terça-feira, 22 de outubro de 2013

Filhos de Ogum

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 Cidade pequena, casinhas simples, morada de gente boa e trabalhadora, como tantas que há por este Brasil afora.
Gente que vive na lida de plantar e colher os frutos da Mãe Terra para alimentar as próprias bocas e as de outras gentes que não conhecem os mistérios desse labor.

Quem lida na terra trabalha de enxada na mão, cavando a fertilidade do solo, na magia da agricultura. É artesão do alimento que traz força para o corpo e esperança para o espírito vestido de carne, nas muitas passagens da vida. É um passageiro do tempo, mas coloca os pés sobre a terra fértil para nunca se esquecer de que tudo carrega a semente do bem, da doação, da riqueza e da multiplicação Divinas. É gente que abre caminho para muitos caminhos. É gente da Lei do Senhor Ogum. São filhos de Ogum.

Ogum que também é o Grande Ferreiro, o Pai da Agricultura, o Senhor das comidas simples e boas que nutrem a vida na carne e nos preparam, na simplicidade, para percebermos e recebermos a Ordem soberana de Deus, que impera sobre todas as coisas.

A Terra fertilizada pelas mãos calejadas dessa gente simples prepara o nosso espírito para o entendimento de que é preciso haver ordem, trabalho, paciência, um tempo de espera, dedicação e amor, para a colheita dos frutos desejados. E o Senhor Ogum nos ensina isso, ordenando o nosso íntimo nas lutas diárias. Pois é preciso arar a terra, semear, cuidar, retirar os matinhos indesejáveis que podem atrapalhar a plantação, para depois colhermos frutos bons e suculentos. E observando a lida incansável dessa gente da terra, percebemos que precisamos também arar o nosso íntimo, separar o joio do trigo, enfrentar os vícios e as ilusões, para que a nossa força interior brilhe e nos conduza no bem e para o bem, com Ordem e segurança. Somos filhos de Ogum.

Mas a batalha de Ogum não se faz apenas com espadas e lanças. A lição que Pai Ogum nos traz é a de nos mostrar e ensinar que, semelhante à terra fértil, em nosso íntimo existe a fonte de todas as coisas necessárias e desejáveis. Porém, é preciso trabalhar esse íntimo, é preciso conhecê-lo e desvendá-lo. Os grandes guerreiros não vivem apenas de brados de guerra e combate. Vivem também de silêncio e reflexão, para buscar a coragem interior e a iluminação dos caminhos, antes da batalha externa.

Que Pai Ogum nos oriente e nos conduza nesse trabalho de exploração, descoberta, preparo e despertar das forças internas do nosso ser imortal, para que os nossos desafios diários deixem de ser apenas cansativas lutas e se transformem no serviço agradável de arar a terra e sentir o cheiro bom que dela se desprende, cheiro de fertilidade que antecipa os frutos suculentos que virão desse trabalho de ordenação e amor.

Patacori, Ogum! Venha nos ajudar a arar o nosso íntimo, ó Guerreiro da Luz da Lei Divina!

sábado, 5 de outubro de 2013

QUEM É ORUM

No começo não havia separação entre o Orum, o Céu dos orixás, e o Aiê, a Terra dos humanos. Homens e divindades iam e vinham, coabitando e dividindo vidas e aventuras.
Conta-se que, quando o Orum fazia limite com o Aiê, um ser humano tocou o Orum com as mãos sujas.
O céu imaculado do Orixá fora conspurcado.
O branco imaculado de Obatalá se perdera.
Oxalá foi reclamar a Olorum.
Olorum, Senhor do Céu, Deus Supremo, irado com a sujeira, o desperdício e a displicência dos mortais, soprou enfurecido seu sopro divino e separou para sempre o Céu da Terra.
Assim, o Orum separou-se do mundo dos homens e nenhum homem poderia ir ao Orum e retornar de lá com vida.
E os orixás também não podiam vir à Terra com seus corpos.
Agora havia o mundo dos homens e o dos orixás, separados.
Isoladas dos humanos habitantes do Aiê, as divindades entristeceram.
Os orixás tinham saudades de suas peripécias entre os humanos e andavam tristes e amuados.
Foram queixar-se com Olodumare, que acabou consentindo que os orixás pudessem vez por outra retornar à Terra.
Para isso, entretanto, teriam que tomar o corpo material de seus devotos.
Foi a condição imposta por Olodumare.
Oxum, que antes gostava de vir à Terra brincar com as mulheres, dividindo com elas sua formosura e vaidade, ensinando-lhes feitiços de adorável sedução e irresistível encanto, recebeu de Olorum um novo encargo: preparar os mortais para receberem em seus corpos os orixás.
Oxum fez oferendas a Exu para propiciar sua delicada missão.
De seu sucesso dependia a alegria dos seus irmãos e amigos orixás.
Veio ao Aiê e juntou as mulheres à sua volta, banhou seus corpos com ervas preciosas, cortou seus cabelos, raspou suas cabeças, pintou seus corpos.
Pintou suas cabeças com pintinhas brancas, como as pintas das penas da conquém, como as penas da galinha-d’angola.
Vestiu-as com belíssimos panos e fartos laços, enfeitou-as com jóias e coroas.
ori, a cabeça, ela adornou ainda com a pena ecodidé, pluma vermelha, rara e misteriosa do papagaio-da-costa.
Nas mãos as fez levar abebés, espadas, cetros, e nos pulsos, dúzias de dourados indés.
O colo cobriu com voltas e voltas de coloridas contas e múltiplas fieiras de búzios, cerâmicas e corais.
Na cabeça pôs um cone feito de manteiga de ori, finas ervas e obi mascado, com todo condimento de que gostam os orixás.
Esse oxo atrairia o orixá ao ori da iniciada e o orixá não tinha como se enganar em seu retorno ao Aiê.
Finalmente as pequenas esposas estavam feitas, estavam prontas, e estavamodara.
As iaôs eram as noivas mais bonitas que a vaidade de Oxum conseguia imaginar.
Estavam prontas para os deuses.
Os orixás agora tinham seus cavalos, podiam retornar com segurança ao Aiê, podiam cavalgar o corpo das devotas.
Os humanos faziam oferendas aos orixás, convidando-os à Terra, aos corpos das iaôs. Então os orixás vinham e tomavam seus cavalos.
E, enquanto os homens tocavam seus tambores, vibrando os batás e agogôs, soando os xequerês e adjás, enquanto os homens cantavam e davam vivas e aplaudiam, convidando todos os humanos iniciados para a roda do xirê, os orixás dançavam e dançavam e dançavam.
Os orixás podiam de novo conviver com os mortais.
Os orixás estavam felizes.
Na roda das feitas, no corpo das iaôs, eles dançavam e dançavam e dançavam.
Estava inventado o candomblé.
(Reginaldo Prandi, Mitologia dos orixás, págs. 524-528)

