VELAS
Publicado em maio 13, 2007 por alexdeoxossi
A vela é, com certeza, um dos símbolos mais representativos da Umbanda. Ela está presente no Congá, nos Pontos Riscados, nas oferendas e em quase todos os trabalhos de magia.
Quando um umbandista acende uma vela, mal sabe que está abrindo para sua mente uma porta interdimensional, onde sua mente consciente nem sonha com a força de seus poderes mentais.
A vela funciona na mente das pessoas como um código mental. Os estímulos visuais captados pela luz da chama da vela acendem, na verdade, a fogueira interior de cada um, despertando a lembrança de um passado muito distante, onde seus ancestrais, sentados ao redor do fogo,tomavam decisões que mudariam o curso de suas vidas.
A vela desperta nas pessoas que acreditam em sua força mágica uma forte sensação de poder. Ela funciona como uma alavanca psíquica, despertando os poderes extra-sensoriais em estado latente.
Uma das várias razões da influência mística da vela na psique das pessoas é a sensação de que ela, através de sua chama, parece ter vida própria. Embora, na verdade, saibamos, através do ocultismo, que o fogo possui uma energia conhecida como espíritos do fogo ou salamandras.
Muitos umbandistas acendem velas para seus Guias de forma automática, num ritual mecânico, sem nenhuma concentração. É preciso muita concentração e respeito ao acender uma vela, pois a energia emitida pela mente do médium irá englobar a energia do fogo e, juntas, irão vibrar no espaço cósmico, para atender a razão da queima dessa vela.
Sabemos que a vida gera calor e que a morte traz o frio. Sendo a chama da vela cheia de calor, ela tem um amplo sentido de vida, despertando nas pessoas a esperança, a fé e o amor.
No ritual da magia, o mago entra em contato com seu mundo inconsciente, depositário de suas forças mentais, onde irão ser utilizadas para que alcancem seus propósitos iniciais. Qualquer pessoa que acender uma vela, com fé, está nesse momento realizando um ritual mágico e, conseqüentemente, está sendo um mago.
Se uma pessoa suas forças mentais com a ajuda da magia das velas, no sentido de ajudar alguém, irá receber em troca uma energia positiva; mas, se inverter o fluxo das energias psíquicas, utilizando-as para prejudicar qualquer pessoa, o retorno será infalível, e as energias de retorno são sempre mais fortes, pois voltam acrescidas da energia de quem as recebeu.
As pessoas que utilizam a força da magia das velas – que, na realidade, despertam as forças interiores de cada um – com propósito maléficos, não são consideradas magos, mas feiticeiros ou bruxos. Infeliz daquele que, na ânsia de destruir seus inimigos, acendem velas com formatos de sapo, de diabo, de caveira, de caixão, etc., assumindo um terrível compromisso cármico com os senhores do destino. Todos os nossos pensamentos, palavras e atos estão sendo gravados na memória do infinito, ninguém fica impune junto à justiça divina. Voltaremos ao planeta Terra quantas encarnações for preciso para expiar nossas dívidas com o passado. Por outro lado, feliz daquele que lembra de acender uma vela com o coração cheio de amor para o anjo da guarda de seu inimigo, perdoando-o por sua insensatez, pois irá criar ao seu redor um campo vibratório de harmonia cósmica, elevando suas vibrações superiores.
Ao acender velas para as almas, para o anjo da guarda, os pretos velhos, caboclos, para a firmeza de pontos, Conga, para um santo de sua preferência ou como oferenda aos Orixás, é importante que o umbandista saiba que a vela é muito mais para quem acende do que para quem está sendo acesa, tendo a mesma conotação do provérbio popular que diz: A mão de quem dá uma flor, fica mais perfumada do que a de quem a recebe.
