quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Jesus é o Servo Sofredor? Parte 2




Retirado de: Os Textos Messiânicos, Raphael Patai, Detroit: Wayne State University Press, 1979.

Estas são as credenciais de Rachael Patai, desde Gates to the Old City: A Book of Jewish Legends (New York: Avon Books, 1980):

Famoso antropólogo, estudioso da Bíblia e autor de 26 livros (em 1980). Ensinou hebraico na Universidade Hebraica de Jerusalém e atuou como professor de antropologia na Dropsie University e em Fairleigh Dicknson University, e como professor visitante na Universidade da Pensilvânia e de Princenton, Columbia, Estado de Ohio, e em Universidades de Nova York.

Sobre o Servo Sofredor de Isaias 42, 49, 50, 52 e 53, Patai escreve:

“A Aggada, lenda talmúdica, identifica-o, sem hesitar, como o Messias, e compreende especialmente as descrições de seus sofrimentos como se referindo ao Messias bem Joseph”.

Patai considera Daniel 9:24-27 como uma passagem messiânica, incluindo a morte do Messias:

“É bem provável que o conceito de Messias sofredor, totalmente desenvolvido no Talmud, Midrash e Zohar, tem sua origem nas profecias bíblicas sobre o Servo Sofredor”.

Patai também lista Isaías 9:6-7, 11:1-12, Daniel 7:13-14, e Zc 9:9-10 como passagem messiânicas.

“R. Shim'on ben Jaqish explicou: ‘E o Espírito de Deus pairava sobre a face da água’ (Gn 1:2) – este é o espírito do Rei Messias, como está escrito: ‘E o Espírito do Senhor repousará sobre ele.’ (Is 11:2)” (Gen Rab. 2:4).

“Você acha que no inicio da criação do mundo o Rei Messias nasceu.” (Pes. Rab. Ed. Friedmann, p. 152b).

Alguns rabinos foram nomeados Messias, “os lebrosos da Casa de estudo”, baseados em Isaías 53: 4 (B. Shanhedrin 98b).

“O Santo começou a dizer-lhe (ao Messias) as condições (de sua missão), e disse-lhe: ‘Seus pecados irão levá-lo em um jugo de ferro, e eles vão torná-lo semelhante a este bezerro cujos olhos têm se ofuscado, e eles vão sufocar o seu espírito com o jugo, por causa de seus pecados a sua língua vai chegar ao céu da boca. Você acredita nisso?’ Ele disse: ‘aceito com alegria, de modo que ninguém em Israel deve perecer, mesmo os que morreram desde os dias de Adão até agora. Isto é o que quero’.” (Pes. Rab p. 161 a-b).

“(Quando) o Filho de Davi vier, eles vão trazer vigas de ferro e colocá-los em cima de seu pescoço até as curvas de seu corpo. Ele chora e diz: ‘Quanto posso suportar do meu sofrimento? Pode também minha alma e meu espírito? E meus membros? E não sou de carne e osso?’ (Pes. Rab. 162)

“Você tem sofrido por causa dos pecados de nossos filhos, e cruéis punições vieram para você... Você foi ridicularizado e desprezado pelas nações por causa de Israel... Tudo isso por causa dos pecados de nossas crianças... grandes sofrimentos têm de vir sobre vós, por sua causa. E (Deus) diz-lhe: ‘Seja você juiz sobre estes povos, e faça o que deseja a tua alma... todos eles morrerão com o sopro de seus lábios’.” (Pes. Rab. Ch. 36)

“Elias ...disse-lhe: ‘suportar os sofrimentos e a sentença de seu mestre faz você sofrer por causa do pecado de Israel’. Assim está escrito: ‘Ele foi ferido por causa de nossas transgressões” ... (Is 53:5) – até que o fim venha” (Mid.. Konen, BHM, 2:29)

“Enquanto Israel habitou na Terra Santa, os rituais e sacrificios removiam aquelas doenças do mundo, agora o Messias vai removê-los das crianças do mundo” (Zohar 2:212 a)

Patai afirma: “Quando a morte do Messias se tornou um princípio estabelecido nos tempos talmúdicos, esta foi considerada incompatível com a crença no Messias como Redentor, que iria inaugurar o milênio abençoado da era messiânica. O dilema foi removido com a divisão da pessoa do Messias em dois...”

O desenvolvimento da doutrina dos dois Messias também tem a ver com um paralelo messiânico com Moisés, que morreu antes de entrar na Terra Prometida.

Referindo-se a Zc 12:10-12, “R. Dosa diz: ‘(Eles lamentarão) sobre o Messias que será morto”” (B. Suk 52a, também Y. Suk 55b).

“Um homem deve surgir de minha semente; semelhante o sol da justiça, caminhando com os filhos do homem em mansidão. Não encontrarão nenhum pecado nele, e ele derramará sobre vós um espírito de graça que, e você andará em seus mandamentos... uma vara de justiça para as nações, para julgar e salvar todos os que invocam o Senhor”. (Testament of Judah, 24)

O “erro” é dos Homens e não da Umbanda


O “erro” é dos Homens e não da Umbanda

Axé a todos! Sem nenhuma conotação de superioridade me sinto uma pessoa muito privilegiada. Vivencio com centenas e centenas de pessoas, espíritos e situações diariamente, fato que me proporciona um intenso aprendizado, que exige muita disciplina e muita capacidade de discernir.
Algumas vezes consigo lidar bem com as situações, outras, ainda me perco dentro de tantos deveres, obrigações, saberes e conduta.
No entanto, procuro refletir sobre o porque de não conseguir ‘lidar com tal situação’ e na maioria das vezes chego a mesma conclusão: o erro está no “olhar”.
No Olhar para com o outro, com o intangível, com o Além e com as possibilidades.
Percebo que muitas vezes o Limite do Olhar nos enraíza em determinadas situações deixando-nos às avessas e cheios de indagações e inquietações.
Outro dia ouvi uma Entidade Espiritual dizer que, metaforicamente, algumas vezes parecemos “cãespulguentos, sarnentos e perebentos” de tanto que nos maltratamos e nos cutucamos compulsivamente, de tanto que as pessoas se afastam de nós, de tanto que contagiamos mal as outras pessoas.
Uma metáfora provocante, não é mesmo?
Pois bem, também ouço afirmativas do tipo: “a Umbanda não resolveu (ou não resolve) meu problema”, “o Guia não ajudou em nada”, “o Guia prometeu, afirmou e não aconteceu, o Guia errou!”, “faço tudo que me pedem e nada melhora”, “o que os Guias falam nunca acontece” e assim por diante. Mas será que as pessoas que fazem tais afirmativas não estão sendo como “cães pulguentos, sarnentos e perebentos”? Será que sabem quem são? Que enxergam suas próprias condutas? Que entendem o que é a Umbanda? Uma Entidade Espiritual? E quais suas funções, obrigações e missões? Ou apenas ficam a espera do outro numa posição em que se misturam vitimismo, agressividade, falta de reconhecimento e pouco Olhar.
Sim, são muitas as situações. Mas percebo que as pessoas não compreendem a complexidade que é o trabalho de uma Entidade Espiritual, a responsabilidade que os envolvem e as inúmeras consequências que acarreta um “simples” ato, seja no plano astral ou material. Não percebem as inesperadas reações que as Entidades sofrem depois de uma ação adversa da própria pessoa que está sendo auxiliada. Não entendem que muitas vezes as Entidades têm que mudarem de plano, de estratégia ou mesmo, têm que recuarem demonstrando um verdadeiro ‘jogo de cintura’ devido às atitudes incoerentes, erradas e inoportunas do próprio necessitado que julgam o fracasso da Umbanda ou das Entidades.
Pior ainda é perceber que muitas pessoas acham que a Umbanda ou os Guias Espirituais têm obrigações perante aquela pessoa ou sofrimento, portanto devem, a todo custo, resolver o problema e ponto final. Confundem drasticamente caridade com troca e obrigação; amor com soluções mágicas e egoísmo; fraternidade com abuso e comodismo; ou ainda a pessoa ou  Entidade Espiritual bondosa com um ser tolo e ignorante que é “levado” facilmente por qualquer situação, fala, choro ou chantagem emocional.
Enfim, reflexões, olhares, mudanças e muita persistência faz da Umbanda uma religião grandiosa e realizadora.
A fé, a dedicação, o trabalho e a disciplina fazem do umbandista uma pessoa de crença e propícia às curas, sejam elas do espirito, da matéria, do coração ou da vida.
Agora… o Olhar Além, o Olhar do Bem, o Olhar para si e o Olhar das possibilidades da vida é que fazem bem, que curam a alma e que nos permitem entendermos as metáforas, simbologias, necessidades e os merecimentos da Vida.
Portanto, a questão primordial aqui é entender que, quando a “Umbanda não resolve” ou quando o “Guia não ajuda” estamos tendo uma grande oportunidade para MELHORAR NOSSO OLHAR SOBRE A VIDA.
Axééé…
Imagem: peça do Entalhador Cláudio
arte nascida nas ruas de Olinda 