domingo, 21 de julho de 2013

EQUITUMANS : ESPIRITOS MISSIONARIOS




Há cerca de trinta mil anos antes de Cristo, chegou à Terra um grupo de espíritos missionários com corpos diferentes dos nossos, com estatura entre três e quatro metros, tendo uma fisiologia que os tornava quase indestrutíveis na Terra. Estavam plenos de Deus e da Eternidade, pois sua constituição era de pura luz e sua individualidade era conhecida apenas de Deus e dos Grandes Mestres.
Para poderem cumprir sua missão, passaram a habitar corpos densos e, para operá-los, tiveram necessidade de criar corpos intermediários - as almas.
Até então vivendo sem cuidados pessoais, começaram sua odisseia individual neste planeta, em que o meio físico já estava sedimentado, porém sujeito às variações de busca de equilíbrio em sua órbita ao redor do Sol.
Da nebulosa inicial já se haviam passado bilhões de anos, e a energia telúrica, concentrada na pirosfera, emitia poderosos feixes magnéticos e ondas de força que iam plasmando mares e terras, elevando montanhas, formando vales, distribuindo as águas e formando sistemas atmosféricos onde proliferavam as formas de vida vegetal e animal.
Os Equitumans vieram em chalanas (*), desembarcando em sete pontos do nosso planeta, trazendo uma alma singela, obedecendo às normas espirituais e sabendo utilizar as forças cósmicas, especialmente as do Sol e as da Lua. 
Foram padronizando a exploração das energias vitais com vistas à energização da Terra, enquanto utilizavam energias das usinas solares contrabalançadas pelas geradas por usinas lunares.
Cada uma das regiões ocupadas tinha seus planos evolutivos, sendo controladas suas alterações na crosta terrestre e dispondo de aparelhos específicos para os trabalhos. Sendo de constituição diferente dos terráqueos e portando grandes poderes, são lembrados por vestígios desse início civilizatório, principalmente, pela mitologia desses povos, pois eram verdadeiros deuses, portadores de forças prodigiosas e de conhecimentos fantásticos.
Para a colonização da região andina, desde o sul da América do Sul até o centro do México, foi  enviado um grupo destes que chamamos de Equitumans. Ocuparam aquela região, mesclando-se com os indígenas e de certa forma  se distanciando de suas origens, alterando sua fisiologia e reduzindo seus poderes.
Como simples mortais, após dois mil anos de quedas e provações, foram liquidados por cataclismos que atingiram a Terra, desencadeados por uma nave espacial - a Estrela Candente - que sepultou o núcleo central da civilização dos Equitumans num lago entre o Peru e a Bolívia - o Titicaca.
Na nossa Corrente, o lago Titicaca é uma “lágrima da Estrela Candente”, nave que, sob o comando do espírito que chamamos de Pai Seta Branca, transformou a Terra.
Um grande tesouro da civilização Equituman está oculto na região do rio Araguaia, na serra do Roncador.
Em “2000 - A Conjunção de Dois Planos”, Amanto ensina a Tia Neiva sobre os Equitumans. Mostra-lhe o lago Titicaca e pede que ela force sua visão para ver o que estava sob as águas. Ela começou a perceber formas estranhas de casas, máquinas e corpos físicos desencarnados, de grande estatura, mal se distinguindo do lodo sedimentar.  Amanto explicou: “O que você está vendo é o testemunho físico de um drama sideral, da falência de uma civilização que foi promissora na evolução da Terra. O que você está vendo é o túmulo dos Equitumans, construído com água e terra pela Estrela Candente!
Esses espíritos foram preparados em Capela durante muito tempo. Neles foi destilado, dia a dia, o anseio evolutivo, o desejo de realização e despertado o desejo de colaboração na obra de Deus. Eles aprenderam a história da Terra, seu papel no conjunto planetário, e se prepararam para o estabelecimento de uma nova civilização deste planeta.
A idade física da Terra se contava em termos de bilhões de anos e muita coisa já havia acontecido antes. Isso, porém, não era de seu domínio mental, pois assim o exigia a didática divina. Só é dado ao Homem saber aquilo que é necessário a cada etapa de sua trajetória. O impulso criativo e realizador reside exatamente no terreno entre o conhecido e o desconhecido de cada ser.
Assim estavam estes espíritos quando vieram à Terra. Isto aconteceu 30 mil anos antes da vinda do Cristo Jesus.
Os Mestres haviam preparado o terreno em várias partes do globo. Mediante ações impossíveis de lhe serem descritas, foram alijados da superfície certas espécies de animais e outras foram criadas. Os climas e os regimes atmosféricos foram contrabalançados e o cenário estava preparado. Eles foram trazidos em frotas de astronaves e distribuídos pelo planeta em sete pontos diferentes. Esta região foi um dos pontos de desembarque. Os outros foram onde hoje são o Iraque, o Alasca, a Mongólia, o Egito e a África. Esses locais servem apenas como referência, pois, na verdade, eles tinham o domínio de grandes áreas. Tinham enorme poder de locomoção e de domínio sobre os habitantes de cada região.
Seu principal poder residia na sua imortalidade, nas suas máquinas e na sua tecnologia. Eram quase imortais. Não tinham a mesma organização molecular dos seres que aqui já se encontravam. Seus corpos tinham sido preparados em Capela e traziam em si dispositivos naturais de sobrevivência. Eles só corriam o perigo de afogamentos ou destruição física. Seus maiores inimigos eram os grandes animais e os acidentes. Eles eram normais em tudo.
Sua língua, a princípio, era a mesma, mas, aos poucos, ela foi se diferenciando, conforme os grupos com que foram convivendo. Em algumas regiões da Terra ainda se fala a língua original dos Equitumans, inclusive em algumas tribos de índios brasileiros. Mas, além da linguagem articulada, eles usavam a telepatia entre si. Isso, aliás, foi o que causou a degenerescência da língua inicial. Para se entender com os outros eles adaptavam sua linguagem ao meio.
Eles se tornavam mais velhos pela passagem do tempo, mas sem degenerescência. Suas células traziam em si princípios diferentes das células dos seres comuns. Na verdade, os mais velhos eram apenas mais experientes, mais adaptados nas tarefas. Eles amadureciam na sua alma, mas não no seu corpo. Eles contavam ainda, para a conservação de seus corpos, com a assistência dos Mestres, com quem mantinham contatos permanentes. Às vezes acontecia de um Equituman não evoluir de acordo com a tarefa e ceder seu corpo a outro que sofrera um acidente. Neste caso, o espírito do cedente simplesmente era recolhido ao planeta de origem.
Em Capela, eles eram organizados em casais afins, almas gêmeas, e não havia reprodução como aqui na Terra. Mas aqui, eles foram submetidos ao processo sexual normal e tiveram filhos. Só que seus filhos nasciam com um organismo comum, igual ao dos mortais. Assim, foram nascendo outros Equitumans mais preparados para a Terra, como iam se desenvolvendo. Suas mentes ágeis permitiam a constituição de organismos adaptados às regiões onde nasciam. Daí os tipos diferenciados que deram origem às raças modernas, como contam precariamente seus historiadores e antropólogos.
O principal estímulo dos Equitumans era seu livre arbítrio. Eles eram pequenos deuses a quem estava entregue a tarefa de civilizar um planeta e dispunham de ampla liberdade para isso. Seu único compromisso era o de observar os propósitos civilizatórios apreendidos nas escolas de Capela.
A idéia fundamental era o estabelecimento de condições ecológicas que permitissem a vinda de novos imigrantes. Famílias espirituais inteiras sonhavam com a oportunidade de colonizar, colaborar com a obra de Deus na Terra. Mas, se dispunham das grandes vantagens de seres extraterrenos, eles tinham as desvantagens do terráqueo na sua animalidade física.
Cedo se manifestou a velha luta entre suas almas e os seus espíritos. Não tinham religião. Tinham um conjunto doutrinário, cujas coordenadas eram formadas pela hierarquia planetária, cujo centro era o Sol. Com isso, não tinham a preocupação com a busca de Deus, pois tinham um universo amplo e objetivo, suficientemente dimensionados para não necessitar a busca de uma finalidade.
Mais tarde, no declínio de sua sintonia com os planos iniciais, essa doutrina derivou na religião do Sol.
Durante mil anos os planos seguiram sua trajetória prevista. Os núcleos foram se expandindo e muitas maravilhas foram se concretizando na Terra. Basta que se observem alguns resíduos monumentais na sua superfície para se ter idéia.  Verdade é que essas ruínas são de difícil interpretação pelo Homem atual. Uma coisa, porém, elas evidenciam: as ciências e as artes que permitiram sua elaboração estão fora do alcance do Homem de hoje. Até hoje os cientistas não conseguiram explicar, por exemplo, o porquê e como foram feitas as estátuas da Ilha da Páscoa ou as pirâmides.
A partir de agora, uma parte destes mistérios será desvendada. Dois fatos contribuirão para isso: a curiosidade científica despertada para fatos estranhos e as convulsões que a Terra irá sofrer.
Os Equitumans se comunicavam de várias maneiras. Dispunham de forças psíquicas e de aparelhos que lhes permitiam a troca de experiências.
Isso explica, em parte, as semelhanças arqueológicas que estão sendo encontradas em lugares distantes e aparentemente sem possibilidades, naquele tempo, de comunicação entre si.
Também viajaram entre planetas e chegaram não só à Lua, como a Marte e a outros lugares do nosso sistema. Essas viagens, porém, só foram feitas no segundo milênio, com o começo da hipertrofia de seus egos, à semelhança do que está acontecendo agora.
A partir do segundo milênio, eles começaram a se distanciar de seus Mestres e dos planos originais. Seguros na sua imortalidade e intoxicados pela volúpia de encarnados, eles começaram a ser dominados pela sede de poder. Depois de muitas advertências, seus Mestres tiveram que agir. Ao findar o segundo milênio de suas vidas, eles foram eliminados da face da Terra.
A Estrela Candente foi uma nave gigantesca que percorreu os céus da Terra, executando a sentença divina. Em cada um dos núcleos Equitumans, a Terra se abriu e eles foram absorvidos, triturados e desintegrados.
Aqui é um túmulo deles, e como este existem outros túmulos.
Agora, com o próximo degelo dos pólos, muita coisa virá para a luz do Sol!
O plano não falhou: só não se cumpriu em toda a plenitude. Muita coisa foi feita que permitiu a evolução da Terra. Já os grandes animais haviam sido afastados, tornando habitáveis as principais porções de terra. Os princípios da tecnologia e as sementes da vida social formavam um lastro imperecível na mente de muitos habitantes. O padrão espiritual então existente foi permitindo a materialização da natureza e tudo foi se modificando. Os imortais Equitumans foram se transformando em lendas e deuses e o Homem foi construindo suas cidades e suas religiões.
A partir daí, os grandes missionários começaram a vir à Terra e os Equitumans, recolhidos no Planeta Mãe, começaram a reencarnar nos descendentes de seus antigos corpos. Aí então teve início outro tipo de luta: alguns desses espíritos, saudosos de seu antigo poder, começaram a se organizar no etérico da Terra e a formar falanges.
Os antigos poderes psíquicos foram sendo sedimentados em manipulações mediúnicas e os dois planos - o físico e o etérico - intensificaram seu intercâmbio.
Um grande missionário, que hoje, para nós, se chama Seta Branca, responsável pela Estrela Candente, reuniu os remanescentes mais puros e os dividiu em sete tribos, que foram distribuídas nos antigos pontos focais dos Equitumans. A eles coube recomeçar a tarefa interrompida. Cada tribo compunha-se de mil espíritos.
Foi aí que foram criadas as hierarquias dos Orixás, os grandes chefes que tinham a virtude de se comunicar com os Mestres.
O processo civilizatório dos descendentes dos Equitumans se foi realizando nos milênios subsequentes, principalmente pelos Tumuchys (*). Duas dessas tribos deixaram caracteres mais marcantes: os que mais tarde se chamaram Incas e os posteriormente conhecidos como Hititas. Outra tribo que também teve muita importância nos acontecimentos foi a dos Índios, cujo núcleo foi iniciado aqui, nas margens deste lago. Cedo eles adentraram para Leste, em direção ao Atlântico, e para o Norte, na rota do Amazonas. (...)
Ao desencarnarem de suas agora curtas vidas, eles se recusavam seguir os rumos normais de Capela e preferiam perseguir suas próprias quimeras nos planos etéricos. Juntaram-se, assim, em falanges e, graças ao conhecimento adquirido, procuraram sempre reproduzir a situação inicial. Esqueceram-se eles de que, desta vez, não tinham a bênção de Deus e nem o auxílio precioso dos Mestres, suas máquinas e seus corpos imperecíveis.
Eram imperecíveis, mas no sentido inverso do que foram na Terra física. Nos seus corpos iniciais, os princípios vitais lhes permitiam viver, como aconteceu com quase todos, até a destruição externa, propositada. Suas mentes, porém, através de suas almas, se evoluíam e progrediam sem parar.
Na economia sideral dos planos da época, a indestrutibilidade dos corpos atuava como fator de segurança que permitia a esses seres enfrentar as tarefas ciclópicas sem titubear, além do respeito que impunham a seus descendentes, as vantagens da memória física milenar e outras.
Já no plano etérico, sem as vantagens do plano físico, sem a contínua assistência dos Mestres e sem os planos da Engenharia Sideral, suas mentes foram se degenerando na atrofia inexorável desse plano.
Isso é um círculo vicioso, em que o ser cada vez mais perde as perspectivas e se ilude com as próprias sensações. Grande parte de sua atividade se concentra na alimentação de seus corpos etéricos, cuja maior fonte de energia é o ectoplasma da Terra, dos seres vivos. Em vez de terem suas cabeças erguidas para o Céu, para as fontes puras de energia divina, são obrigados a tê-las voltadas para baixo, para os seres encarnados, de onde parte sua alimentação energética.
E o coração do Homem está onde estão seus interesses. Tudo o que acontece com os seres humanos lhes interessa. Tendo uma falsa noção de poder, reminiscência dos poderes que possuíam, eles sempre pretenderam influir nos acontecimentos humanos e, em parte, o conseguem. Sua confusão mental, entretanto, os faz crer ser possível a retomada da antiga posição de 300 séculos antes.
E assim podemos juntar duas épocas distantes e entender os enredos tenebrosos dos dias atuais. Equitumans encarnados, Equitumans no invisível etérico e Equitumans nos planos mais evoluídos - esses são os elementos das lutas atuais no Brasil.
Hoje, esses espíritos nem sabem mais que foram os poderosos Equitumans que foram à Lua e a Marte. Os que estão encarnados têm menos noção ainda. Acrescente-se que esses encarnados, presos aos círculos cármicos, vêm se endividando e pagando dívidas num círculo quase vicioso.
Muitos dos atuais políticos passaram pelas lutas dos dois ou três mil anos, talvez mesmo anteriores.
E agora, no fim de mais um Ciclo, quando o planeta urge passar a categorias melhores, fazem-se necessários o reajuste e o reequilíbrio. Por isso, os inocentes de hoje não o foram ontem. É preciso ter compaixão e ajudá-los, mas isso deve ser feito com a serenidade que o Cristo nos proporciona, com a justiça Evangélica de as árvores serem reconhecidas por seus frutos.”
Os espíritos que se mantinham puros naquela fase civilizatória do planeta e, portanto, tinham condições de retornar a Capela, eram recolhidos e recebiam instruções dos Grandes Mestres, reencarnando, em seguida, para cumprir novos planos na Terra.
Assim foram formados os Tumuchys, os Jaguares e os Mussuman. Esses eram antigos Equitumans que voltavam com liderança e em condições superiores aos demais habitantes, bem como em corpos preparados para maior tempo de vida terrestre e para ações determinadas, vedadas aos demais. Em lugar da evolução marcada pelo espírito, com o poder da criação e características próximas de Deus, pois está mais próximo da eternidade, a mudança fundamental da Terra foi sendo realizada com base na alma, o que significa conflitos, relacionamento pelas diferenças, ações desencadeadas por fatores positivos ou negativos, marcada do já criado, do transitório, da elaboração transformista.
Houve momentos em que, por conseqüência de movimentos telúricos, com cataclismos e movimentação das placas terrestres, predominava o plano puramente físico; outras fases, em que predominavam as lutas entre as civilizações mais avançadas e outras menos evoluídas, predominava o plano psíquico. Com isso, o espírito só conseguia predominar em pontos restritos e herméticos, atravessando os séculos em segredos profundamente guardados na tradição oral e escrita das doutrinas secretas, no segredo das iniciações, do ocultismo e do esoterismo, evoluindo e se revestindo de características próprias, adequadas à região ou à missão envolvida nos diversos grupos.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