A intenção de acender uma vela gera uma energia mental no cérebro da pessoa. Essa energia é que a entidade espiritual irá captar em seu campo vibratório. Assim, a quantidade de velas não influirá no valor do trabalho; a influencia se fará diretamente na mente da pessoa que está acendendo as velas, no sentido de aumentar ou não o grau da intenção. Desta forma, é inútil acreditar que podemos comprar favores de uma entidade negociando com uma maior ou menor de velas acesas. Os espíritos captam em primeiro lugar as vibrações de nossos sentimentos, quer acendamos velas ou não. Daí ser melhor ouvir uma das máximas de Jesus que diz: “Antes de fazer sua oferenda, procure conciliar-se com seu irmão.”
Não é conveniente, ao encontrar uma vela acesa no portão do cemitério, nas encruzilhadas, embaixo de uma arvore, ao lado de uma oferenda, apaga-la por brincadeira ou por outra razão. Devemos respeitar a fé das pessoas. Quem assim o cometer, deve ter em mente, que poderá acarretar sérios problemas com esta atitude, de ordem espiritual.
Precisamos respeitar o sentimento de religiosidade das pessoas, principalmente quando acender uma vela faz parte desse sentimento. Se acender uma vela a pessoa tiver um forte poder de magnetização, torna-se mais perigoso apagar a vela. Mas, se ela não estiver magnetizada, fica a critério de cada um.
VELAS QUEBRADAS OU USADAS
Nos trabalhos de Umbanda existe uma grande preocupação com o uso de velas virgens, ou que não estejam quebradas. A principio, pensei tratar-se de mera supertição, mas depois compreendi que a vela virgem estava isenta da magnetização de uma vela usada anteriormente evitando assim um choque de energias, que geralmente anula o efeito do trabalho de magia. Somente no caso da vela quebrada encontrei um componente supersticioso: psicologicamente, a pessoa acredita que um trabalho perfeito precisa de instrumentos perfeitos. Se o trabalho obtiver sucesso, o detalhe da vela quebrada não será notado: mas, se falhar, será tido como principal fator de seu fracasso o fato de a vela estar quebrada.
FÓSFORO OU ISQUEIRO
Em muitos Terreiros existe uma recomendação para só se acenderem velas com palitos de fósforos, evitando acendê-las com isqueiro ou em outra vela acesa.
Normalmente, os Terreiros fazem uso de pólvora, chamada de fundanga, nos trabalhos de descarrego. O enxofre que a pólvora contém também está presente nos palitos de fósforo. Ao entrar em combustão, a chama repentina, dentro de um ambiente místico, provoca uma reação psicológica muito eficiente, além de alterar momentaneamente a atmosfera ao seu redor, devido à sua composição química, em contato com o ar. A mente do médium capta essas vibrações, que funciona como um comando mental, autorizando-a a aumentar seu próprio campo vibratório, promovendo desta forma uma limpeza psíquica no ambiente. Não é a pólvora que faz a limpeza, mas a mente do médium, se ele conseguir ativa-la para este fim.
VELA DE SETE DIAS
Na Umbanda, alguns médiuns ficam em dúvida sobre se a vela de sete dias tem a mesma eficiência de sete velas normais. Sabemos de acordo com a psicologia, que um comportamento pode ser modificado através do reforço. No fato de se acender uma vela isoladamente não há nenhum tipo de reforço que se baseia na repetição. Assim, ao acender uma vela durante sete dias, as pessoas são reforçadas diariamente em sua fé e, repetindo os pedidos, dentro desse ritual de magia, ficam realmente com maiores probabilidades de despertar a própria mente e alcançar os seus propósitos. Na prática, constamos que dificilmente uma vela de sete dias queima durante todo esse tempo.
MEDITAÇÃO
Para trabalhos de meditação o uso das velas é excelente pois, além da diminuição dos estímulos visuais na semi-escuridão, força a atenção para a chama da vela, aumentando a capacidade de concentração. O contraste do claro-escuro contribui para lembrar as pessoas da necessidade de uma iluminação interior.
CORES E QUANTIDADE
Na Umbanda, o uso da vela branca é o mais freqüente, devido à sua representação como símbolo da pureza. A cor branca na Umbanda é a cor do Orixá Oxalá. Daí a razão do uso de velas brancas na maioria dos rituais de magia, dentro da associação da pureza/Oxalá.