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Jesus é o Servo Sofredor? - Parte 1


Apesar de considerar Jesus como o Messias predito pelos santos profetas, essa série de artigos não será feita com o intuito de defender essa afirmação (embora seja de serventia).

O principal objetivo é tornar clara que algumas afirmações que muitos judeus - não todos - vêm fazendo na internet não são bem assim como dizem. Muitos deles afirmam que o ensino judaico não acredita em certos textos bíblicos específicos como profecias messiânicas.

Certa vez, ao conversar com um judeu, perguntei sobre o Talmud, ele disse que não é para que eu lesse. Não entendi na hora o porque, mas entendi posteriormente o que talvez tenha sido o real objetivo, pois nos textos judaicos antigos existem várias informações que desmentem boa parte da apologética judaica atual, como é o caso do chamado "Servo Sofredor".

Eu realmente ainda não sei o real objetivo de passarem as informações dessa forma, afirmando que os judeus creem de uma forma, sendo que no próprio judaísmo há várias divergências, tornando mais correto dizer "judaísmos" em vez de "judaísmo". Divergem, inclusive, nas profecias messiânicas. Uma rápida pesquisa na internet demonstra isso.

Então esses textos além de ser mais uma fonte de informação em português, pois ainda não existem muitas, serve também como um manifesto em relação às informações passadas por muitos judeus (não todos) que são incompletas, dando a entender que o cristianismo está todo errado e que o judaísmo nunca entendeu as profecias citadas pelos cristãos como messiânicas (quando, esquecem eles, que os primeiros cristãos eram todos judeus).

Não estou dizendo aqui que são desonestos, pois, embora nem sempre se possa confiar no ser humano, há a possibilidade de eles terem aprendido assim, de alguém que também aprendeu assim. E há também a possibilidade de estarem certos, mesmo que as informações que passam sejam incompletas e até mesmo, como veremos, totalmente erradas (apesar de que, como disse, considerar Jesus o Messias).

Como disse em outras traduções minhas, ainda não sei inglês o suficiente para fazer uma boa tradução. Por isso peço que relevem certos erros, pois, apesar desse fato temporário, considero estas traduções suficientes para um bom entendimento e para que o leitor possa, a partir delas, passar a pesquisar por si mesmo.

Por ora esta série se limitará a alguns comentários de judeus mais antigos sobre o "Servo Sofredor". Posteriormente, quando tiver mais tempo, escreverei mais sobre minhas pesquisas sobre o assunto, e o porquê de minhas conclusões sobre as profecias.

Espero que tanto judeus quanto cristãos, ateus, agnósticos e pessoas de outros credos que também se interessam pelo assunto possam aproveitar essas informações. Espero também que os que defendem que os judeus não acreditam nesse texto como profecia, e divulgam que isso nunca fez parte dos judaísmos, possam ou tentar responder de forma coerente, ou admitir que estão passando informações que não correspondem com a realidade.

Sobre os possíveis comentários, já aviso que palavras depreciativas tanto aos judeus quanto aos cristãos não serão aceitas. Por este motivo, tanto não aceitarei chingamentos aos judeus (lembrem-se, cristãos: nossa religião começou com três judeus: José, Maria e Jesus, nosso Senhor), quanto palavras como "jizuis", "gzuis", pois também são desrespeito e demonstram que o autor de postagens assim são levados mais pela emoção do que pela razão.

Os textos dessa sério serão traduzidos da seguinte página: http://socrates58.blogspot.com/2007/03/ancient-and-medieval-jewish-bible.html

Nela vocês podem conferir melhor as referências.

* * *

Para não me estender mais, eis a primeira parte:

Retirado de Christology of the Old Testament and a Commentary on the Messianic Predictions, Ernst Wilhelm Hengstenberg (1802-1869; an orthodox Lutheran and eminent theologian)

Não pode haver qualquer dúvida de que a interpretação messiânica foi muito recebida pelos judeus, de forma geral, em épocas anteriores. Isto é até mesmo admitido por interpretes posteriores que perverteram a profecia, por exemplo, Ibn-Ezra, Jarchi [Rachi] Abravanel, e Nahmanides.

Toda a tradução Caldeia Paraphast, Jonathan, refere-se a profecia sobre o Messias. Ele parafraseia a primeira cláusula: “ei que meu Servo Messias prosperará”. O Midrash Tanchuma afirma: “Este é o Rei Messias, que é exaltado no alto, e muito exaltado, mas exaltado que Abraão, elevado acima de Moisés e maior que os anjos”.

Existe uma passagem marcante na Peskita, livro muito antigo, citado no tratado Abkath Rokhel, e reimpresso em Hulsii Theologia Judaica, onde há essa passagem:

“Quando Deus criou o mundo, Ele estendeu a mão sob o trono de sua glória, trouxe à luz a alma do Messias e disse-lhe: ‘Você vai curar e resgatar meus filhos depois de 6000 anos? Ele respondeu-lhe: ‘Vou’. Então Deus disse a ele: ‘Então você vai, também, suportar o castigo, a fim de apagar seus pecados, como está escrito: ‘Mas ele levou as nossas doenças’ (53:4) Ele respondeu-lhe: ‘Vou suportá-las com alegria’” (Cf. Zohar, 2:212 a)

O Rabino Moses Haddarshan afirma: “Imediatamente o Messias, por amor, tomou sobre si todas aquelas pragas e sofrimentos, como está escrito em Isaías 53. Ele foi abusado e oprimido”. No Rabboth, um comentário, Isaias 53:5 é citado, e se refere aos sofrimentos do Messias. No Midrash Tillim, um comentário alegórico sobre os Salmos impresso em Veneza em 1546, diz sobre Salmos 2, 7: “As coisas do Rei Messias são anunciadas nos profetas, e.g.,a passagem de Is 52,13 e 42, 1, na Hagiografia, e.g., Ps 60 e Daniel 7,13”

Rabino Alshech, em Hulsii Theologia Judaica, p. 321 e SS, comenta:

Sobre o testemunho da tradição, nossos rabinos antigos, por unanimidade, admitem que o rei Messias é o sujeito do discurso. Nós, em harmonia com eles, concluímos que o rei Davi, isto é, o Messias, deve ser considerado como sujeito desta profecia – uma opinião que é bastante óbvia.