A Magia Tradicional – Antiga

A Magia Tradicional – Antiga

magia antigaA Magia, principalmente durante e após a Idade Média (Era das Trevas segundo denominam os historiadores), recebeu uma conotação negativa, associada ao culto de demônios e às práticas de sacrifícios e orgias. Foi chamada de feitiçaria, bruxaria e até foi palco de assassinatos através da Santa Inquisição.
Mas nem sempre foi assim! A Magia e suas diversas vertentes como a Cabala, a Alquimia e o Xamanismo, foram as primeiras manifestações de reconhecimento entre o humano e o Divino, ainda na pré-história, sendo praticada através de cultos à natureza, desenvolvendo no homem o respeito ao equilíbrio de suas ações.
Do ponto de vista funcional e simplificado, a Magia é o Instrumento ou o Meio por onde as diversas facetas da energia Divina, incluindo Espíritos e Seres Naturais, podem ser ativadas e direcionadas para um fim determinado.
Ela também serve de base concreta (não dogmática ou unilateral) para a evolução consciencial do Ser consigo mesmo, para com o meio em que vive e para com todo o resto da Criação.
Sua natureza em si não pode ser classificada como boa ou má, pois isso não existe no fundamento da Criação, porém, sua prática pode levar à harmonia ou desarmonia nos meios onde é empregada, de acordo com as motivações e aplicações de seu ativador, assim, surgindo a noção de Magia Branca e de Magia Negra. É importante ressaltar que em Deus, O Todo, não há um sentido maléfico ou punidor, mas apenas funções reguladoras de Sua Criação. Fazendo um paralelo, para o corpo humano a destruição e trituração de um alimento não é um ato de maldade, mas sim, uma necessidade de transformação de um alimento em partículas menores, culminando na matéria-prima à vitalização do corpo físico.
Assim, faço duas observações:
1. De Deus são produzidos efeitos, que para fins de simplificação os denominaremos neste momento por: construtivos e destrutivos. Estes têm o propósito definido de serem agentes das transformações necessárias à manutenção de tudo o que foi Criado por Ele, sem que nisso haja a conotação de bem ou mal, mas simplesmente a de evolução contínua;
2. O direcionamento indevido de energias (em toda sua abrangência), a partir de nós seres humanos, gera um resultado desarmônico em relação ao equilíbrio da Criação.
O “mal” está na ignorância e má utilização humana daquilo que é Divino, e sob hipótese alguma, o efeito destrutivo seria algo criado por Deus com o cunho punitivo, mas sim, serve com o propósito regulador da Criação, que é Ele em si mesmo.
Prosseguindo, devemos compreender que a Magia é abrangente em sua aplicação e seus fundamentos nos são mais e mais compreensíveis de acordo com a maturidade e estágio evolutivo individual e da humanidade, possibilitando gradativamente que os conhecimentos e as práticas nos levem ao esclarecimento de nossa origem e nosso caminho, enobrecendo nosso caráter, instruindo-nos e dotando-nos de ferramentas poderosas de harmonização entre todos os espíritos (encarnados e desencarnados), além de promover ordenadamente o intercâmbio entre as diferentes realidades e vias de evolução dos seres existentes.
Escreverei mais sobre isso nos próximos posts…acompanhem!
Até breve,