O Orixá Ogum, tido como senhor das guerras, tem uma vibração muito forte. As velas vermelhas, quando acesas dentro de seu ritual, vibram na mesma freqüência, com resultados mais favoráveis. Considerando que a força da vela está mais na força mental do mago, a cor irá concorrer com o sentido de favorecer sua capacidade de concentração, devido a conjugação de freqüências idênticas. Se houver uma inversão nas cores das velas, isso poderá ou não alterar o resultado dos trabalhos de magia, pois dependerá em grande parte da força mental do mago.
Ficou estabelecida que a cor amarela, que deriva da vermelha, é a cor do Orixá Iansã, também pelo fato de ser uma energia de luta. As velas acesas para Iansã deverão ser da cor amarela, para continuar em sua freqüência vibratória. A variação de quantidade de velas deve ser a mesma que se acende para qualquer outro Orixá ou Entidade, de acordo com os objetivos da magia. Todavia, o umbandista deverá ter o cuidado de acender sempre em numero impar de velas, pois no ocultismo os números ímpares não se anulam, por terminarem sempre em um; daí sua força mágica, por não ser um numero divisível.
Acender apenas uma vela tem o sentido de unidade, de unificação. Três velas representam na mente humana a trindade divina (Pai, Filho e Espírito Santo). Cinco velas representam em nosso inconsciente coletivo o próprio homem. Sete velas significam a junção do espiritual (3) com o material (4), ou simbolizam a união entre o microcosmo (homem) e o macrocosmo (Deus), e assim por diante.
A cor azul, com sua vibração serena, vibra na mesma freqüência do Orixá Oxum, a senhora das águas doces. A vela de cor azul tanto pode ser acesa para Oxum como para Iemanjá, que aceita em seu ritual velas brancas. Por isso alguns Terreiros preferem usar as velas bicolores, nas cores azul e branca, para Iemanjá.
Estabeleceu-se a cor marrom-ocre é a cor do Orixá Xangô, levando-se em consideração a neutralidade dessa mesma cor. A energia de Xangô emana dos minerais, que possuem uma variedade muito grande de cores. Curiosamente, prevaleceu a cor mais freqüente, que a das pedras sobre a superfície da terra.
A cor verde, por seu equilíbrio vibratório, obtido pela junção das cores amarela e azul, vibra na freqüência do Orixá Oxossi, o senhor das matas. Assim, uma vela de cor verde, acesa numa mata, que tem a cor verde, possui uma força vibratória muito forte, facilitando o trabalho de magia.
A cor rosa, com sua vibração cheia de vida, vibra na freqüência da energia da falange dos espíritos das crianças, conhecidas também como Ibejis. Velas bicolores, nas cores azul e rosa, são acesas também com o mesmo resultado das velas cor-de-rosa.
A vela de cor preta, com sua vibração pesada, simboliza a morte física e tem a mesma freqüência do Orixá Omulu, o senhor da calunga ou do cemitério. Essa cor de vela jamais deve ser utilizada, pois sua freqüência é altamente negativa, o que usamos é a vela bicolor amarelo e preta.
As velas bicolores, nas cores vermelha e preta, são utilizadas para os Exús. Devem ser acesas com muita cautela e de preferência por quem conhece os segredos da magia, ou seja, por quem conhece a “mironga”. A vela vermelha e preta, quando está queimando a cor vermelha, tem o sentido de luta; quando esta queimando a cor preta significa vitória sobre o objetivo proposto inicialmente.
As velas bicolores, nas cores branca e preta, são utilizadas nos trabalhos de magia dos Pretos Velhos e devem ser usadas sob a orientação direta dos próprios Pretos Velhos.
Para os trabalhos de alta magia, recomenda-se o uso de velas de cera, por sua constância e pela força de sua chama. É a vela ideal para as cerimônias de batismo das crianças, onde elas serão amenizadas do carma de seus inimigos de vidas passadas.
