trilhados por todos aqueles que sonham com a Fraternidade Mundial. Não podemos, entretanto, confundir caminho espiritual com dependência religiosa. Toda pessoa pode, independentemente de filiação religiosa, criar e desenvolver seu próprio Caminho espiritual. Isso não desabona o trabalho dos bem-intencionados, dos Sacerdotes que dedicaram e dedicam grandes esforços para o bem das suas comunidades. Não podemos, no entanto, negar que somos semelhantes àquilo que cremos e seguimos. Assim sendo, é mais sensato refletir sobre nossos anseios pessoais do que obedecer e seguir doutrinas que difundam a intolerância.

5

NÃO CREIAM NA EXISTÊNCIA DE DEMÔNIOS

Aquele que crê na existência de demônios é, no mínimo, politeísta. Não podemos admitir um poder paralelo ao de Deus, pois, do contrário, estaremos alimentando a noção de uma inexistente guerra entre o Bem e o mal. O Equilíbrio, segundo a Filosofia Guaracyana, é um lugar que se situa entre o excesso e a escassez. Em virtude do movimento contínuo característico do mundo relativo, classificamos o equilíbrio como sendo um estado dinâmico pelo qual passamos e ao qual retornamos, num verdadeiro balanço pendular. Sempre que nos aproximamos do ponto de equilíbrio, nossas energias são revigoradas e armazenadas para serem utilizadas nos períodos de distanciamento. Os distanciamentos, aqueles períodos que passamos afastados do ponto de equilíbrio, não significam exatamente desequilíbrio. O desequilíbrio acontece quando, por falta de consciência, não lidamos bem com as perdas de energias. Isso sim pode gerar uma infinidade de distúrbios. Entre eles, problemas que são confundidos com alegadas atuações demoníacas. Na realidade, não existe nada naturalmente negativo. O que existe são coisas fora do lugar ou do tempo natural, com as quais convivemos e não raramente as utilizamos para justificar nossos fracassos. A melhor maneira de combater os demônios é não criá-los.
"Diz-me o que crias e eu te direi de quem és pai"

6

SACRALIZEM A NATUREZA

Não há Vida fora da Natureza. A preservação e o desenvolvimento pleno da Vida dependem da Consciência Espiritual e não apenas do conhecimento intelectual sobre a importância da biodiversidade. A elevação da Natureza à dimensão Sagrada é a forma Guaracyana de reintegrar o Homem à Totalidade. Deus não está na Natureza. Deus é a própria Natureza. Quem O procura fora Dela se exclui da Vida. A Regência do Universo é Una e por esse motivo não há distância entre Criador e Vida. O Templo do Criador é a sua própria Criação. A proliferação de templos religiosos criados pelo homem demonstra o quanto a humanidade está distante de Deus. A busca desenfreada da salvação pode conduzir a interpretações moralistas preconceituosas, cujos efeitos podem ser catalogados ao longo dos séculos. Não são poucas as religiões que se digladiam pelo monopólio da verdade e a conquista mercantil de novos adeptos. Este fenômeno possui duas versões. A primeira está diretamente ligada ao acúmulo de poderes. A segunda é que, a partir das novas adesões, os dirigentes confirmam a eficácia dos seus métodos. Com as Leis da Natureza não há negociação. Todos são iguais perante a Vida, o Tempo e a Morte. Nada será artificialmente adicionado ou subtraído sem que hajam conseqüências naturais. Através desses efeitos, aprendemos e evoluímos sem, contudo, deixar de reconhecer em cada reação natural uma referência a ser seguida. Tudo na Natureza é equilibrado e segue sua dinâmica independentemente da globalização promovida pelos interesses humanos. Façam da Natureza o Templo do Criador. Aqueçam-se com o Sol, produzam com a Terra, purifiquem-se com as Águas, sejam livres como os Pássaros.