Escrito por: Daniel Souza

domingo, 9 de junho de 2013

As Formas do Pensamento

As Formas do Pensamento

PH Alves | 7 de março de 2013
Salve Adeptus!
Hoje  vou dar sequência a um tema abordando dentro do Projeto EntreMentessobre o que na verdade são essas Formas Pensamentos e o que elas influenciam em nosso comportamento, e quais as consequências disso, se é que existe alguma. 
Antes de dar uma visão mais detalhada sobre o assunto, vamos ver do que a forma-pensamento é constituída.
Criações Mentais
A forma-pensamento constitui-se de matéria sutilíssima, embora para alguns seja um produto fantasioso, pois, além de sobrecarregado de substância mental-astralina fortemente vitalizada pelo éter-físico, que se escoa pelo duplo etérico humano, também se impregna da eletricidade e do magnetismo biológico da criatura.
Eletrizando-se no seu curso benéfico ou maléfico, ela atinge o objetivo qual dado criador ou destrutivo, valendo conforme a intenção e o poder de quem a projeta. Assim, entre os sete bilhões de encarnados e o triplo de desencarnados em intercâmbio  incessante através do pensamento à superfície da Terra, a aura do orbe parece o centro de imenso oceano etérico, vaporoso e cintilante, alimentado pelas fabulosas energias que transmitem e refletem as formas-pensamentos dos homens, lembrando verdadeiros cardumes de peixes fantasiosos, coloridos ou pétreos! As mais absurdas e inconcebíveis configurações mentais atritam-se e encorpam-se para projetar-se em várias direções, arrastando inapelavelmente formas semelhantes. É um turbilhão de ondas mentais propagando-se em todos os sentidos e formas-pensamentos entrecruzando-se e buscando pouso incessante na multiplicidade das mentes que compõem a consciência coletiva da humanidade!
Há uma riqueza de cores formosas e fascinantes, porém, que jamais se misturam ou se fundem à massa de tons escuros, repulsivos, irascíveis e pegajosos do submundo mental!
Vendo desta forma parece algo complexo e fantástico não? Mas vamos explanar isso de forma mais comum para todos. Nós seres humanos encarnados quando pensamos  emitimos a imagem mental de nossos pensamentos, que pode ser percebida em nossa tela mental. Se essa imagem mental for repetida constantemente ou se for acompanhada pela vontade de realizar essa ideia, alimenta-se ali com nossas energias uma “matéria” que se compõe no Plano Astral produzindo uma forma viva correspondente a imagem enviada. Nesse momento se perguntamos “nossa, estou criando um ser vivo ao meu lado?” sim, você esta fazendo isso e praticamente todos o fazem de forma até mesmo automáticas. O poder dos pensamentos é enorme assim como vocês viram no post anterior do Jeff Alves (O Alvorecer), o pensamento é algo que movimento nossas vidas físicas e astrais de maneira absurda, trocaria a frase do Tio Ben “Um grande poder traz uma grande responsabilidade” por esta “Um grande pensamento traz uma grande responsabilidade” o que não deixa de ser praticamente a mesma coisa. Dando segmento, a estas formas modeladas pelo nosso pensamento e pela vontade, damos vários nomes, desde forma-pensamento, larvas de pensamento ou elementais.
Esses elementais criados pela menta humana assumem diferentes formas, algumas vezes não ficam sob a influência de seu criador e vivem uma vida efêmera de pouca duração, mas vale dizer que isso depende muito de seu criador, outras vezes, ficam do lado daquele cuja mente os criou, provocando a
repetição da ideia que lhe deu a vida, visto que a repetição desta ideia fortifica-os e dá-lhe mais tempo de vida.
Leadbeater diz em seu livro O Plano Astral a seguinte conclusão:
“Um homem que, por exemplo, acalente demoradamente um desejo, forma para si mesmo uma espécie de companheiro astral que, alimentado constantemente pelo pensamento predominante, pode acompanhá-lo durante anos, ganhando progressivamente força e influência sobre seu criador, e quando o desejo é um desejo de mau caráter, a influências sobre a natureza moral do homem pode vir a ser de desastrosas consequências. Mais fecundos ainda em resultados bons ou maus são os pensamentos do homem acerca do seu semelhante, porque neste caso não é em torno dele que flutuam, mas em torno do objeto do pensamento.
Elemental nocivo no HQ Promethea
Qualquer desejo ou pensamento de felicidade projetado sobre um indivíduo orientará para ele um Elemental artificial amigável. Se o desejo for predominantemente definido, por exemplo, o desejo de melhoras de uma doença, o elemental pairará sobre o doente, para lhe promover o estabelecimento ou afugentar qualquer influência tendente a impedi-lo.
Este trabalho desenvolverá o que pode parecer à primeira vista uma grande porção de inteligência e adaptabilidade, mas realmente não é mais do que uma força que atua segundo a linha de menor resistência – sempre na mesma direção, aproveitando qualquer canal que possa achar, precisamente como água num tanque se precipitará por um tubo aberto, existente entre uma dúzia de fechados, e o esvaziará através dele”.
A partir daí podemos observar a influência causado pelos nossos pensamentos, onde tanto o bem quanto o mal pode se aplicado em si próprio ou em outra pessoa.  Direcionar esses pensamentos de uma forma positiva no torna pessoas melhores e consequentemente com boa saúde e com uma proteção contra pensamentos negativos de outras pessoas sobre você. Como tudo é uma questão de vibração, o elemental só ira conseguir “atacar” o próximo que esta estivar com a “porta aberta”, ou seja, se este também estiver com pensamento negativos, assim também poderá nutrir esse elemental com suas brechas.
Esse assunto podemos ainda estender por muito mais caminhos, por irei encerrar por aqui, quem sabe em uma outra oportunidade, eu não de segmento à isso e possa lhe mostrar como existem influências dos pensamento no contexto sexual e de onde vem os íncubos e súcubos, por enquanto fiquem com água na boca rs.
Namastê _/\_

sexta-feira, 7 de junho de 2013

SOM/CANÇÃO DE PODER


Segundo muitas tradições, os sons e a música possuem um profundo efeito psicofísico.

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Segundo muitas tradições, os sons e a música possuem um profundo efeito psicofísico. Certos tons podem curar ou lesionar corpos humanos. Os hindus atribuem certos tons aos chackras, que lhes ´dá acesso a poderes ocultos (mantrans)
Os cânticos acompanham toda a história das religiões. Os cantos Zen Budistas, Cantos Gregorianos, Salmos, Pontos de Umbanda e Candomblé, , canções evangélicas, etc.
No caso específico do xamanismo, as canções de poder, acompanham as cerimônias para evocar espíritos guardiãos, espíritos de cura, para intensificar a energia, para alterar a consciência, permitir a mente livre de pensamentos indesejáveis, para proporcionar visões.
O ritmo também pode transportar o xamã de volta ao seu espaço sagrado . Todo xamã possui sua canção de poder para despertar seu animal e espíritos auxiliares. O ritmo e as palavras estabelecem uma comunicação com o sagrado, libertando, de forma espontânea, a energia para curar e elevar a consciência.
A canção de poder não é composta e sim canalizada, é um fenômeno de liberação psíquica, mediúnica. As canções de poder podem trazer felicidade e bem estar, entendimento e relexão, cura e transe. Elas podem ser curtas e repetitivas, como grandes e melodiosas.
No Perú os xamãs associam os trabalhos xamânicos com os ícaros, ou canções mágicas, para evocar o espírito de uma planta de poder, para viajar por mundos invisíveis, curar, trazer proteção.
Nos rituais do Santo Daime, não é raro que seus práticantes recebam hinos, que são versos musicados, captados de origem divina. Na União do Vegetal, que também se utiliza da bebida sacramental Ayahuasca, os mestres entoam as chamadas. No Rig Veda, os sacerdotes em estado de transe provocados pela bebida Soma também captavam hinos. Na barquinha pontos e Salmos. Os indios brasileiros, norte-americanos, aborígines australianos, esquimós, africanos, siberianos, enfim, as canções sagradas estão presentes em todo o Universo Xamânico.
Compartilho uma pesquisa de alguns materiais que traduzi:
Os sons sagrados das diferentes tradições podem variar extremamente em seu uso das freqüências. Estas tradições usam frequentemente escalas e tonalidades muito diferentes das que estamos acostumados e nós podemos achar estes sons extremamente bizarros, fora do tom e completamente desarmoniosos. Isto é, até nós abrirmos verdadeiramente nossos ouvidos e nossos corações ao que é realmente
Quando os ocidentais visitaram primeiramente África, relataram que os africanos amavam cantavam e dançavam, mas suas músicas não tinham nenhum sentido.
Nós podemos ouvir Ragas hindus, a música tibetana, canções de Bali pela primeira vez e sentir os sons como não musicais. Entretanto, uma vez que nós passamos da resposta inicial, podemos perceber que estes sons sagrados têm efeitos extremamente transformadores
O Dr. Alfred Tomatis, um médico francês, levou muitos anos pesquisando os sons sagrados do mundo. Pesquisou em detalhes muitas canção sagradas, incluindo os cantos gregorianos e tibetanos e percebeu que eles são ricos em sons de alta frequência, chamados harmônicos ou hipertons. Ele acredita que estes sons carregam o cortex do cérebro e estimulam a saúde e o bem estar.
Os harmônicos ou hipertons, são geométricamente relacionados e ocorrem sempre que um som natural é criado.
Os harmonicos são os sons dentro de todos os sons, responsáveis pela cor ou o "timbre" do tom de um instrumento e de nossas vozes. A matemática dos princípios universais da exposição dos harmonicos que correspondem a uma estrutura subjacente encontrou na química, na astronomia, na física, e no estudo de outras ciências.O conhecimento e a compreensão destes sons parecem ser antigos, datando na época de Pitágoras, ou antes ainda.
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O uso dos harmonicos como sons sagrados pode ser encontrado nas tradições xamânicas e místicas, particularmente budismo tibetano e cantos mongois, siberianos. Nestes casos os cantores desenvolveram a habilidade de criar hipertons ou harmônicos vocais múltiplos, cantando duas ou mais notas simultaneamente. Estes sons foram usados por cantores como meio de invocar deidades e forças diferentes de energia para equilibras os chakras
Escutar as canções de monges tibetanos pode ser uma experiência transcendente. Os monges utilizam uma frequência fundamental, profunda, parecem quase inumanos, são como um rosnado de um animal selvagem. É acoplada com este tom uma voz muito mais elevada que soa como a um anjo cantando na harmonia.
Estes dois sons vêm de mesmo ser, um Monge tibetano, e são o resultado de práticas sagradas. A criação dos harmonicos é baseada em sons de vogais.
Cantar o alongamento destes sons vogais são encontrados na maioria das canções principais do mundo, dos mantras hindus e tibetanos, às práticas de sufis e cabalísticas.
Por exemplo nós temos "Oooooommm" e "Aaaaameen," Aaaaallaaah, "e" Yaaaah Waaaay." Através desta formulário de entonação ocorre uma extraordinária ressonância no corpo físico e no cérebro.Quando o cantor destes sons focaliza uma intenção de se fundir com o som sagrado, os resultados são extraordinários.
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Nas tradições aborigenes australianas, os sons sagrados são produzidos por um instrumento chamado didjeridu, uma espécie de fautas que parecem troncos ôcos
Quando é tocado, usando uma técnica chamada a "circular que respira" (que permite a criação de um córrego de ar contínuo e conseqüentemente de um som contínuo), o resultado é um único tom, muito profundo e extremamente rico em harmonicos.
Aqueles que ouviram este som pode o ter encontrado muito similar "na voz profunda tibetana," que é também muito profunda com hipertons distintos. E o mais interessante que estes dois sons muito similares foram criados por duas civilizações muito distintas, separadas por milhares de milhas.
Poderia ter sido, como suas lendas indicam, que os primeiros criadores humanos destes sons, os ouviram primeiramente no estado original e tentaram então os criar no corpo físico, um usando a voz enquanto o outro usava um instrumento.
Cantando um som sagrado acoplado com a intenção de invocar seres ou energias pode-se criar o que o cientista britânico Rupert Sheldrake chamou campos "morficos". Estes são os campos da energia que causam a forma e a dão forma para ocorrer.