Anjo da Guarda – branca
Baiano – branca
Boiadeiro – branca
Caboclo de Ogum – bicolor branca e vermelha ou vermelha
Caboclo de Oxóssi – verde
Caboclo de Xangô – marrom
Caboclas – bicolor branca e verde ou branca, verde
Criança – rosa ou bicolor azul e rosa
Exú – bicolor preta e vermelha
Iansã – laranja
Iemanjá – azul claro ou branca
Marinheiro – bicolor branca e azul, ou branca, azul
Nanã – lilás
Obaluayê (Omulu) – branca e preta (amarela e preta)
Ogum – vermelha ou azul marinho
Ossãe – bicolor branca e verde
Oxalá – branca
Oxóssi – verde
Oxum – amarela ou azul anil
Pombo-Gira – vermelha
Pretas-Velhas – bicolor branca e preta, ou roxa
Pretos-Velhos – bicolor branca e preta
Xangô – marrom
***Obs.: Amados Irmãos, estas cores não são padrões em todos os Terreiros
MENSAGENS DAS VELAS
Ao acender uma vela, é possível identificar algumas mensagens:
Vela que não acende prontamente – Indica que o anjo pode estar tendo dificuldades para ancorar. O astral ao seu redor pode estar “poluído ou carregado”.
Vela queimando com chama azulada – O anjo demonstra que, devido às circunstancias, seu pedido terá algumas mudanças. Está lhe pedindo paciência, pois a realização de seu desejo já está a caminho.
Vela queimando com chama amarelada – A sua felicidade está próxima.
Vela queimando com chama vermelha – O seu pedido está sendo realizado.
Vela queimando com chama brilhante – Você está tendo êxito no seu pedido.
Chama que levanta e abaixa – Você está pensando em várias coisas ao mesmo tempo. Sua mente pode estar um pouco tumultuada. Alerta para firmar o seu pedido.
Chama que solta fagulhas no ar – O anjo colocará alguém no seu caminho para comunicar o que você deseja. Poderá ter algum tipo de desapontamento antes do seu pedido ser realizado. Antes do seu pedido se realizar, você sofrerá algum pequeno aborrecimento.
Chama que parece uma espiral – Seus pedidos serão alcançados, o anjo já está levando sua mensagem. Mas, cuidado, não faça comentários de seus desejos, pois tem gente por perto querendo atrapalhar os seus pedidos.
Pavio que se divide em dois – Seu pedido foi feito de forma duvidosa, tente novamente.
Ponta de pavio brilhante – Sorte e sucesso no seu pedido.
Vela que chora muito – O anjo sente dificuldades em realizar o seu pedido. Pois, você está muito emotiva, e sem forças.
Sobra um pouco de pavio e a cera fica em volta – O anjo pede mais oração.
Se a vela apaga, depois de acesa (sem vento por perto) – O anjo ajudará na parte mais difícil do pedido, o resto cabe à você resolver. Acenda mais duas velas, para reforçar o pedido.
Chama enfraquecida – É preciso reforçar o seu pedido.
Chama que permanece baixa – De tempo ao tempo, pois esta não é a hora certa para receber o que tanto deseja. Indica que você não está bem, e há necessidade de elevar rapidamente o seu astral.
Chama que vacila – Indica que o pedido se realizará, mas antes ocorrerá alguma transformação necessária.
Quando se acende mais de uma vela e uma das chamas está mais brilhante do que as outras – Indica boa sorte.
Quando se acende mais de uma vela e, todas as chamas ESTÃO altas e brilhantes – Erga as mãos para o céu e agradeça pela benção que está recebendo em seu pedido.Quando a vela queima por inteiro: seu pedido foi plenamente aceito.
Quando a vela forma uma ESPÉCIE de escada ao lado – indica que seu pedido está se concretizando.
Quando a vela termina de queimar e sobra cera esparramada no prato, sem queimar – É sinal que você precisa acender novamente o que sobrou, pois existem energias negativas atrapalhando. Quando terminar de queimar, então acenda outra e agradeça ao seu Anjo.
Obs.: Amados Irmãos, nem todos acreditam nestas mensagens acima descritas, mas não nos custa menciona-las.