7

FAÇAM DA NATUREZA O SEU LIVRO SAGRADO

Consideramos a Bíblia como sendo um dentre muitos livros bem-intencionados de histórias escritas pelo homem. A Natureza, porém, é o Livro da Vida escrito pelas mãos de Deus. Em suas "páginas" cheias de esplendor, percebemos um Deus infinitamente, Inteligente, Generoso e Justo. Um Deus cujas Leis são comprometidas exclusivamente com o Milagre da Vida, sem moralismos, preconceitos ou discriminações. Quem se harmonizar com as Leis Naturais estará com Ele, livre de medos ou culpas. As manifestações de Deus no Templo da Natureza devem ser Vistas e não apenas ouvidas. A Luz contida nos nascimentos, no desabrochar de uma flor, no gosto da maçã, não pode ser descrita com palavras. É preciso Ver, Sentir, Vivenciar e fazer parte. Durante toda a vida, ouvimos inúmeras histórias sobre Deus e sua extraordinária Criação. Geralmente acreditamos em todas elas sem questionar o "espetacularismo" contido nas entrelinhas. Sabemos que a simbologia associada à antropomorfia auxilia na compreensão do mundo subjetivo. Todavia, quando essas representações enveredam pelas trilhas do fanatismo sectário, Deus é apresentado como tirano e quase sempre irado. Isso tem promovido a intolerância no mundo e o aumento do sofrimento humano. O que podemos esperar das religiões cujos líderes não se dignam sentar-se à mesma mesa para discutir a Paz? Qual é a verdadeira religião de Deus? Se o objetivo religioso é o reencontro com Deus, por que os animais não precisam de religião? Seriam os animais seres inferiores abominados pelo seu Criador? Lemos a Natureza porque nem tudo está escrito.

8

IDOLATREM AS ÁGUAS, AS FLORESTAS, OS PASSÁROS E OS ANIMAIS

Em tempos remotos, grandes batalhas foram travadas contra as idolatrias. Objetos foram destruídos, imagens foram pisoteadas, muitos foram assassinados e um grande pavor foi disseminado contra os ritos de adoração. Atualmente, convivemos com as mais perversas de todas as idolatrias. O "bezerro de ouro" foi transformado em diferentes moedas, adoradas e cobiçadas por uma humanidade embriagada pelo consumismo e por religiosos ávidos de poder. Os Ídolos adorados e venerados pelos Guaracyanos são formas de Vida naturalmente protegidas contra hipocrisias. Não tenham medo de idolatrar as Águas, venerar as Florestas e adorar os Pássaros e os Animais. Jamais haverá sobre a Terra alguém com o direito moral de julgar, condenar ou impedir qualquer manifestação de Amor pela Natureza. Elejam como valor Sagrado sua Água (chuva, rio, mar, orvalho, lago, fonte), sua Árvore, seu Animal, sua Ave, sua Pedra, sua Fruta. Criem seus ritos para, juntamente com seus semelhantes, cultuar seus valores sagrados, e os deles. Ensinem às crianças a magia da agricultura e reverenciem os agricultores. Encontrem no convívio pacífico com as Florestas as ervas que curam, os frutos que alimentam, as flores que encantam, e reverenciem os botânicos. Percebam a Vida marinha e reverenciem os biólogos. Contemplem as pedras e reverenciem os geólogos. Respeitem a dignidade dos animais e reverenciem a Paz.