Em muitas das tradições soando sagrado, ou recitando o nome de uma entidade trará eventualmente essa entidade e permitirá que una-se com ele. Muitas vezes a recitação destes nomes sagrados é chamada "mantras" . Entretanto, esta prática é baseada em uma compreensão antiga do som sagrado.

terça-feira, 7 de maio de 2013

OS NÚMEROS NA BÍBLIA - ACASO OU PROJETO?



Existem muitos números na Bíblia. Alguns deles aparecem em contextos que levam a crer que possuam significados ocultos. Por exemplo, quando Jesus ressuscitou, o Evangelho de João conta que os discípulos, que passaram a noite sem pescar nada, sob o comando de Cristo, apanharam surpreendentemente 153 grandes peixes (João 21.11). Por que exatamente 153? Se é simplesmente história de pescador por que não falar de 150, 160, 200 ou 300 peixes? Por que exatamente 153?

Coincidentemente o número 153 não é um número qualquer, mas possui algumas propriedades interessantes. É um número triangular (a soma de 1 a 17). E é também um dos quatro números (abaixo de 1000) que possuem a estranha propriedade da soma do cubo de cada algarismo ser igual ao próprio número.

• 153 = 1³ + 5³ + 3³
Os outros são:
• 370 = 3³ + 7³ + 0³
• 371 = 3³ + 7³ + 1³
• 407 = 4³ + 0³ + 7³

Em outro exemplo, quando aconteceu o naufrágio do navio em que o apóstolo Paulo era mantido como prisioneiro dos romanos, a Bíblia declara, de forma inequívoca, que o número dos tripulantes era de exatos 276 (Atos 27.37). Novamente um número exato. Por que não 250, 300, etc.?

Surpreendentemente 276 é um número triangular. E triangular do número 23.
Voltando ao número 153. Há alguma relação entre ele e o contexto em que foi citado? Bem, como explicado anteriormente, 153 peixes foram apanhados depois da ressurreição de Cristo, conforme o Evangelho de João. 153 é o triangular de 17, e pelo calendário judaico, Jesus teria ressuscitado no dia 17 do primeiro mês (Nisan). Pela gematria (sistema antigo em que valores eram atribuídos às letras), existem algumas palavras, em grego, cujos valores têm o fator 153. E elas possuem uma ligação muito forte com o incidente conhecido como “pescaria milagrosa”.

Fonte:E. W. Bullinger, OS NÚMEROS NAS ESCRITURAS.

O número 666 – Esse, certamente é o número bíblico mais famoso do mundo. Centenas de teses foram levantadas no decorrer da história, em várias (e muitas vezes vãs) tentativas de se desvendar o significado desse número misterioso.
Ele é citado num contexto sinistro. É o número da Besta (Apocalipse 13.18), que seria o símbolo de um grande ditador, o qual governaria o mundo em um futuro próximo.

O interessante é que o texto bíblico afirma que 666 é o número do nome de alguém e que, os sábios poderão calcular esse número. Como é que alguém pode calcular um nome? Para aqueles que viviam há 2000 anos, quando a língua grega era a língua do comércio, a língua internacional (semelhantemente o que o inglês é na época atual), não era mistério que qualquer palavra grega possuía um valor numérico. É que o alfabeto grego (da mesma forma que o hebraico) possuía valores numéricos.

Como se sabe, os gregos não conheciam os algarismos e, portanto, usavam as letras como números. Isso deu margem para todo tipo de enigma e superstições.
Por exemplo, havia uma conhecida frase sobre Nero, conforme nos conta o especialista em história dos números, o marroquino Georges Ifrah:

"Evocando o assassinato de Agripina, Suetônio (Nero, 39) aproxima o nome de Nero, escrito em grego, da frase Idian Metera apekteine (“Matou sua própria mãe”), tendo os dois grupos correspondentes exatamente o mesmo valor no sistema numeral grego.” (História Universal dos Algarismos, págs. 540-541).



Na citada obra de Ifrah existem inúmeros exemplos de enigmas, brincadeiras e poesias envolvendo os valores alfas-numéricos das línguas hebraica e grega.



Observemos que faltam as letras correspondentes aos valores 6 e 90. Ifrah explica:
“A numeração em questão emprega, com efeito, as vinte e quatro letras do alfabeto grego clássico às quais acrescentava os três sinais alfabéticos digama, kopa e san, que pouco a pouco caíram em desuso.” (pág. 467).

As letras digama, kopa e san, correspondiam, respectivamente, aos valores 6, 90 e 900 (diga-se de passagem que essas três letras não aparecem no texto grego do Novo Testamento - Peter Bluer, in “A PROOF SET IN STONE”).

Mas por que o número da Besta seria 666? Em muitas passagens bíblicas o número 6 aparece relacionado ao homem em algum momento especial de rebelião contra o Criador. Exemplos:

a) O gigante Golias, que desafiou o povo de Deus, tinha 6 côvados de altura (aprox. 3 metros) e a ponta de sua lança pesava 600 siclos (100 x 6). 600 siclos era aprox. 7 kg. O gigante possuía ainda 6 armas ou peças de defesas (1 Samuel 17.4-7). Portanto, é evidente o destaque do número 6 na vida de Golias. Surpreendentemente seu nome aparece apenas 6 vezes na Bíblia.

b) O rei Nabucodonosor ordenou a construção de uma estátua, que tinha exatamente 60 côvados de altura (aprox. 30 metros) e 6 de largura, e ordenou que ela fosse adorada (Daniel 3.1).

c) O Faraó do Egito perseguiu o povo de Israel com 600 carros (Êxodo 14.7).

d) Foi no ano 600 de Noé que veio o Dilúvio sobre a terra e justamente no versículo 6 do 6.º capítulo do primeiro livro da Bíblia (Gênesis), DEUS SE ARREPENDE DE HAVER CRIADO O HOMEM! É exatamente no capítulo 6 da Bíblia que ocorre a corrupção universal do ser humano.

e) O primeiro livro da Bíblia com nome de homem (JOSUÉ), é justamente o 6.º e no capítulo 6 desse livro mostra a destruição de Jericó uma cidade rebelde. É bom observar também que esse 6.º livro tem exatamente 24 capítulos, ou seja, 4 x 6.

f) Na Bíblia, o homem sem Deus é chamado de VELHO HOMEM e esta expressão aparece no 6.º livro do Novo Testamento (ROMANOS), no 6.º capítulo e no 6.º versículo.

g) O tempo do homem na terra está dividido em ciclos de 6. A demonstração é simples: O ano está dividido em 12 meses (2 x 6). O mês está dividido em 30 dias (5 x 6). O dia está dividido em 24 horas (4 x 6). A hora tem 60 minutos (10 x 6). De igual forma o minuto, que tem 60 segundos.

h) Jesus sofreu 6 horas na cruz, no 6.º dia da semana, para resgatar o homem de volta para Deus. E além do mais, Ele teve 6 ferimentos especiais (nas duas mãos, nos dois pés, no peito e na cabeça).

i) Quando criou o homem, Deus lhe outorgou 6 domínios. 6 são revelados em Gênesis 1.26:

01 - Sobre os peixes do mar;
02 - Sobre as aves do céu;
03 - Sobre os animais domésticos;
04 - Sobre toda a terra;
05 - Sobre todo réptil que se arrasta sobre a terra;
06 - O 6.º é revelado em Gênesis 4.7, quando Deus fala para Caim: “Porventura se procederes bem, não se há de levantar o teu semblante? e se não procederes bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo; mas sobre ele tu deves dominar”. O 6.º domínio é o domínio próprio, ou seja, o domínio de si mesmo.

j) Há exatamente 6 palavras significando HOMEM, nos textos originais da Bíblia: São 4 em hebraico e duas em grego: 1- ADAM (Gn 1.26; 2.7; 3.24, etc.), que significa somente HOMEM; 2 – ICHE (Zc 6.12), significa VARÃO COMPLETO, HOMEM FORTE; 3 – ENOX (Sl 8.4; 73.5): quer dizer: MORTAL, HOMEM FRACO; 4 – GEHVER (Ex 10.11; Zc 13.7), é HOMEM DE VALOR OU DE PRESTIGIO; 5 – ÂNTROPOS, em grego é igual a ADAM, do hebraico; 6 – ÂNER, no grego, é igual ao hebraico ICHE - E. W. Bullinger, NÚMEROS NAS ESCRITURAS.

Nos exemplos citados observamos claramente a relação entre o homem e o número 6. Se lembrarmos que, de acordo com a Bíblia, Deus criou o homem no 6.º dia da criação, e mais tarde ordenou-lhe que trabalhasse 6 dias na semana, é impossível não relacionar esse número com a humanidade.