SEGUNDO SUA FORMA
Velas quadradas – Mobilizam energias e propostas de teor material. Quando buscamos cimentar algo prático e objetivo. Agrega solidez e força.
Velas cilíndricas: São elementos de força que promovem a elevação, geram a sensação de superação. Usadas para crescimento e orientação. Ideais para superar limites e purificação espiritual.
Velas redondas – Ativam e facilitam as mudanças. Acender uma vela redonda serve para dar uma injeção de vigor a uma situação que se encontra adormecida. Uma carga de energia.
Velas triangulares ou hexagonais – Quando apresentam ângulos muito marcados geram uma energia de luta e combate. Pode-se usar para vencer uma concorrência ou para superar o outro em uma disputa comercial ou judicial.
Velas espiraladas – Quando se busca maior objetividade em assunto em que a fantasia está mesclada com a realidade. As que apresentam a forma de caracol são usadas para claridade mental e sabedoria interior.
Velas de mel – Sugerem doçura e harmonia. Indicadas para cumprir desejos de sintonia de casal e para criar bons laços de trabalho.
Velas com símbolos orientais – Quase todos eles são indicados para a prosperidade, sabedoria, saúde, paz e amor. Enquanto se queima vão ativando distintos símbolos ou setores de nossa vida.
Velas animal-print – As que são estampadas com texturas de animais selvagens são indicadas para sexualidade e potenciam a libido.
Velas frutais – São ótimas para indicar a melhor solução ante problemas de trabalho ou de resolução profissional.
Velas Flutuantes – Somente se utilizam para propósitos sentimentais. Devem ser acesas entre as 12hs e 18hs, durante o dia, enquanto rege o elemento sol para receber toda a força e energia. Se desejar fazer um jantar à luz de velas pela noite, basta colocar o recipiente com a água em pleno sol por cerca de duas horas.
Velas perfumadas – Os aromas permitem que a cor some-se à força que imprime cada essência. Os aromas atuam sobre nosso sistema nervoso, inclusive estimulam as distintas funções do organismo a nível sensorial e extra-sensorial.
Velas em gel – Não são as mais indicadas para pedidos, porém servem para tudo que seja a busca do equilíbrio energético ou em trabalhos com a aura humana, desde que se saiba onde deve buscar o equilíbrio.
SEGUNDO SEUS INGREDIENTES
Absinto: Estimulante geral para o cansaço mental e físico.
Alecrim: Traz saúde e sucesso nos negócios, acalma.
Alfazema: Acalma, limpa o ambiente.
Almíscar: Afrodisíaco, traz sensualidade e atração.
Amor Perfeito: Purifica, estudo, amor, elevação das vibrações.
Angélica: Fortifica a espiritualidade.
Anis: Para despertar o amor interno.
Anúbis: Para desperta a força.
Arruda: Proteção, limpa ambientes carregados.
Bálsamo: Acalma e equilibra a energia.
Bálsamo Rosa: Acalma, purifica, estudo, amor, elevação das vibrações, psíquicos.
Benjoim: Aumenta a espiritualidade, exorcismo.
Camomila: Acalma, purifica psíquico.
Canela: Estimulante; atraí prosperidade, bens matérias, equilíbrio mental.
Cânfora: Acalma, limpa ambientes carregados, desenvolvimento psíquico.
Cedro: Purifica, para despertar orças, psíquico.
Coco: Estimula o bem estar.
Cravo: Excitante, afrodisíaco, expulsar forças negativas, e expectorante.
Cravo-da-Índia: Purifica, para despertar força, espiritualidade, sensualidade e atração.
Dama-da-Noite: Ideal para encontros amorosos.
Egípcio: Purifica, amor.
Erva-Doce: Poderoso calmante.
Espiritual: Purifica, para despertar forças e espiritualidade.
Eucalipto: Purifica.
Eternum: Estudo, espiritualidade, elevação das vibrações, psíquicos.
Flor-do-campo: Equilíbrio emocional.
Flor-de-Pitanga: Incentiva a criatividade.