Se fizermos uma comparação, poucos judeus (ou seja, aqueles que não vêem o Servo como Israel) acreditam que a passagem se referem a uma pessoa que não seja o Messias. Muitos dos judeus cabalistas também fazem uma interpretação messiânica da passagem.

***
Aproveitando essa postagem, gostaria de divulgar essa publicação anterior: http://porquecreio.blogspot.com.br/2012/05/ajudem-um-futuro-cavaleiro.html

domingo, 12 de agosto de 2012

Texto Umbandista : Quantos filhos tem sua casa ?

SEGUNDA-FEIRA, 7 DE NOVEMBRO DE 2011

Texto Umbandista : Quantos filhos tem sua casa ?


Um dia um jornalista ao entrevistar uma Mãe de Santo, perguntou: “Quantos filhos a sua casa tem?”.
A senhora não lhe respondeu como ele esperava, disse que ele deveria acompanhar as atividades do terreiro na próxima semana que ele teria a resposta. E assim foi no sábado pouco antes de iniciarem os trabalhos lá estava ele sentado na assistência observando tudo. Viu que havia mais ou menos 40 médiuns, quase todos estavam na corrente, prontos para a gira, e aproveitavam estes momentos que antecediam o inicio dos trabalhos para mostrarem uns aos outros suas roupas novas, ou para colocar algum assunto em dia. Mas notou também que um grupo de cinco médiuns estava em plena atividade arrumando as coisas para o inicio dos trabalhos.

O trabalho foi muito bonito e alegre, quando terminou viu que a grande maioria dos médiuns se apressa em se retirar, uns porque queriam chegar logo em casa, outros por terem algum compromisso. Notou mais uma vez que aqueles mesmos cinco médiuns que antes do inicio arrumavam as coisas, agora eram os que começavam a limpar e organizar o terreiro depois dos trabalhos.
Na segunda feira havia um momento de estudo no terreiro e ele foi convidado, ao chegar ao local, chovia muito e, viu que menos da metade da corrente se fazia presente, novamente notou que aqueles cinco estavam lá.
Na quinta feira haveria um trabalho na Lina do Oriente, e também passaria na TV um jogo da seleção, novamente bem menos da metade da corrente apareceu, mas aqueles cinco estavam entre eles.
No sábado novamente estava sentado na assistência e novamente repetiu o que havia acontecido na semana anterior, os cinco médiuns fazendo os últimos preparativos para o inicio dos trabalhos, e também a limpeza assim que estes se encerraram, e foi no término dos trabalhos que foi chamado pela Mãe de Santo, que lhe perguntou:
─ Você conseguiu descobrir quantos filhos tem em nossa casa?
─ Contei 43 minha mãe – respondeu.
─ Não, filhos de verdade tenho cinco. São aqueles que estavam presentes em todas as atividades da casa.
─ E os outros?
─ Os outros são como se fossem “sobrinhos” de quem gosto muito e que também gostam da casa, mas só visitam a “tia” se não houver nenhum atrapalho ou programa ‘melhor’, e mesmo vindo muitas vezes ficam contando os minutos para acabarem os trabalhos.
O rapaz muito sério perguntou:
─ E por que a senhora não impõe regras para mudar isso?
─ Meu filho a Umbanda não pode ser imposta a ninguém, tem de ser praticado com entrega, o amor à religião não pode ser uma obrigação, ele deve nascer no coração de cada um, e o mais importante, a Umbanda respeita o livre arbítrio de todos os seres…
E nós, somos “filhos” ou “sobrinhos” de Umbanda?
Somos Umbandistas em todos os momentos de nossa vida, ou somos Umbandistas somente uma vez por semana durante os trabalhos no terreiro?
Agora reflita em suas ações e pergunte pro seu coração…
Você é filho ou sobrinho?
Desconheço o Autor deste sábio Texto .

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

A HISTORIA DOS CIGANOS

A HISTORIA DOS CIGANOS

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Não se tem muitos documentos a respeito da história dos ciganos porque como sua língua é ágrafa, sem grafia, não existem registros escritos. A informação nos é chegada através de afirmações orais nem sempre comprovada.

Somente no final do século XVII é que podemos ver generalizado o degredo de ciganos para o Brasil. Bandos deles, provenientes de Castela, entravam em Portugal. Sua Majestade D. Pedro, rei de Portugal e Algarves, preocupadíssimo com a "inundação de gente tão ociosa e prejudicial por sua vida e costumes, andando armados para melhor cometerem seus assaltos", decidiu determinar, por decreto, que, além do degredo para a África, eles seriam também banidos para o Brasil: "Tendo resoluto que os ciganos e ciganas se pratique a lei, assim nesta corte, como nas mais terras do Reino; com declaração que os anos que a mesma lei lhes impõe para África, sejam para o Maranhão, e que os Ministros que assim o não executarem, lhes seja dado em culpa para serem castigados, conforme o dolo e omissão que sobre este particular tiverem." - Decreto em que se mandou substituir o exílio da África para o Maranhão, in F.A. Coelho, Os Ciganos de Portugal, Lisboa, Imprensa Nacional, 1892.

Esta resolução real foi estabelecida em 1686, mas a história dos ciganos no Brasil teve início realmente quando, em 1574, durante o reinado de D. Sebastião, o cigano João Torres veio degredado para o Brasil com sua mulher e filhos por cinco anos.

A Metrópole despejou seus "criminosos" nas terras coloniais ultramarinas, particularmente no Brasil e África. A colônia, por sua vez, mandou seus elementos indesejáveis e "gentes inúteis" para outras capitanias e continentes.

Em Minas Gerais, a presença cigana é sentida a partir de 1718, quando chegam ciganos vindos da Bahia, para onde haviam sido deportados de Portugal. Na época em que começaram a chegar a Minas Gerais havia neste estado um movimento muito importante com objetivos de progresso e ideais de independência. Como essas idéias não estavam consoantes com os ciganos, eles não eram bem vistos, sendo considerados inúteis à sociedade, vândalos, corruptores de costumes. Só começaram a ser vistos de outra forma quando passaram a comerciar escravos pelo interior do país. Esta atividade proporcionou uma maior aceitação e mesmo valorização social dos ciganos, já que passaram a exercer um trabalho reconhecido como útil por grande parte da população. Alguns ciganos tornaram-se ilustres, patrocinando até festividades na Corte.

No Rio de Janeiro, nos anos de 1700, os ciganos se estabeleciam nas cercanias do Campo de Santana. Suas pequenas casas, guarnecidas de esteiras ou rótulas de taquara, cercam o campo, dando origem à chamada Rua dos Ciganos (da Constituição). Os ciganos festejavam Santana, a quem chamavam de Cigana Velha.

Nas últimas décadas, pesquisadores concluíram que os ciganos no Brasil estão divididos em dois grandes grupos: Rom e Calon.

O grupo Rom é dividido em vários subgrupos como os Kalderash, Matchuara, Lovara e Tchurara.

Do grupo Calon, cuja língua é o caló, fazem parte os ciganos que vieram de Portugal e Espanha para o Brasil. São encontrados em maior número no nordeste, Minas e parte de São Paulo.

A Constituição de 1988 quase teve um artigo específico para os ciganos estabelecendo o respeito à minoria cigana. O então deputado Antonio Mariz propôs emenda proibindo discriminação étnica ou racial.

Mesmo assim, os ciganos estão abrangidos pela grande proteção dada pelos artigos 215 e 216 da Constituição, que manda preservar, proteger e respeitar o patrimônio cultural brasileiro, o qual é constituído pelos modos de ser, viver, se expressar, e produzir de todos
os segmentos étnicos que formam o processo civilizatório nacional.