Portanto, o escritor do Apocalipse não citou o número 666 de forma aleatória. Outro fato surpreendente é que a palavra BESTA, relacionada ao futuro ditador mundial (conforme os profetas bíblicos) aparece 36 vezes em Apocalipse. E 666 é exatamente o triangular de 36. Seria puramente coincidência?

Por isso, excetuando-se as teorias mirabolantes que “provam” que este ou aquele líder mundial é o Anticristo, a maioria dos teólogos cristãos concorda que o número 6 simboliza o homem e 666 representaria o homem na sua rebelião total contra o Deus Trino da Teologia Cristã.

Se 6 é o número do homem, na outra extremidade temos o número 1, que claramente indica a Divindade Suprema. Existem dezenas de referências bíblicas mostrando a identificação do Criador com o número 1.

a) Deuteronômio 6.4: “Ouve, ó Israel; o Senhor nosso Deus é o ÚNICO Senhor”;

b) João 17.3 “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, como o ÚNICO Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, aquele que tu enviaste”;

c) 1 Timóteo 1.17 “Ora, ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao ÚNICO Deus, seja honra e glória para todo o sempre. Amém.”;

d) Efésios 4.6: “[Há] UM só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos”;

e) I Timóteo 2.5: “Porque há UM só Deus, e UM só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem”;

f) “Eu, eu sou o Senhor, e fora de mim não há salvador” (Isaias 43.11); “Assim diz o Senhor, Rei de Israel, seu Redentor, o Senhor dos exércitos: Eu sou o primeiro, e eu sou o último, e fora de mim não há Deus” (Isaias 44.6); “Lembrai-vos das coisas passadas desde a Antigüidade; que eu sou Deus, e não há outro; eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim” (Isaias 46.9);

g) “E o Senhor será rei sobre toda a terra; naquele dia UM será o Senhor, e UM será o seu nome” (Zacarias 14.9).

Por toda a Bíblia, a mensagem é clara: Há um Único Deus, e os outros são falsos. Nos tempos antigos (como hoje), a humanidade sempre foi tentada a adorar centenas de deuses. Mas as Sagradas Escrituras se destacam de todas as outras escrituras religiosas por enfatizar que o Universo foi criado por apenas um Deus.

Se o número do homem é 6 e o número de Deus é 1, fica fácil entender porque o número 7 é, de longe, o número mais célebre da Bíblia – além de possuir um destaque notável em outras tradições religiosas.

A mensagem dos escritores bíblicos é que o homem (número 6) não pode viver alienado de Deus (número 1). Por isso, 6 + 1 ou HOMEM + DEUS é igual a 7. É impressionante o número de coleções envolvendo o número 7 e a importância que as religiões e filosofias dão a ele.

Nonato Masson, autor maranhense, escreveu em 07 de janeiro de 1988, no jornal “O Estado do Maranhão”:

“O número 7 na Bíblia é o número divino; no judaísmo é o da mensagem; para os budistas é o místico; para os teosofistas é o da sorte; para os muçulmanos é o do céu; para os gregos é o da sabedoria; para a numerologia é o do mistério; para a maçonaria é o absoluto; para a umbanda é o da magia branca; e para a quimbanda é o da magia negra.”


Existem muitas coisas e acontecimentos ao redor do mundo, destacando o número 7.

• 7 são os dias da semana;
• 7 são as cores do arco-íris;
• 7 são os algarismos romanos;
• 7 são as colinas de Roma;
• 7 são as cidades sagradas da India;
• 7 as torres de Constantinopla;
• 7 eram as Artes na Antiguidade;
• 7 eram as Belas-Artes;
• 7 eram as Maravilhas do mundo antigo;
• 7 eram os sábios da Grécia;
• 7 as notas musicais;
• 7 os anões da Branca de Neve;
• 7 os edifícios sagrados da antiga Babilônia;
• 7 foram os reis da antiga Roma;
• 7 rainhas na História foram chamadas de CLEÓPATRA;
• 7 eram os deuses da antiga mitologia chinesa;
• 7 é a nota mínima para aprovação em muitas escolas;
• O canário nasce aos 14 dias (2 x 7); a galinha aos 21 dias (3 x 7); os patos e gansos aos 28 dias (4 x 7); o ganso silvestre aos 35 dias (5 x 7); e os papagaios e avestruzes aos 42 dias (6 x 7).
• No ciclo genital da mulher, a ovulação ocorre no 14.º dia ( 2 x 7); a implantação do óvulo na cavidade interna é no 21.º dia (3 x 7); o ciclo menstrual é de 28 dias (4 x 7), e a gravidez se completa em 280 dias (40 x 7).
• Na religião Islâmica, são 7 os céus e são 7 as portas do inferno;
• O peregrino do islã deve dar 7 voltas em torno da Caaba Sagrada (um ídolo); e, em certo ritual, lança para trás de si 7 pedras, para afugentar o demônio.
• De acordo com a religião Budista, Buda passou 49 dias (7 x 7), em meditação debaixo da árvore Bô; há as 7 jóias de Chakravarti; há 7 meios para o homem se tornar puro: domínio de si mesmo, investigar a verdade, energia, alegria, serenidade, concentração e magnanimidade.
• Na religião Egípcia, são 7 os sábios nascidos do olho direito de Amon Rá, o deus-sol.
• No antigo Egito, a múmia de um Faraó era colocada de frente para o Oriente, para “ver” o sol nascer 7 vezes.
• Os egípcios guardavam no leito do filho recém-nascido 7 pedras de cores diferentes. Para eles, o número 7 era símbolo de longa vida.
• Na religião Católica Romana, 7 são as glórias da Virgem, 7 são os Sacramentos, 7 são os pecados mortais,7 são as virtudes,7 são as ordens eclesiásticas, há a missa de 7.º dia. Há ainda na tradição católica: as 7 quedas de Cristo, do jardim à casa de Anás, 7 mistérios da coroa, 7 gozos de São José, 7 espadas cravadas no peito da Virgem da Amargura, etc.
• Na Mitologia greco-romana, Vênus possuía um cinto mágico com as 7 armas da sedução feminina; são 7 os tubos da flauta de Pã; são 7 as cordas da lira de Apolo; são 7 os véus de Íris; o minotauro (monstro fabuloso) exigia como sacrifício 7 moças e 7 rapazes anualmente.
Na linguagem popular,
• Atingir o 7.º céu – significa o máximo de felicidade;
• Pintar o 7 – fazer travessuras;
• Fechar a 7 chaves – bem trancado;
• Homem de 7 instrumentos – pessoa que exerce muitas atividades diferentes;
• 7 fôlegos – ser resistente ou persistente;
• bola 7 – a bola preta no jogo de Sinuca, que vale 7 pontos.
• 7 costados – pessoa de linhagem nobre;
• 7 ameixeira – na Hungria, significa pessoa muito pobre;
• Tipo 7 – pessoa fina (no sentido de elegante), coisa de valor, objeto raro;
• Barriga de 7 almoços – individuo comilão, também chamado de barriga de 7 malas;
• Bicho de 7 cabeças – coisa muito complicada;
• 7 cães e um osso – alusão feita a uma coisa que é desejada por muita gente;
• Andar nas suas 7 quinas – significa viver contente, cheio e alegria;
• Viajar pelos 7 mares – viajar pelo mundo todo;
• 7 falas doces usa uma pessoa quando engana alguém;
• O gato tem 7 vidas;
• Há 7 anos de azar para quem quebrar um espelho;
• 7 virtudes – apelido de cachaça, no Nordeste. Dizem os viciados que ela aquece, refresca, anima, clareia, sara, alegra e faz esquecer.
Existem centenas de livros, filmes, novelas, contos, músicas e poesias envolvendo algum tema ou título envolvendo o número 7.
Alguns destaques do número 7 na Bíblia:
• Quando Caim matou Abel, Deus disse-lhe que, quem o matasse, seria punido 7 vezes (Gênesis 4);
• Um descendente de Caim, chamado Lameque, matou um homem e exclamou: “Aquele que matar Lameque será castigado 70 x 7!”;
• Deus fez 7 promessas para Abraão (Gn 12.1-3) ;
• Havia 7 peças de roupa no Sumo Sacerdote (Ex 28.4,42);
• Havia 7 objetos que eram ungidos com óleo santo;
• Eles eram ungidos 7 vezes;
• 7 vezes era feita a unção de azeite no altar (Lv 8.10,11);
• No 7.º mês era feito um sacrifício expiatório por todo o povo (Lv 16.29);
• 7 vezes no dia Davi louvava a Deus pela sua justiça (Sl 119.164);
• No tempo do profeta Elias, 7 mil permaneceram fiéis a Deus, quando a nação de Israel caiu na idolatria (I Rs 19.18);
• 7 pessoas na Bíblia foram chamadas por Deus, com a repetição dos seus nomes: Abraão (Gn 22.11), Jacó (Gn 46.2), Moisés (Ex 3.4), Samuel (I Sm 3.10), Marta (Lc 10.41), Simão Pedro (Lc 22.31), e Saulo (At 9.4);
• No pacto entre Abraão e o rei Abimeleque, foram separados 7 cordeiros (Gn 21.27-31);
• Jacó trabalhou 7 anos por Raquel e depois mais 7 anos (Gn 29.20);
• Um Faraó do Egito sonhou com 7 vacas magras comendo 7 vacas gordas, e 7 espigas mirradas comendo 7 espigas cheias; José interpretou o sonho dizendo que haveria de vir sobre o Egito 7 anos de fartura, seguidos de 7 anos de fome (Gn 41);
• José chorou a morte do seu pai por 7 dias (Gn 50.10).
• O candelabro do tabernáculo tinha 7 braços, com 7 lâmpadas (Ex 25.31-40).
• Sansão tinha 7 tranças (Jz 16.7,13).
• Salomão levou 7 anos para construir o Templo de Deus (I Rs 6.38).
• O general Naamã, para ser curado da lepra, de acordo com o profeta Eliseu, mergulhou 7 vezes no rio Jordão (II Rs 5.14).
• A criança que Eliseu ressuscitou, espirrou 7 vezes (II Rs 4.35).
• Salomão escreveu que a Sabedoria tem 7 colunas (Pv 9.1).
• Nabucodonosor, rei da Babilônia, mandou aquecer a fornalha 7 vezes mais para queimar os três jovens que não quiseram se ajoelhar diante da estátua (Dn 3.19).
• O livro dos Salmos foi escrito por 7 autores (Davi, os filhos de Coré, Asafe, Hemã, o ezraita, Etã, o ezraita, Moisés e Salomão).
• No Antigo Testamento, 7 pessoas foram chamadas de “homens de Deus” : Moisés (Dt 33.1), Davi (2 Cr 8.14), Samuel (I Sm 9.6), Semaías (I R 12.22), Eliseu (II Rs 4.7), Elias (I Rs 17.18) e Jigdalias (Jr 35.4).
• 7 homens foram escolhidos para administrar a área social da Igreja, no livro de Atos (At 6.1-7).
• Jesus curou o filho de um oficial, à hora 7.ª (Jo 4.52).
• Jesus expulsou 7 espíritos malignos de Maria Madalena (Mc 16.9).
• No capítulo 7 do 7.º livro da Bíblia (= Juízes), a palavra “trombeta” aparece 7 vezes.
• Na multiplicação dos pães para quatro mil pessoas (sem contar mulheres e crianças), Jesus usou 7 pães e dois peixes. E no final, ainda sobraram 7 cestas cheias (Mt 14 e 15).
• Quando estava crucificado, Jesus falou 7 vezes (Lc 23.34; Lc 23.43; Jo 19.26-27; Mc 15.34-36; Jo 19.28; Lc 23.46; Jo 19.30).
• A famosa oração do Pai Nosso tem exatamente 7 petições (Mt 6.9-13).
• Deus ordenou que 7 sacerdotes tocando 7 trombetas rodeassem a cidade de Jericó durante 6 dias, e no 7.º dia rodeassem a cidade 7 vezes (Js 6).
• Jesus disse para Pedro que devemos perdoar nossos irmãos 70 x 7 (Mt 18.21-22).
• Deus disse ao profeta Daniel que libertaria o seu povo após 70 x 7 semanas (Dn 9.24-27).
Só no livro de Apocalipse, encontramos:
• As 7 Bem-Aventuranças especiais, 7 castiçais, 7 estrelas e 7 Igrejas;
• Um Cordeiro com 7 chifres e 7 olhos, que fica entre 7 tochas de fogo e é adorado com 7 palavras de louvor;
• Um livro selado com 7 selos, 7 anjos com 7 trombetas, 7 trovões, 7 personagens misteriosos, um dragão com 7 cabeças e uma fera selvagem também com 7 cabeças, representando 7 reis;
• 7 mensagens de advertências, 7 taças da ira de Deus, 7 clamores sobre Babilônia;
• 7 aberturas, 7 promessas para os mártires e 7 “jamais” contra Babilônia;
• 7 julgamentos, 7 notas de vitória, 7 coisas novas da Eternidade, etc.
Não há como negar a importância que os escritores bíblicos dão ao número 7.