Flor-da-Índia(Kewda) : Purifica as vias respiratórias.
Floral: Afasta os sentimentos negativos.
Heliotrópio: Amor.
Jasmim: Afrodisíaco, atrai paixão, melhora o humor, espiritualidade, elevação das vibrações, psíquico.
Kamarc: Para despertar força.
Lavanda: Harmonia, paz e equilíbrio.
Lótus: Estudo, elevação das vibrações.
Maçã-Rosada: Acalma.
Madeira: Energia positiva, amor, elevação das vibrações.
Madeira Oriental: Sensualidade e atração.
Mirra: Traz saúde e sucesso nos negócios, oferenda aos Deuses, boa sorte, acalma, purifica,espiritualidade e psíquico.
Mirra Quefren: Para despertar força.
Musk: Cria um ambiente de sensualidade.
Nós Moscada: Diminui a ansiedade.
Néfer: Amor, sensualidade e atração.
Nefetis: Amor.
Ópio: Favorece a determinação, elevação das vibrações, estudo e psíquico, alucinógeno.
Ópio Rosa: Sensualidade e atuação.
Orquídea: Afrodisíaco.
Orquídea Azul: Psíquico.
Patchuli: Desperta a alegria, clarividência, sensualidade, atração, para despertar força.
Papoula: Psíquico.
Quefren: Elevação das vibrações e psíquico.
Rosa: Purifica, estudo, espiritualidade, amor, elevação das vibrações, psíquico.
Rosa Branca: Purifica os sentimentos, acalma.
Rosa Musgo: Rejuvenesce, embeleza e amacia a pele.
Rosa Real: Útil na defesa da casa.
Rosário: Acalma, amor, elevação das vibrações.
Romanus: Para despertar força e psíquico.
Sândalo: Acalma, purifica, estudo, espiritualidade, amor, elevação das vibrações,sensualidade e atração,favorece a meditação e a intuição; equilíbrio mental.
Verbena: Atrai sorte.
Vetvert: Ativa a sensualidade, comando.
Violeta: Desperta autoconfiança, afrodisíaco.
Templum: Estudo, espiritualidade, elevações das vibrações, psíquico.
Ylag Ylang: Ativa a sensualidade, poderoso afrodisíaco.
Velas perfumadas – Os aromas permitem que a cor some-se à força que imprime cada essência. Os aromas atuam sobre nosso sistema nervoso, inclusive estimulam as distintas funções do organismo a nível sensorial e extra-sensorial.
Florais – provocam sentimentos de alegria, amor e serenidade.
Amadeirados – para trabalho, dinheiro e profissão.
Especiarias – alecrim – protetor e revitalizante, menta- estimula e refresca.
Cítricos – podem ajudar a baixar a pressão sangüínea, são tonificantes do estômago e acalmam os nervos. Experimente o efeito revigorante, refrescante e ao mesmo tempo, calmante dos aromas de laranja e mandarina.
Sândalo – Sinta que a tensão nervosa desaparece e substituída por uma relaxante sensação de tranqüilidade e bem estar. Está indicado para o trabalho e dinheiro. Quando estamos tranqüilos o Universo flui em bendições para nós.
Pinho – Acenda sua vela em um destes pequenos fornos de cerâmica, onde se agrega óleo, e sinta como o stress e a confusão mental desaparecem. O fresco aroma das madeiras de pinho, melhora muitas doenças, como reumatismo, resfriados, tosse e dor de garganta. Os músculos doloridos se relaxam.
Lavanda – Sinta o ar mais leve e o espírito elevado. Muito eficaz para dores de cabeça provocada por olho gordo Também pode ser usada no dormitório das crianças quando estão doentes. Outra maneira de eliminar a dor de cabeça, no ato, é usar um raminho de lavanda fresca sobre a testa. Mergulhe-a previamente em água fria e aplique diretamente sobre a frente, olhos, alto da cabeça e nuca.
Limão – Verá como desaparecem os insetos, ao mesmo tempo em que sente a frescura da fragrância de limão. Empregado para acalmar os nervos e aliviar dores de cabeça depois de um dia de stress.