Como toda minoria étnica (religiosa ou lingüística), os ciganos têm direitos importantes. O primeiro deles é o direito de não ser objeto de discriminação.

Afinal, um povo fascinante, amante da natureza, que sabe respeitar suas crianças e seus anciãos, que conserva suas origens e tradições apesar de toda perseguição e barbaridades sofridas, merece ser respeitado.

sábado, 21 de julho de 2012

Isso é a Lei e assim é EXU!

Isso é a Lei e assim é EXU!

Axé pessoal! Domingo aconteceu mais uma maravilhosa, quente e intensa aula. O tema foi “Exu”, o que justifica os adjetivos que mencionei. Aliás, foram tantas falas importantes em tão pouco tempo que quero aproveitar o blog e colocar mais alguns pontos que acredito dar continuidade à aula e ainda propiciar um pouco de conhecimento para todos.
Espero que gostem…
Exu é ativador de nossos merecimentos. É o que propicia nossas vitórias e nossas derrotas, pois nem sempre sabemos lidar com a vaidade, o ego, o egoísmo e a soberbia que aflora de forma acentuada quando se conquista algo ou alguém. Exu é quem abre nossos caminhos, mas também fecha, tranca e acorrenta nossa vida quando nos encontramos desequilibrados e viciados numa maldade e numa possessão sem fim. Isso é a Lei e assim é EXU!
Exu é a força que atua sobre o negativo de qualquer pessoa tentando equilibrar essa ação. É aquele que faz o erro virar acerto e o acerto virar o erro. É aquele que escreve reto em linhas tortas, escreve torto em linhas retas e escreve torto em linhas tortas.
Mesmo nos momentos em que nos vemos no meio do caos, Exu sabe fazer com que a ordem prevaleça. Exu não gosta de displicência e de injustiça, não aceita nada mais e nada menos do que lhe é de direito e de dever.

EXU VINGA-SE POR CAUSA DE EBÓ FEITO COM DISPLICÊNCIA
Alumã era um lavrador que precisava de chuvas, pois seus campos estavam secos e a plantação toda ia se perder. Alumã ofereceu um ebó para Exu mandar chuva. Ofereceu a Exu pedaços de carne de bode.
Como a comida estava muito apimentada, Exu ficou com muita sede.
Exu procurava água para matar a sede implacável, mas água não havia, estava tudo seco no lugar. Exu então abriu a torneira da chuva. Ela jorrou como nunca, fazendo com que o povo se regozijasse com Alumã. As colheitas estavam salvas!
Mas a chuva não cessou.
Alumã percebeu dias depois que já bastava de chuva. Já chovera em excesso e as colheitas corriam perigo, agora era água em demasia; uma inundação.
Alumã tornou a oferecer a Exu carne de bode, mas agora cuidou que a pimenta estivesse no ponto certo. Exu aceitou o ebó e estancou a chuva. Exu é justo, cantou Alumã.
Reginaldo Prandi do livro “Mitologia dos Orixás”

Exu não faz, não participa e não orienta nenhum tipo de magia negativa, Exu é Mago Realizador por excelência, e conhece absolutamente tudo sobre magia. No entanto, conhece também a Lei Divina e a cumpre com perfeição a cada momento. Magia negativa é ação do homem que deseja mais do que pode, deve e merece. Exu dá e faz somente aquilo que for de merecimento e de necessidade para o Ser, segundo a Lei Divina.
EXU, palavra iorubá (Èsù) pode ser traduzida como “esfera” representando o infinito, o que não tem começo nem fim e que está em todos os lugares, no Tudo e no Nada.
Ele é o “mensageiro”, recebe e leva os pedidos e as oferendas dos seres humanos ao Orum, o céu. É o Senhor dos caminhos, das encruzilhadas, da entrada e da saída. É o movimento inicial e dinâmico que leva à propulsão, ao crescimento e à multiplicação.
São espíritos iluminados que, de forma muito peculiar, conhecem nosso íntimo e nossa conduta muito mais que nós mesmos.
  • Exus do Cemitério – normalmente têm a regência de Omulu, são quietos, de pouca fala e reservados. São exigentes e trabalham muito nos descarregos fortes, desmanches de demandas antigas e conscientização da vida humana.
  • Exus da Encruzilhada – normalmente têm a regência de Ogum. Não são tão quietos como os de cemitério, mas são extremamente valentes, exigentes e duros. Trabalham muito na abertura de caminhos, na quebra de demanda e em situações que precisam urgentemente de mudança.
  • Exus da Estrada /rua – normalmente têm a regência de Oxóssi. São mais falantes, brincalhões e risonhos, no entanto exigem a verdade de seus fieis conhecendo a intenção de uma palavra e de um pedido mesmo que eles estejam em pensamento.
Seu dia da semana é Segunda feira dia propício para magias e rituais que invoquem paz, fertilidade, harmonia e meditação. De energia lunar o dia favorece novos começos e confere poder.
Suas contas são pretas (neutraliza/absorve) e vermelhas (ativa/irradia), reafirmando a energia da contradição de Exu.
Algumas representações são: o FALO – representa a fertilidade da vida, o poder sexual, reprodutivo e gerativo. Nas “religiões da natureza”, o sexo é um ato sagrado. E se ele é sagrado, seus frutos também são. A noção de pecado original seria uma aberração nesse sistema religioso; além disso, um dos ideais do estilo de vida iorubano era ter uma família numerosa e, portanto, o culto a Exu fazia-se essencial; o TRIDENTE – tradicionalmente divino para várias culturas e deuses como, por exemplo, Netuno, Posseidon, Shiva. Tridente representa a trindade; o alto, o meio e o embaixo; Céu, Mar e Terra; Luz, sombra e trevas; o CHIFRE – Representa fertilidade, vitalidade, sabedoria e a ligação com as energias do Cosmo. Símbolo de realeza, divindade, fartura, honra e respeito, muitos Deuses antigos como Cornífero, Baco, Pã, Dionísio e Quiron foram representados com chifres que também eram usados pelo homem que saía em busca de caça e que ao retornar à sua tribo colocava os chifres do animal capturado com a finalidade de mostrar a todos que ele venceu os obstáculos. Há dois tipos de chifres: Chifre de boi – voltado para cima, está ligado ao poder da Lua, da noite com sua fertilidade; atribuído à energia do feminino. Chifre de carneiro – geralmente recurvado e que está ligado ao poder do Sol criador da vida; atribuído à energia do masculino; o OGÓ – bastão com cabaças de Exu que representa o falo. Espécie de cetro mágico com que ele se transporta aos lugares mais longínquos. Do ioruba ògo significa “porrete usado para defesa pessoal”; e a ENCRUZILHADA – cruzamento vibratório que representa a dualidade, a escolha, as possibilidades e o livre arbítrio.
E para encerrar e ainda completar o pensamento de sobre encruzilhada, segue uma mensagem do Sr. Exu Caveira para refletir e despertar um novo futuro, um novo fim e, quem sabe, um novo começo.
 “O projeto de vida que desenvolveis neste plano terreno é o espelho daquilo que te aguarda do outro lado. Sejas fiel aos bons costumes e às boas ações que te aguardo para um plano de evolução, sejas maldoso e pústula que também te aguardarei para um plano destinado a ti.
Sois o que pensas e mudas o que queres, abre teu olho e o teu coração enquanto é tempo e pense bem antes de usar o nome EXU, pois ai daquele que usa meu nome em vão.”
EXU CAVEIRA
Através de Pai Marco Caraccio em 30/08/2009
 
Axé a todos e obrigada pelo carinho de sempre.
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quarta-feira, 20 de junho de 2012