9

CONSIDEREM MESTRE TODO AQUELE QUE REVELA A LUZ DE DEUS

Cientistas, Autores, Compositores, Educadores, Agricultores, Sacerdotes, Ambientalistas, Artistas, Físicos. Todos aqueles que, de maneira Ética, revelam a Luz do Conhecimento, são considerados Mestres da Luz. São Éticos todos os procedimentos que estejam em plena harmonia com as Leis de Deus e as dos Homens. É comum imaginar que apenas os sacerdotes religiosos estão credenciados para representar Deus perante os homens e vice-versa. Na realidade, esse é um equívoco milenar que, para o bem da humanidade, precisa ser revisto. Qualquer pessoa de sã consciência, isenta de culpa, medo e preconceito, pode vislumbrar a Obra de Deus através dos grandes Mestres das Ciências. É mais fácil encontrar Deus num laboratório de microbiologia do que em templos suntuosos, porém vazios, ou cheios apenas de retórica. Não são poucos os Mestres das artes em geral cujas obras nos transportam a dimensões divinas. Se a humanidade ouvisse os apelos dos Ambientalistas com o mesmo fervor que ouve as pregações religiosas, certamente a qualidade da vida em nosso Planeta seria melhor. Não esperem que os milagres simplesmente aconteçam. Faça-os acontecer. Milagres são efeitos cujas causas ainda são desconhecidas pelo Homem. Se Jesus morreu em pé com os braços abertos, o mínimo que os cristãos devem fazer é não viver sentados com os braços cruzados. Isso significa que a busca do conhecimento é a melhor forma para reconhecermos os milagres de Deus. As maravilhas da Vida.

10

NÃO CANTEM HINOS QUE PREGAM MORTE OU DESTRUIÇÃO

Não se deixem iludir por formas perversas de aliciamento. Sejam coerentes com o que sentem, dizem e fazem. Não façam de pseudo-sacrifícios as glórias das suas mortes. Não morram por causas. Vivam por elas e, com Sabedoria, multipliquem o Trigo, para ter fartura de Pão. Não permitam que suas crianças sejam expostas a mensagens que possam induzi-las a conceitos que não condizem com a boa formação humana e a Fraternidade entre os Povos. Que os países possam cantar suas belezas naturais e culturais. Que os governantes sejam reconhecidos pela bravura de não fazer a guerra. A Paz nasce no desejo e se cristaliza nas ações pacíficas. O maior desafio de um guerreiro é desarmar sua própria Alma. Quando o preço do heroísmo é pago com sofrimento, não há honra. A história das guerras está escrita com o sangue de muitos que tombaram por poucos. O confronto armado é uma prática pré-histórica que deve ser definitivamente abolida do mundo civilizado e não apenas repudiada por discursos vãos. Nenhum poder deve suplantar os anseios da Humanidade. A Paz e a justiça social somente serão restauradas a partir do fortalecimento de Organizações diplomáticas cujos interesses humanitários transcendam as ânsias imperialistas.

11

NÃO CORROMPAM E NÃO SEJAM CORROMPIDOS

Todo ato de corrupção conduz à penosa e lamentável decadência humana. Há séculos o Homem vem sofrendo os efeitos nocivos provocados pelas formas diretas ou indiretas de corrupção que violam seus Valores Sagrados. Exemplo disso são as conversões desastrosas que impuseram aos povos nativos a substituição de suas crenças milenares. A maioria desses povos vive hoje às margens da sociedade e tenta de todas as maneiras vencer o alcoolismo e a miséria. Esse tipo de violência, geralmente mascarada pela demagogia, desorganiza as estruturas culturais nas quais se apóiam os costumes e as crenças. Uma vez alijado da sua Tradição, o Homem tenta de todas as maneiras encontrar suportes que possam atenuar os impactos sociais e morais. Tais buscas, quase sempre, acabam apenas em mecanismos de fuga. A prostituição, as drogas, a violência, a promiscuidade e suas conseqüências sociais são alguns dos efeitos causados pela ausência de valores Sagrados. Infelizmente, os atos de corrupção não se limitam às esferas política e econômica. Seus tentáculos abrangem também muitas tradições que fazem do falso poder religioso um instrumento de exploração da fé popular.