Eucalipto – Acenda sua vela e note que como fica mais fácil respirar à medida que se espalha a essência de eucalipto. Resolvem os conflitos e ansiedade, favorecem a claridade de pensamento.
Obs.: O subtítulo SEGUNDO SUA FORMA e SEGUNDO SEUS INGREDIENTES é na visão do esoterismo.
LEMBRETES:
Não recomendamos aos Umbandistas fazerem velas com restos de outras velas, seja qual for o motivo, pois as conseqüências são imprevisíveis. Com a magia não devemos nos arriscar; ou temos certeza, ou não a realizamos. Os restos de velas estão impregnados das energias mentais de quem as acendeu. Aproveitar esses restos é o mesmo que querer aproveitar os restos dessas energias; como não sabemos com qual intenção as velas foram acesas, haverá fatalmente um choque entre diversas energias.
A vela acesa para o anjo da guarda ( que seu campo vibratório representa) deverá ser acesa, sempre, com um copo d’água ao lado, para captar as cargas negativas que poderão prejudica-lo nas tarefas que irá realizar. A vela acesa para seu anjo da guarda deverá obedecer ao seguinte ritual: um copo com água limpa, um pedaço de papel quadrado, de cor branca (sem pautas), para vibrar na mesma freqüência da vela, com seu nome, ou o nome de quem você deseja ajudar, escrito em forma de cruz, ou seja, o nome na posição horizontal e vertical. A vela deverá ser colocada à direita do copo d’água. Os resultados são excelentes e deverá ter cuidado com o seguinte: deverá acender a vela num local seguro, para evitar incêndio, acima de sua cabeça, onde não tenha trânsito de pessoas.
CONSAGRAÇÃO DAS VELAS
Esta parte é fundamental pois é a consagração que torna a vela um objeto mágico. Sem ser consagrada uma ela é apenas um cilindro de parafina com um pavio que serve para iluminar ambientes escuros, mas com a consagração ela se torna um instrumento de magia capaz de estabelecer contato direto com planos sutís e entidades.
Poderia-se dizer até que a consagração é o ato de batismo da vela.
Esse ato de consagração, esse batismo, deve ser feito com óleo, mais preferencialmente aquelas essências aromáticas à base de óleo. Essa prática é milenar e até no Êxodo (Bíblia) se encontram referências sobre óleos de consagração.
No comércio especializado você adquire (ou fabrica você mesmo) um vidro de essência à base de óleo. Particularmente eu prefiro a de rosas, por ser mais forte mas você escolhe a que mais lhe agradar, desde que seja à base de óleo porque há muitos tipos de essência e nem todas tem óleo, que nesse caso é essencial.
Pegue esse vidro e vá para um lugar sossegado onde não vá ser interrompido. Sente-se. Respire fundo algumas vezes, visualizando uma luz dourada cintilante envolvendo o ambiente. Após alguns minutos, abra o vidro, ponha um pouco de óleo nas mãos, esfregue-as até aquecer, então pegue o vidro e vá passando as mãos nele e diz em voz baixa : ” Em nome do Poder Maior eu te consagrado e te santifico para que a partir dessa hora sagrada sejas elo de ligação entre as coisas da Terra e a Divindade, que possas me ajudar em toda obra do Bem e que exerças a força que te concedo. E que tudo seja sempre feito de acordo com a vontade do Poder Maior. ” Isso deve ser repetido três vezes, com muita convicção, a fim de que o óleo seja impregnado. A consagração do óleo é feita de uma vez só pois o vidro ficará impregnado com suas vibrações por um bom tempo. Se achar necessário, pode repetir a consagração sempre que achar mais adequado.
Agora vem a consagração da vela. Alguns místicos preferem chamar de unção, mas pessoalmente acho que consagração seja mais adequado.