MENSAGEM DO EXU GUARDIÃO MEIA NOITE



Resumo: Mensagem ditada mediunicamente a medium Angela Gonçalves na Ordem Espiritualista da Magia Divina

Quando se vai em algum lugar, se deve levar alguma coisa boa...
O que se recebe em qualquer lugar corresponde ao que você leva
a ele...
Gosto do trabalho aqui...hehe só chegam perto de mim santinhos...uhauauahuahua!
Dizendo para minha banda que nada fizeram para merecer da vida o que tem vivido e que exu dê jeito de abrir caminho...
Para esses dou a minha melhor gargalhada!
São seres de dupla medida...uma para si outra para as coisas que os contrariam
São seres medrosos que esquecem que deles mesmos depende as decisões
E consequências..
Muitos vem até a minha banda querendo isso ou aquilo e nada de realmente bom e perene nos trazem...
Trazem lamurias... trazem queixas...trazem pedidos...
Mas dificilmente nos trazem aceitação...renovação...dedicação ou gratidão verdadeiras.
Muitos nos oferecem coisas perecíveis e passageiras para que possamos dar jeito de ajeitar suas vidas, camuflar as falhas que cometeram ou para satisfazer caprichos...tratando a banda como mercenários a seu serviço.
Pensam que o céu é para eles...e para exu só as podridões...

Dizem respeitar a banda porque querem nossos favores...
Dizem respeitar a banda apenas porque tem medo do que a banda possa fazer...
Dizem respeitar a banda, mas ao menor embaraço começam a debandar e caçar outros que façam por eles o que eles mesmos não tem a ousadia de fazer...
Dizem respeitar a banda e nos tratam com empregados a soldo de marafa e sangue
São seres que não sabem bem o que querem e exigem que exu saiba...
Exu sabe e por isso exu faz!
Porque quem sabe faz
E o que não sabe fazer, pede...

Trocamos sim...porque são ingratos e petulantes e pensam que o que vale nada, nada vale!
São seres que querem por mágica que a banda resolva seus assuntos em minutos sendo que levaram anos para gerar seus problemas
Querem que a banda dê jeito de melhorar suas vidas
Sem que nada tenham que melhorar em si mesmos...
Querem resguardo, pedem guarida para se manter
pomposos e orgulhosos nos caminhos tortos que gostam de andar...
Cheios de impáfia e sem a menor vontade de fazer algo por alguém
E nem tem vergonha de vir pedir para a banda fazer o que eles mesmos não fazem!
São seres que acreditam que podem comprar exu com umas porcarias que para nós nem tem muito valor...
Por serem ovelhas que só querem o sustento de suas vontades
Seguem ao primeiro que sanar qualquer necessidade
Achando mesmo que como são assim, exu também tem de ser.
Sem nem pestanejar entregam qualquer coisa que a banda quiser
Desde que consigam o que desejam sem para isso ter que se esforçar.
Por isso tem muito rabo de encruza por ai a se fartar...
Achando que o céu é perto, nenhum nem o outro quer se consertar.
São seres que dizem Laroiê sem fé e sem razão
E Mojubá sem disso ter qualquer convicção.
Para esses meus ganchos estão afiados...
Pedem a proteção da banda para continuar os desmandos
E com isso pensam poder continuar sem rumo ou comando
Abusando da liberdade que tem...
Achando que cobrir um erro com outro vai fazer o acerto...

E querem que exu sempre fortaleça aquilo que não é conquista deles
Batem no chão e no peito dizendo: Eu tenho Exu!
Será que nos têm mesmo ou somos nós que os temos?
Então já que vem visitar minha banda trate de trazer o melhor que tiver...não é marafo,não é charuto e muito menos sangue de piá!
É ao menos a vergonha na cara, de vir para se melhorar
Se vier pedir demanda, demanda vai levar
Não aquela que pedir mas aquela que eu mandar
Porque se seu coração é negro não sou eu que vou te clarear.

Uhauhauhauah!
Ganhei uma nova estrela e um potente cajado...e garanto que não foi por ter corrido das lutas ou abandonado meu comando.
Então se vem até a minha banda, traga algo que preste, porque posso
Até facilitar alguns trajetos, mas, não vou desonrar minha jura a quem em mim confiou, para manter o equilíbrio da minha banda ...
Boa noite que já vou me retirar...e no meu reino vou te esperar
Pense bem quando vier aqui me procurar , tenho pressa e ando rápido
e posso muitas coisas estar fazendo, então não gaste meu tempo
com bobagens que você mesmo pode resolver.
Ajo rápido e ando longe mas não gosto falação...guarda bem o meu conselho...Respeite a si próprio e num vai ter do que reclamar ...
Se quer o respeito da minha banda...seja voce o primeiro a se respeitar

Salve o Grande! Porque é o Grande quem mais pode!
Salve a Minha Banda!

Boa noite!


Texto do Blog Guardião Meia Noite

MENSAGEM DO EXU GUARDIÃO MEIA NOITE



Resumo: Mensagem ditada mediunicamente a medium Angela Gonçalves na Ordem Espiritualista da Magia Divina

Quando se vai em algum lugar, se deve levar alguma coisa boa...
O que se recebe em qualquer lugar corresponde ao que você leva
a ele...
Gosto do trabalho aqui...hehe só chegam perto de mim santinhos...uhauauahuahua!
Dizendo para minha banda que nada fizeram para merecer da vida o que tem vivido e que exu dê jeito de abrir caminho...
Para esses dou a minha melhor gargalhada!
São seres de dupla medida...uma para si outra para as coisas que os contrariam
São seres medrosos que esquecem que deles mesmos depende as decisões
E conseqüências..
Muitos vem até a minha banda querendo isso ou aquilo e nada de realmente bom e perene nos trazem...
Trazem lamurias... trazem queixas...trazem pedidos...
Mas dificilmente nos trazem aceitação...renovação...dedicação ou gratidão verdadeiras.
Muitos nos oferecem coisas perecíveis e passageiras para que possamos dar jeito de ajeitar suas vidas, camuflar as falhas que cometeram ou para satisfazer caprichos...tratando a banda como mercenários a seu serviço.
Pensam que o céu é para eles...e para exu só as podridões...

Dizem respeitar a banda porque querem nossos favores...
Dizem respeitar a banda apenas porque tem medo do que a banda possa fazer...
Dizem respeitar a banda, mas ao menor embaraço começam a debandar e caçar outros que façam por eles o que eles mesmos não tem a ousadia de fazer...
Dizem respeitar a banda e nos tratam com empregados a soldo de marafa e sangue
São seres que não sabem bem o que querem e exigem que exu saiba...
Exu sabe e por isso exu faz!
Porque quem sabe faz
E o que não sabe fazer, pede...

Trocamos sim...porque são ingratos e petulantes e pensam que o que vale nada, nada vale!
São seres que querem por mágica que a banda resolva seus assuntos em minutos sendo que levaram anos para gerar seus problemas
Querem que a banda dê jeito de melhorar suas vidas
Sem que nada tenham que melhorar em si mesmos...
Querem resguardo, pedem guarida para se manter
pomposos e orgulhosos nos caminhos tortos que gostam de andar...
Cheios de impáfia e sem a menor vontade de fazer algo por alguem
E nem tem vergonha de vir pedir para a banda fazer o que eles mesmos não fazem!
São seres que acreditam que podem comprar exu com umas porcarias que para nós nem tem muito valor...
Por serem ovelhas que só querem o sustento de suas vontades
Seguem ao primeiro que sanar qualquer necessidade
Achando mesmo que como são assim, exu também tem de ser.
Sem nem pestanejar entregam qualquer coisa que a banda quiser
Desde que consigam o que desejam sem para isso ter que se esforçar.
Por isso tem muito rabo de encruza por ai a se fartar...
Achando que o céu é perto, nenhum nem o outro quer se consertar.
São seres que dizem Laroiê sem fé e sem razão
E Mojubá sem disso ter qualquer convicção.
Para esses meus ganchos estão afiados...
Pedem a proteção da banda para continuar os desmandos
E com isso pensam poder continuar sem rumo ou comando
Abusando da liberdade que tem...
Achando que cobrir um erro com outro vai fazer o acerto...