Em segundo lugar temos o número 3.

- 3 as fases da existência humana: nascimento, vida e morte.
- 3 as divisões do tempo: passado, presente e futuro.
- 3 os reinos da Natureza: animal, vegetal e mineral.
- 3 as partes principais do corpo humano: cabeça, tronco e membros.
- 3 as dimensões do espaço: comprimento, largura e altura.
- 3 as palavras do lema da Revolução Francesa: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
- 3 os poderes que regem a nação: Executivo, Legislativo e Judiciário.
- 3 medalhas olímpicas (ouro, prata e bronze).
- Geralmente numa competição existe premiação para o 1.º, 2.º e 3.º lugar.
- A educação brasileira (e em muitos países) é dividida em três graus: Ensino fundamental, Médio e Superior.
- 3 estados da água: líquido, sólido e gasoso.
- 3 Mosqueteiros, 3 Patetas, 3 porquinhos, 3 sobrinhos do Pato Donald, 3 Cavalheiros da Terezinha de Jesus, 3 toques na madeira e o azar se vai, 3 pontos na assinatura dos Maçons, Um é pouco, dois é bom, três é demais, etc.

Existem centenas de fatos bíblicos relacionados ao número 3.

Alguns exemplos somente nos dois primeiros capítulos da Bíblia:

- Está escrito 3 vezes que Deus “criou” (Gn 1.1,21 e 27);
- 3 vezes diz que Deus “fez” (Gn 1.7,16,25);
- 3 vezes Deus nomeia as coisas (Gn 1.5,8,10);
- 3 vezes Deus separa ou divide (Gn 1.4,7,18);
- 3 vezes Deus abençoa (Gn 1.22,28 e 2.3);
- Deus criou 3 tipos de vida (vegetal, animal e humana), etc.

Há centenas de exemplos bíblicos:

- Os 3 filhos de Noé, 3 amigos de Jó, 3 companheiros de Daniel; O Tabernáculo tinha 3 partes (Pátio, Lugar Santo e Santo dos Santos); o homem tem 3 partes (Espírito, Alma e Corpo); na tentação de Jesus houve 3 propostas do Diabo; 3 apóstolos acompanharam Jesus em 3 ocasiões especiais (Pedro, Tiago e João); Jesus é O Caminho, A Verdade e A Vida; haviam 3 cruzes no Calvário; a inscrição na cruz de Jesus foi feita em 3 línguas (hebraico, grego, latim); Jesus ressuscitou no 3.º dia, há 3 virtudes no Cristianismo (Fé, Esperança e Amor), etc.

Por que esses dois números são tão freqüentes em nossa vida?
É fato que as religiões antigas (não somente a judaica e cristã) tinham uma preferência misteriosa pelo número 7. Pesquisadores atribuem isso ao fato de que muitos povos antigos acreditavam na existência de somente 7 planetas (e que o sol e a lua eram dois deles). Mas a Bíblia não fala de 7 planetas em lugar nenhum, porém mostra, logo de inicio, Deus criando o mundo em 7 dias.

Os fatos bíblicos são que o número 1 está relacionado a Deus, o 6 ao homem, e que o homem não pode viver sem Deus (1 + 6). E quanto ao 3? O maior mistério do Cristianismo é a crença num ÚNICO DEUS EM TRÊS PESSOAS DIVINAS, a Doutrina da Santíssima Trindade. Basta este fato para realçar a importância do número 3.
E por que existe um padrão numérico oculto nos textos originais da Bíblia envolvendo os números 3 e 7? É o que iremos estudar a seguir.

sábado, 16 de março de 2013

DEUSA HECATE


DEUSA HECATE

HECATE



A deusa Hecate ou Hécate (em grego antigo: Εκάτη, Hekátē) é mais comumente dada como filha dostitãs Perses e Astéria (Noite-Estrelada), mas como todos os mitos mais antigos, as lendas não são muito claras, devido à escassez de registros escritos e documentos, e em alguns mitos ela aparece como filha de Tártaros e Nyx; ou, mais raramente, de Zeus e Hera, o que não faz muito sentido, justamente por se tratar de um mito tão antigo, provavelmente anterior aos deuses do Olimpo. Mas aparentemente não tão antigo quanto os primeiros deuses ligados à criação, pois há fortes indícios que seu culto não se iniciou na Grécia, mas depois foi incorporado aos mitos gregos, portanto a versão mais aceita é a primeira: Perses e Astéria.
Hécate, em grego, significa "a distante”, embora alguns atribuam a origem do nome à palavra egípcia Hekat que significaria "Todo o poder", já que supostamente Hécate teria se originado em mitos do sudoeste asiático e posteriormente assimilada para a religião greco-romana.
Ela enviava aos humanos os terrores noturnos e aparições de fantasmas e espectros. Também era considerada a deusa da magia e da noite, mas somente em seus aspectos mais terríveis e obscuros.
Era associada a Ártemis, mas havia a diferença de que Ártemisrepresentava a luz lunar e o esplendor da noite. Também era associada à deusa Perséfone, a rainha dos infernos, ou seja, o Tártaro, lugar onde Hécatevivia acompanhada por uma matilha de lobos. Os gregos chamavam-na de A Megera dos Mortos.
Nos mitos Hecate está sempre relacionada com feitiços e obscuridade, portanto, os magos e bruxas da Antiga Grécia lhe faziam oferendas com cachorros e cordeiros negros no final de cada lua nova.
Era representada com três corpos e três cabeças, ou um corpo e três cabeças. Levava sobre a testa o crescente lunar (tiara chamada de pollos), uma ou duas tochas nas mãos e com serpentes enroladas em seu pescoço.
Era uma deusa muito temida, pois se tratava de uma poderosa bruxa por quem até mesmo os deuses do Olimpotinham temor. Quando aconteceu a fusão entre os mitos gregos com os da Antiga Roma, quando esta dominou a Grécia, os romanos assimilaram Hécate a Trívia, deusa das encruzilhadas, embora a relação dada entre ambas não seja tão perfeita como em outros casos da mitologia.
Hécate se uniu primeiramente com Fórcis e foi mãe do monstro Cila e depois com Aestes [ou Eetes], de quem gerou a feiticeira Circe. Em outros mitos, Cilaera uma ninfa que foi transformada por Circe num monstro marinho.
O cipreste estava associado a Hécate. Seus animais eram os cachorros, lobos e ovelhas negras.
Suas três faces simbolizam a virgem, a mãe e a senhora. Eram esses os aspectos que podia assumir, cada um deles ligado a uma das três fases da lua (na antiguidade grega só se atribuíam à lua três fases).
Hecate era associada tanto ao bem quanto ao mal. Na forma de anciã, inspirava medo e terror, era tida como malévola, cruel e inflexível, mas como donzela e mãe lhe eram atribuídas outras qualidades e lhe chamavam “a mais amável”.
Nos mitos, seu papel foi sempre secundário. Participou da Titanomaquia(a guerra entre os deuses olimpianos e os Titãs) como aliada de Zeus, embora dois dos Titãs fossem seus pais. Foi tão valiosa a sua ajuda, que 
Zeus não se poupou na recompensa e concedeu-lhe uma devida parte em todos os domínios, oferecendo-lhe poder sobre a terra, o céu e o mar e, até, sobre o submundo que a Deusa tornou a sua moradia. Era, portanto uma divindade tripla: lunar, infernal e marinha. Os marinheiros consideravam-na sua deusa titular e pediam-lhe que lhes assegurasse boas travessias. 