12

NÃO NEGUEM SUAS ORIGENS, SUA CULTURA E SUA FAMÍLIA

Nossa origem genética, social, cultural, espiritual, e geográfica representa as bases sobre as quais construímos nossa Identidade. Negá-las significa trair nossa própria Consciência. Cada Nação deve preservar sua Cultura e a cidadania do seu povo. Isso não significa fechar as fronteiras com o objetivo de barrar ou negar outras formas culturais. A miscigenação das culturas faz parte da dinâmica natural que promove a comunhão entre os povos. Cada povo, no entanto, deve cultivar suas raízes para manter viva a chama da Identidade Nacional. A geografia mundial é fragmentada por força da natureza. As tradições de cada povo estão fundamentadas em costumes oriundos do clima, da composição do solo, da influência religiosa implantada nos períodos de ocupação, etc. A multiplicidade de crenças religiosas dentro de um mesmo contexto cultural não significa, necessariamente, a degradação dos valores originais.

13

NÃO ABANDONEM AS CRIANÇAS, OS IDOSOS E OS DOENTES

Idoso é uma criança que brinca no Jardim da Vida fantasiado com Máscaras do Tempo. Seu caminhar lento nos faz lembrar os primeiros passos dados no aprendizado do equilíbrio. Seu olhar distante busca o que os espelhos da vaidade não podem mais refletir. Seu pensar vem de um lugar profundo no qual tudo se cala para ouvir a doce Voz da Sabedoria. Assim são os Idosos. Velhos Guerreiros que têm o direito de repousar no colo do Respeito. Abandoná-los é mais que negar a própria história. É uma aberração ética inaceitável por qualquer povo civilizado. É impossível comungar com Princípios Espiritualistas quando a alma está degradada. As doenças espirituais, aquelas que necrosam a alma, são moralmente letais e se disseminam velozmente pelas vias da intolerância. A reconstrução da Consciência humana não se faz apenas com a compreensão espiritual do mundo, mas sobretudo com a prática da Solidariedade. O Amor às crianças, o Respeito aos idosos, a Compaixão pelos doentes são gestos que talvez não os levarão ao paraíso. Mas com certeza os farão dignos na Terra.

14

ELEJAM O TRIGO PARA REPRESENTAR O ALIMENTO DA VIDA

Ninguém comerá Frutos que não plantou, nem beberá Águas que não recolheu. A multiplicação do Pão depende da colheita do Trigo. Nós, Guaracyanos, polinizamos a Terra com os ventos vindos do Leste, fecundamos a Vida e Renascemos na Luz de todos os Iluminados. O Trigo antecede o pão na mesma proporção que os Sonhos antecedem as realizações. Suas sementes atemporais demonstram não haver espaço-tempo entre potencialidades e possibilidades. Suas propriedades nutritivas simbolizam os Alimentos da Vida num Mundo faminto de Sonhos e sedento de Realizações. A fome mundial é um reflexo da miséria espiritual que, ao longo dos séculos, vem minando a dignidade humana. Muitos povos, hoje abandonados nas fronteiras do "fim do mundo", vivem o flagelo provocado pela falta de alimentos que não foram plantados. Alimentos que a industrialização poluidora substituiu por prazeres imediatistas. Encontrem no Trigo a Generosidade da Terra. Plantem as sementes da Esperança nas profundezas da sua Consciência, pois a semente é a última que morre.

15

SEJAM SEUS PRÓPRIOS MESTRES

Livre é aquele que pode escolher o seu próprio opressor. Os portais dos cárceres interiores não são feitos de grades de ferro e sim de desesperança. Libertem para serem Livres. Rompam as correntes das sombras que lhes fizeram escravos de si mesmos. A Filosofia Guaracyana se fundamenta em 16 Princípios, 15 dos quais estão publicados. O Décimo Sexto Princípio, denominado Portal dos Espiritualistas, será adicionado pelas pessoas que, livremente, pretendam aceitar as propostas expostas nos 15 Princípios apontados.
por Carlos Buby
Fundador do Templo Guaracy      

Páginas