E querem que exu sempre fortaleça aquilo que não é conquista deles
Batem no chão e no peito dizendo: Eu tenho Exu!
Será que nos têm mesmo ou somos nós que os temos?
Então já que vem visitar minha banda trate de trazer o melhor que tiver...não é marafo,não é charuto e muito menos sangue de piá!
É ao menos a vergonha na cara, de vir para se melhorar
Se vier pedir demanda, demanda vai levar
Não aquela que pedir mas aquela que eu mandar
Porque se seu coração é negro não sou eu que vou te clarear.

Uhauhauhauah!
Ganhei uma nova estrela e um potente cajado...e garanto que não foi por ter corrido das lutas ou abandonado meu comando.
Então se vem até a minha banda, traga algo que preste, porque posso
Até facilitar alguns trajetos, mas, não vou desonrar minha jura a quem em mim confiou, para manter o equilíbrio da minha banda ...
Boa noite que já vou me retirar...e no meu reino vou te esperar
Pense bem quando vier aqui me procurar , tenho pressa e ando rápido
e posso muitas coisas estar fazendo, então não gaste meu tempo
com bobagens que você mesmo pode resolver.
Ajo rápido e ando longe mas não gosto falação...guarda bem o meu conselho...Respeite a si próprio e num vai ter do que reclamar ...
Se quer o respeito da minha banda...seja voce o primeiro a se respeitar

Salve o Grande! Porque é o Grande quem mais pode!
Salve a Minha Banda!

Boa noite!


Texto do Blog Guardião Meia Noite

sábado, 16 de junho de 2012

Dragões mais famosos do Mundo

sábado, 8 de outubro de 2011



Dragões são o máximo. Estes seres voadores e cuspidores de fogo habitam a mitologia de várias culturas antigas, da China à Inglaterra, e até hoje aparecem como personagens importantes em histórias épicas que fazem sucesso na literatura, na TV e no cinema. Para esta lista, separei alguns dos dragões mais pop de todos os tempos. Esqueci de algum? Inclua-o nos comentários!



1. O dragão de São Jorge - Sabedoria popular
De acordo com lendas medievais, São Jorge lutou contra um dragão e salvou diversas vidas em um território onde hoje é a Turquia. Como ele foi parar na Lua, aí, é outra história: o mito vem da cultura africana que herdamos aqui no Brasil. Para o candomblé, São Jorge é também Ogum, que tem como elementos o mar e a Lua. É por isso que dizem que o santo-orixá mora no plano espiritual na lua, com direito a espada, cavalo e dragão.

2. Falcor - A História Sem Fim
Falcor surgiu como um membro do time de heróis de A História sem Fim - sucesso nas livrarias e nas sessões vespertinas de cinema. Ainda que este personagem mais pareça um cachorro gigante, ele é um dragão cujo principal poder é ser extremamente sortudo. Outros poderes são: voar mesmo sem ter asas e cuspir um fogo azul.

3. Draco - Coração de Dragão
Este monstrengo do filme Coração de Dragão (1996) foi o primeiro personagem totalmente computadorizado que conversava com humanos em filmes. Dublado por Sean Connery (no Brasil, a voz era de Miguel Fallabella), Draco deu metade de seu coração para o rei do filme, que é muito do mal. Tudo que Draco sente de dor, o rei Einon também sente. Drama.

4. Smaug - O Hobbit
O grande vilão do livro O Hobbit, de J. R. R. Tolkien vive na Montanha Solitária. Ele tem uma armadura de diamantes e outras preciosidades, por ter deitado sobre um tesouro por muitos séculos. Bilbo Bolseiro (tio do Frodo) consegue derrota-lo encontrando uma pequena brecha em sua armadura. Aguardamos ansiosamente pela adaptação de O Hobbit para o cinema, que chega aos cinemas em 2012, pelas mãos de Peter Jackson.

5. Tiamat - Caverna do Dragão
O dragão de cinco cabeças do desenho Caverna do Dragão causava medo até no vilão Vingador. Cada cabeça tem um tipo de baforada fatal: a branca lançava raios congelantes, a verde era de gás venenoso, a azul emitia raios e a preta mandava ácido. A mais perigosa, porém, era vermelha - a cabeça principal que cuspia fogo. Detalhe: Tiamat também conseguia se teletransportar.

6. Mushu - Mulan
O melhor amigo de Mulan, no filme homônimo da Disney, é um dragão minúsculo, mas muito fiel e, principalmente, engraçado (dublado por Eddie Murphy). Ele se apresenta a Fa Mulan como o Guardião das Almas Perdidas, mas na verdade ele é só o dragão que toca o gongo da família Fa.

7. Rhaegal, Viserion e Drogon - As Crônicas de Gelo e Fogo / Guerra dos Tronos
Os três dragões foram “chocados” pela princesa/khaleesi Danaerys Targaryen, na série de livros Crônicas de gelo e fogo. Os três foram presenteados a ela como se fossem ovos petrificados, mas Dany começa a achar que eles ainda estão vivos e, por fim, consegue fazer nascer os últimos dragões de Westeros.

 