Hécate ajudou Deméter a procurar sua filha Perséfone quando esta foi raptada por
Hades e combateu Hérculesquando ele tentou enfrentarCérbero, o cão de três cabeças que toma conta dos portões do Tátaro e que faz companhia a ela no mundo subterrâneo
De Todos os animais que lhe eram consgrados, os cães eram os seus preferidos, daí o motivo dela enfrentarHércules tentando proteger Cérbero. 


Apesar de ter escolhido oTártaro como sua moradia, durante a noite ela ainda sai dosubmundo e caminha pelo nosso mundo, fazendo-se acompanhar do seu séquito de fantasmas e anunciada pelo ladrar dos cães, os seus animais mais queridos. Por sua constante presença na Terra e por acreditarem que durante seus passeios noturnos ela podia ser vista por aqueles que viajavam durante a noite, ela era considerada, entre todos os deuses, a que vivia mais próxima dos homens, apesar do signifcado de seu nome [a distante].

Hecate era a mais antiga forma grega da Deusa Tríplice, uma divindade Noturna da vida e da morte. Possuía títulos como “Rainha do Mundo dos Espíritos”, “Deusa da Bruxaria”, Deusa da Lua Minguante, guardiã das encruzilhadas, senhora dos mortos e rainha da noite.
Ela era homenageada com procissões em que se carregavam tochas e oferendas para as conhecidas "ceias de Hécate".
Lendas de Hécate eram contadas por todo o Mediterrâneo. Especialmente para os trácios, Hécate era a Deusa da Lua, das horas de escuridão e do submundo. Parteiras eram ligadas a ela, pois os gregos e trácios acreditavam que ela controlava o nascimento, a vida e a morte.
Segundo essas lendas, Hecateera cultuada pelas guerreiras amazonas como a Deusa da Lua Nova, uma das três faces da Lua, a regente do
Submundo, e conduzia uma carruagem puxada por dragões. Era uma deusa caçadora que sabia de seu papel no reino dos espíritos e todas as forças secretas da Natureza estavam sob o seu controle. Todos os animais selvagens lhe eram consagrados e por isso algumas vezes era representada com três cabeças de animais.


Outros de seus símbolos eram a chave e o caldeirão. As mulheres que a cultuavam normalmente tingiam as palmas de suas mãos e as solas dos pés com hena.
Seus festivais aconteciam durante a noite, à luz de tochas. Anualmente, na ilha de Aegina, no golfo Sarônico, acontecia um misterioso festival em sua honra.
Um de seus animais sagrados era a rã, um símbolo da concepção. Outro animal sagrado era o cão.
Era chamada de A Deusa das Transformações, pois regia várias passagens da vida, e podia alterar formas e idades.
Hécate era considerada como o terceiro aspecto da Lua, a Megera ou a Anciã (Portadora da Sabedoria).
No início, Hécate não era uma Deusa ruim. Após a queda do matriarcado, os gregos a cultuavam como uma das rainhas do Submundo e governante da encruzilhada de três caminhos.
É uma Deusa que tem inúmeros atributos e provavelmente seja a menos compreendida da mitologia grega.
Ela não reina apenas sobre a bruxaria e a morte, mas também sobre o nascimento, o renascimento e a renovação. 
Em tudo o que se refere a essa deusa existe sempre a triplicidade, por isso ela possuia diferentes títulos e atributos. Como Perseis, a destruidora, ela inspirava medo e terror, no entanto, em seu aspecto de Atalos, a delicada, era vista como uma divindade doce e protetora, zelava pelos homens e livravá-os de roubos e assassínios, e ajudava as crianças a atravessar os perigosos anos da infância sem grandes problemas.
[Obs.: É historicamente provado e registrado que na antiguidade a mortandade infantil era muito grande, devido a diversos fatores, como por exemplo piores condições de vida, mas principalmente devido aos parcos recursos da medicina naquela época, o que fazia muitas crianças perecerem de diversas doenças antes de chegarem a idade adulta, por isso o período da infância era considerado um dos mais perigosos e difíceis de se atravessar.]

Como Skylakagetis, ela era a Senhora dos cães, sua protetora, e fazia-se sempre acompanhar por um enorme cão negro. No Passado esse cão havia sido Hécuba, esposa do Rei Príamo de Tróia, pai de Heitor e Alexandre (ou Páris para os gregos), mas também de Polidomus, que era filho mais novo de Hécuba ePríamoHécuba encontrou Polidomus esfaqueado, ainda bebê, pelo rei da Trácia, por casião da invasão de Tróia. Possuída pela dor e desesperp de ver o filho morto, Hécuba matou o assassino e atirou-se da torre, mas os Deuses tiveram pena dela e antes que tivesse atingido o chão transformaram-na num cão queHécate imediatamente adotou e consevava sempre em sua companhia.<><><><> <><><><> <><><><> 
Representação moderna de Hecate


Hécate era evocada pelos gregos para protegê-los dos perigos e das maldições, e para tanto havia na entrada de cada casa um altar em que lhe eram feitas libações. Havia também altares nos cruzamentos onde era costume deixar comida para os pobres, e todos os meses, na noite sem lua, os gregos, pelo menos os atenienses, celebravam esta deusa deixando uma oferta de comida para os pobres em frente à porta de suas casas.

Hécate, portanto, tinha um lado tão benéfico e generoso, quanto outro sombrio e assustador, mas foi provavelmente graças à campanha cristã em transformar os antigos deuses em demônios, que se acentuaram seus aspectos obscuros e a forma como esse mito é interpretadoe visto nos dias de hoje.

REPRESENTAÇÕES CLÁSSICAS DA DEUSA:


































OUTROS MITOS LIGADOS A HECATE:
Seus pais: os Titãs Perses, o destruídor, e Astéria, a noite estrelada. Sendo filha de PersesHécate, em um de seus aspectos, ficou também conhecida como Perseis, a destruidora [Não confundir com a oceânide Perseis, que era uma das filhas de Oceanus].
Nyx, a noite, foi a mãe de todos os Titãs, portanto, avó de Hécate, mas em alguns mitos aparece como sua mãe.
As duas deusas estão tão intimamente ligadas, mas como se fossem opostos uma da outra, que muitas vezes Ártemis é cofundida como uma das faces de Hécate, no caso a virgem, mas na verdade são duas deusas distintas. Enquanto Ártemis representa a luz da lua e o esplendor da noite, e vive no Olimpo, ou seja, nas alturas, Hécate é o lado escuro da lua e vive no submundo, o mundo dos mortos, que os gregos acreditavam ficar no subsolo da Terra. Ambas também são caçadoras.
Perséfone era outra divindade que era sempre associada a Hecate, pois ambas dividem o título de senhoras do submundo, Hécate por direito e antiguidade e devido á sua própria natureza, pois atua tanto sobre a vida como sobre a morte, e Perséfone na qualidade de esposa de Hades, Senhor absoluto do Tátaro, que lhe coube quando, após derrotar os Titãs, os três deuses mais poderosos dividiram entre si o mundo: Os céus e a Terra para Zeus, os mares e oceanos paraPoseidon, o Mundo os Mortos para Hades. Quando Hades sequestrou Perséfone para casar-se com ela, enquanto ela colhia flores na Terra, foi Hécate que ajudou a localizá-la. Deméter, mãe de Perséfone, ficou inconsolável e pediu a intervenção de Zeus. Fez-se um acordo, então, no qual Perséfone passaria metade do ano no Olimpo na companhia de sua mãe e a outra metade vivendo no Tártaro, junto a seu esposo, período esse em que Hécate se faz presente como sua amiga e companhia. A forte ligação entre essas deusas fez que Pérsefone também fosse confundida com o aspecto mais jovem de Hécate, sendo Deméter a mãe e Hécate propriamente dita a anciã, como se essas três deusas se juntassem para formar uma trindade. Mas essa interpretação também é errada, talvez causada pela dificuldade da mente moderna em assimilarHécate como uma deusa tríplice, porém única, ou seja três em uma só, o que provavelmene causou a idéia errônea de que na verdade seriam três deusas distintas, porém interligadas.

Trívia era a deusa romana que correspondia à Hécate dos gregos. Com o sincretismo entre as duas mitologias, passaram a ser cultuadas como uma única deusa

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