quarta-feira, 13 de junho de 2012

Exú João Caveira


















João Caveira é o nome de um exú de Umbanda(entidade espiritual) daQuimbanda e Umbandabrasileira.
O sr. João Caveira é o exú responsável pelo encaminhamento das almas (espiritos desencarnados) que vagam nos cemitérios.
É representado por um homem carregando umcrânio humano.
É o exú que lembra às almas suas condições humanas.
Normalmente é associado ao portão do cemitério (calunga), mas sua ação dentro do mundo das almas vai mais além.
Suas manifestações mediúnicas são, na maioria das vezes, violentas.
É uma entidade séria e de poucas palavras (indo diretamente ao assunto).
João Caveira pode vir através da falange do Exu Caveira, Exu Táta Caveira ou Omulú.
Em cada uma delas suas manifestações são diferentes assim como sua evolução.
Nem todos os Exús são violentos como diz a matéria abaixo.
Na maioria deles são calmos e vem só para trabalhar e ajudar a quem precisa, isso se são da linha branca e de entidade de luz que trabalham com a caridade.
Ao contrário tem casas que utilizam eles somente para o mal, mas sempre lemrando que para cada mal que vc pedir 50% do pedido de maldade volta para vc.
Aqui segue um pouco mais da história de como surigam os Exús.
Caveira é um exu, ou seja, uma entidade que trabalha na Umbanda, através da incorporação de médiuns.
Antes de ser uma entidade, Tatá Caveira viveu na terra física, assim como todos nós.
Acreditamos que nasceu em 670 D.C., e viveu até dezembro de 698, no Egito, ou de acordo com a própria entidade, "Na minha terra sagrada, na beira do Grande Rio".
Seu nome era Próculo, de origem Romana, dado em homenagem ao chefe da Guarda Romana naquela época.
Próculo vivia em uma aldeia, fazendo parte de uma família bastante humilde.
Durante toda sua vida, batalhou para crescer e acumular riquezas, principalmente na forma de cabras, camelos e terras.
Naquela época, para ter uma mulher era necessário comprá-la do pai ou responsável, e esta era a motivação que levou Próculo a batalhar tanto pelo crescimento financeiro.
Próculo viveu de fato uma grande paixão por uma moça que fora criada junto com ele desde pequeno, como uma amiga.
Porém, sua cautela o fez acumular muita riqueza, pois não queria correr o risco de ver seu desejo de união recusado pelo pai da moça.
O destino pregou uma peça amarga em Próculo, pois seu irmão de sangue, sabendo da intenção que Próculo tinha com relação à moça, foi peça chave de uma traição muito grave.
Justamente quando Próculo conseguiu adquirir mais da metade da aldeia onde viviam, estando assim seguro que ninguém poderia oferecer maior quantia pela moça, foi apunhalado pelas costas pelo seu próprio irmão, que comprou-a horas antes.
De fato, a moça foi comprada na noite anterior à manhã que Próculo intencionava concretizar seu pedido.
Ao saber do ocorrido, Próculo ficou extremamente magoado com seu irmão, porém o respeitou pelo fato ser sangue do seu sangue.
Seu irmão, apesar de mais velho, era muito invejoso e não possuía nem metade da riqueza que Próculo havia acumulado.
A aldeia de Próculo era rica e próspera, e isto trazia muita inveja a aldeias vizinhas.
Certo dia, uma aldeia próxima, muito maior em habitantes, porém com menos riquezas, por ser afastada do Rio Nilo, começou a ter sua atenção voltada para a aldeia de Próculo.
Uma guerra teve início.
A aldeia de Próculo foi invadida repentinamente, e pegou todos os habitantes de surpresa.
Estando em inferioridade numérica, foram todos mortos, restando somente 49 pessoas.
Estes 49 sobreviventes, revoltados, se uniram e partiram para a vingança, invadindo a aldeia inimiga, onde estavam mulheres e crianças.
Muitas pessoas inocentes foram mortas neste ato de raiva e ódio.
No entanto, devido à inferioridade numérica, logo todos foram cercados e capturados.
Próculo, assim como seus companheiros, foi queimado vivo.
No entanto, a dor maior que Próculo sentiu "não foi a do fogo, mas a do coração", pela traição que sofreu do próprio irmão, que agora queimava ao seu lado.
Esta foi a origem dos 49 exus da linha de Caveira, constituída por todos os homens e mulheres que naquele dia desencarnaram.
Entre os exus da linha de Caveira, existem: Tatá Caveira, João Caveira, Caveirinha, Rosa Caveira, Dr. Caveira (7 Caveiras), Quebra-Osso, entre muitos outros.
Por motivo de respeito, não será indicado aqui qual exu da linha de Caveira foi o irmão de Tatá enquanto vivo.
Como entidade, o Chefe-de-falange Tatá Caveira é muito incompreendido, e tem poucos cavalos.
São raros os médiuns que o incorporam, pois tem fama de bravo e rabugento. No entanto, diversos médiuns incorporam exus de sua falange.
Tatá é brincalhão, ao mesmo tempo sério e austero.
Quando fala algo, o faz com firmeza e nunca na dúvida.
Tem temperamento inconstante, se apresentando ora alegre, ora nervoso, ora calmo, ora apressado, por isso é dado por muitos como louco.
No entanto, Tatá Caveira é extremamente leal e amigo, sendo até um pouco ciumento.
Fidelidade é uma de suas características mais marcantes, por isso mesmo Tatá não perdoa traição e valoriza muito a amizade verdadeira.
Considera a pior das traições a traição de um amigo.
Em muitas literaturas é criticado, e são as poucas as pessoas que têm a oportunidade de conhecer a fundo Tatá Chefe-de-falange.
O cavalo demora a adquirir confiança e intimidade com este exu, pois é posto a prova o tempo todo.
No entanto, uma vez amigo de Tatá Caveira, tem-se um amigo para o resto da vida.
Nesta e em outras evoluções

segunda-feira, 11 de junho de 2012

MEDUSA




Medusa era portadora de extrema beleza juntamente com suas duas irmãs. Quando estava sentada num campo cercada de flores de Primavera, o deus do Oceano, Poseídon, une-se a ela e gera os seus dois únicos filhos, mas estes só nascem no momento da morte de Medusa. A vida das três irmãs, vidas debochadas e dissolutas, aborrecia os demais deuses, principalmente à deusa Afrodite. Para castigá-las, Afrodite as transformou em monstros com serpentes em vez dos seus belos cabelos, presas pontiagudas, mãos de bronze, asas de ouro, e seu olhar petrificava quem olhasse diretamente em seus olhos. Temidas pelos homens e pelos deuses, as três habitavam o extremo Ocidente, junto ao país das Hespérides e vizinhas de Nix (a deusa da Noite).

Perseu foi encarregado pelo rei de Sérifo, Polidectes, de decepar e lhe dar de presente a cabeça da Medusa para, em sua vez, Polidectes oferecer como prenda a Énomao, rei de Pisa, com fim de desposar a sua filha Hipodâmia. Para isso, o herói Perseu encontrou-se com umas certas ninfas africanas que gentilmente lhe ofereceram objetos mágicos para o ajudarem no combate a Medusa, tais como: um alforge, um par de sandálias aladas, que lhe permitiam elevar-se como uma pena e escapar velozmente dos monstros, um escudo de bronze bem polido cujo reflexo neutralizava o olhar petrificante das irmãs de Medusa e um capacete que, uma vez colocado, o convertia numa figura invisível, possibilitando-o de se aproximar de Medusa sem este ser descoberto. Quando Perseu a decapitou usando uma foice com uma rigidez de diamante e bem afiada, uma oferta do deus Hermes, as grandes figuras mitológicas Pégaso (o cavalo alado) e Crisaor, com a sua espada dourada, nasceram do pescoço de Medusa. Perseu recolheu a cabeça decapitada de Medusa e colocou-a no alforge que as ninfas lhe tinham entregue para manter a cabeça bem tapada de todos os olhares, pois Medusa, mesmo depois de morta, seria ainda capaz de petrificar quem a fitasse nos olhos tal era a dimensão do seu poder.

Aegis é o nome do escudo da deusa Atena, o qual tem a Górgona, e que viria originar o nome em português de Égide, que significa precisamente “escudo”.

As gravuras da Górgona Medusa que decoravam os telhados dos templos gregos tinham como objectivo assustar os maus espíritos. As mais famosas dessas gravuras encontravam-se nos frontões do Templo de Ártemis (a quarta maravilha do Mundo Antigo) na ilha de Éfeso.

Algumas das taças de vinho atenienses nos meados do século VI a.C. apresentavam o seguinte aspecto: cerca da berma, no interior da taça, desenhavam-se cachos de uvas, não deixando dúvidas que naquela taça se servia apenas vinho; já perto do fundo, estão desenhadas em todo o contorno umas figuras negras de rapazes nus a servirem vinho aos convidados, enquanto que na base da taça, estava estampado o símbolo da Górgona, ou seja, quem bebesse por essas taças, no momento em que o vinho chegasse a um nível onde que era permitido poder-se ver as figuras negras, os servidores desnudados, significava que a taça necessitava de ser enchida; a cabeça da Górgona depositada no fundo, seria uma mensagem humorística que indicava ao convidado manter a taça do vinho sempre cheia durante a festa, caso contrário, viria a figura da Górgona desvendada e seria transformado em pedra.

domingo, 10 de junho de 2012

Magia dos Dragões e seus Elementos


Para os antigos Bruxos e os Alquimistas, os Dragões eram seres dotados de dons mágicos, representando seres divinos, inteligentes e superiores.
Suas dimensões mágicas, os credenciam para que eles possam realizar encantos e magias a partir do domínio dos 4 elementos naturais: Terra, Fogo, Água e Ar.
Nesse sentido, dominando os 4 elementos, os Alquimistas agrupavam e identificavam os Dragões de acordo com cada elemento, tendo capacidades específicas e peculiaridades próprias que os distinguiam entre si.

Dragão do Ar ou alado é representado pelo “mercúrio dos sábios”. Sua característica está voltado para o estado volátil, flexível, onde os seus pontos fortes estão na sua força, inteligência, agilidade de pensamento, liberdade, psique desenvolvida e elevação espiritual. Cores simbólicas: Amarelos e dourados.

Dragão do Fogo ou ígnea, vulgarmente conhecido como “cuspidor de fogo” é representado pelo “enxofre dos sábios”. Sua característica está voltada para a calcinação, o uso da sua força radiante e da energia de autocombustão que cria e destrói. Simbolicamente, a sua injeção de labareda está associada a sua intuição e vontade espiritual. É um ser bastante espiritualizado. Cores simbólicas: Vermelhos e cores quentes.

Dragão da Água ou aquático é representado pelo “sal harmônico”. Sua característica está voltada a sua força fluente e a dissolução da matéria. Este dragão apresenta emoções superiores, baseada na alma, onde o seu inconsciente individual é usado como força de conhecimento. Cores Simbólicas: Azuis e verdes azulados.

Dragão da Terra ou terrestre é representado pelo “chumbo dos sábios” ou “negrume”. Sua característica está voltada para a força de coesão, a matéria e o corpo físico do alquimísta, elementos essencialmente da terra. Cores simbólicas: Marrons e suas variações.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Isis Negra



Isis Negra é o Caos. Até pouco tempo a ciência considerava o comportamento caótico uma anomalia negativa da ordem divina, onde a desordem deveria ser rejeitada e eliminada, isso dentro de uma existência estabelecida pela ordem.

O caos é a fonte de nossa existência é o princípio de tudo; a ordem pura é um conceito artificial e mortal e um excesso de ordem gera o caos, ambas estão interligadas, pois o excesso de uma gera a outra. A partir disso todos aqueles que buscam tanto o caos quanto a ordem, para que haja alguma funcionalidade, tem que ter em contanto com os ambos.

O grande potencial da Isis negra esta na capacidade de retornar ao mais puro sentido do caos para consertar os resultados do excesso de ordem. A Isis Negra é antiga e primitiva, preocupada com as necessidades e a sobrevivência primária, enquanto Isis Clara se preocupa com o engrandecimento e ressurreição. Uma precisa da outra, se alimenta da outra, mas Isis Negra é mais antiga. Ela torna possível para Isis Clara nascer dos ossos de Sua mãe negra.
Isis Negra é o calor das cavernas, a luz gerada pelas pedras e pela decomposição, o forte calos e a luz não natural da lava que flui como sangue do planeta. Ela é oceânica, vulcânica, grande e formidável. Suas marés são muito vastas para ser percebidas, distantes das marés horárias e diárias do sol e da lua, das quais a Isis Clara é em todos os Seus aspectos, senhora. Nenhuma sacerdotisa ou sacerdote existe sem o outro, nenhum atributo pertence há um ou a outro aspecto.
Ligada a Terra, da qual Ela é parte e manifestação, uma sacerdotisa fortemente enraizada nas tradições da Isis Negra jamais deixará de perceber a necessidade e a praticidade, e poderá ser muito mais humana e gentil do que aquela sacerdotisa que se distanciou de suas raízes escuras e se lançou em vôos de espiritualidade que nutrem apenas a si mesma; assim como a que se distancia de seu lado estrelado tem dificuldade em receber o livre fluxo dos poderes da Deusa, quando isso requer a autorização de seu outro lado; ou permite o uso da energia primordial para fins aparentemente superficiais.

A Isis Negra e Clara estão ligadas. A Isis Clara pode ficar alta como um obelisco na luz do sol, reflete e emite luz; a Isis Negra á a rocha enraizada, escondida na terra, ela dá estabilidade e permanência às manifestações acima, é a sombra bem-vinda por trás da Isis Clara. Assim como o dia e a noite, o dormir e o despertar, ambas são necessárias.

Isis Negra é quem quebrará os costumes e tabus das convenções criando o estágio onde Isis Clara atrairá o amor e a alegria, agora como Afrodite, Hathor ou Sarasvati.

É a Isis negra, com Suas águas quentes e marés profundas e vagarosas que guará o filho/a do amor ao nascimento. E a mulher com dois seios amamentará essa criança e o futuro/a iniciado/a com a escuridão e a claridade, chamando a atenção, guiando, ensinando e refinando-o/a até que a criança seja capaz de encontras e manter seus próprios contatos interiores. Se ambas, a Claridade e a Escuridão, estiverem equilibradas, essa experiência não será violenta nem para a metáfora usada seja a do parto, os mesmos processos são igualmente verdadeiros para qualquer empenho. A Isis Negra será aquela que verá e se aproveitará de qualquer oportunidade, porque ela conhece a precariedade de todas as manifestações de vida e também os meios mais eficazes para melhorar as chances de sobrevivência. Isis Negra é o aspecto mais difícil, e ao mesmo tempo mais poderoso de Isis. As sacerdotisas que se dedicam intensamente a esse aspecto são geralmente amadas e odiadas com igual intensidade, de acordo com relatos do romance de Dion Fortune. Elas encantam os homens, pois combinam sexo e morte.

A Isis Negra combina aspectos da força pura da Isis Natureza. As sacerdotisas devotas a esse aspecto são alinhadas com o elemento fogo e seus atributos de rápidas mudanças e explosões vulcânicas, em vez dos lunares e aquosos tipos de mudanças encontrados em sacerdotisas de outros aspectos. Entretanto, se as mudanças, as alterações ou a recriação forem necessárias, ninguém está mais capacitada para conduzi-las do que uma sacerdotisa da Isis Negra.

As sacerdotisas do fogo deixam um rastro de cinzas por onde passam, porém antes de julgá-las severamente é sábio relembrar que existem certas plantas cujo ciclo de vida é tão peculiar que elas só podem germinar na terra carbonizada; outras ainda, precisam que a semente se queime para germinar. Nesses casos, as ações de uma sacerdotisa de Isis Negra podem ser purificadoras e renovadoras.

Para as pessoas que necessitam da liberação, o poder de Isis Negra pode ser a única oportunidade disponível para alcançar a liberdade ou a realização. As pessoas para quem as ações dos processos são mais suaves, provavelmente irão encontrar sua própria iniciação em caminhos mais lentos. Aquelas que precisam das ações das sacerdotisas negras podem nunca alcançar a liberdade de outra maneira e se afastam cada vez mais de suas naturezas verdadeiras.

O grande mistério, aqui, está no fato de que são os sacerdotes e sacerdotisas da Isis Negra quem se tornam os grandes sacerdotes e sacerdotisas da evoluída Isis Clara.

CORRESPONDÊNCIAS

CICLO SAZONAL: Inverno.
INVOQUE PARA: submundo, morte e renascimento, fertilidade espiritual físico e mental, cura, purificação e renovação, rompimento de costumes e tabus, início do amor, paciência, sexo, liberdade, realização.
CRISTAIS: pedras negras em geral, ônix, turmalina, obsidiana.
ERVAS: cipreste, hissopo, orquídeas, lótus, junípero, heliotrópio, sândalo, eucalipto gardênia salgueiro, lírio.
PLANETA: Lua
DIREÇÃO: Norte
ELEMENTO: Terra e Fogo
Postado por Danna la de Sophia às 19:34 

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