Pegue a vela (sendo mais de uma, deve ser feito com uma de cada vez, para que a impregnação não seja diluída) ; pegue o óleo e molhe os dedos ; agora pense, visualize seu desejo com tanta convicção como se ele já estivesse realizado, visualize que o ritual que irá executar atingiu o objetivo. Se você deseja ATRAIR alguma coisa, esfregue os dedos com óleo na vela DE CIMA PARA BAIXO ; se deseja AFASTAR alguma coisa, faça-o DE BAIXO PARA CIMA. Se desejar você também pode escrever na vela o que deseja ou o nome da pessoa a quem o ritual será dedicado : para escrever na vela use sempre uma ponta de aço. Depois de escrever, passe os dedos com óleo (escrever na vela é opcional).
Enquanto visualiza e passa o óleo, vá repetindo a mesma consagração do óleo. Tenha em mente que a força do seu pensamento é que tornará a vela um objeto mágico, por isso a chave é a visualização. Agora faça uma oração, de acordo com a sua crença pessoal.
Um detalhe importante : se após iniciado o ritual a vela se apagar (desde que não haja motivo, tais como correntes de ar) significa que ou a consagração não foi feita com êxito e por isso o ritual foi considerado ilegítimo, ou a intenção não é boa, ou ainda, as forças necessárias à execução do ritual não estão presentes. De qualquer forma, é um aviso que deve ser respeitado. Tendo verificado que a vela se apagou sem nenhuma razão aparente, suspenda o ritual naquele dia. Quando reiniciar, faça tudo de novo, inclusive a consagração do óleo.
Jamais reaproveite a vela usada em um ritual. Terminado o seu ritual as velas são apagadas e você pode guardá-las ou mesmo jogá-las fora, mas nunca reutilize velas ritualísticas, mesmo que tenham ficado “com pouco uso” . Se fizer esse reaproveitamento seu ritual será anulado, podendo até gerar efeito contrário ao que era esperado. Uma vela consagrada deve ser usada uma única vez.
E tenha em mente que a eficácia de um ritual depende muito do empenho, concentração, força de vontade e capacidade de visualização do operador. Você deve VER o resultado do seu ritual, deve ter convicção de que obterá seu objetivo. Realizar um ritual apenas por fazer, sem nenhuma convicção, é o que pode ser definido como desperdício de tempo. Chame para si a autoridade concedida pelo Poder Maior, e execute seu ritual sem pressa e sem estar sob pressão. Nenhum ritual deve ter menos de uns 45 minutos, porque se tiver menos que isso pode significar que o operador nem teve tempo de se envolver com ele, ou seja, a atitude física não teve tempo de estar sintonizada com a atitude mental. Todo e qualquer ritual, sendo executado corretamente, usará forças sutís que se não forem manipuladas de forma adequada poderão até se voltar contra o operador.
CONSELHOS ÚTEIS A RESPEITO DAS VELAS :
Se precisar apagar a vela que esteja sendo usada ritualisticamente JAMAIS o faça soprando a vela ; velas de ritual só podem ser apagadas com abafador ou com os dedos, jamais sopre essas velas.
A vela deve ser muito em fixada, se não tiver uma base grande. Especialmente no caso das cilíndricas,é importante fixá-las para que não caiam ; assim, use a cera dela mesma para fixar, mesmo que esteja em candelabro. Dependendo do tamanho é interessante colocá-la dentro de um copo ou de um vidro refratário, COM UM POUQUINHO D’ÁGUA NO FUNDO, para que a parafina não grude : havendo água no fundo (só um pouco) o que sobrar da parafina sai inteiro, sem grudar, mas sem água você só vai conseguir limpar o copo com água fervendo, porque gruda mesmo. No comércio há vidros especiais para velas de sete dias e outros tipos.
Às vezes acontece (com qualquer tipo de vela) que à medida em que ela vai se consumindo a parte já queimada do pavio vai se acumulando junto à chama, fazendo com que esta vá ficando muito forte e intensa, o que faz a vela queimar depressa demais e se esparramar, por isso é aconselhável, quando isso acontecer, cortar com uma tesoura essa parte preta do pavio já queimado.
Por precaução, especialmente nas atividades que vão requerer várias velas simultaneamente, é recomendável que se disponha de meios para enfrentar alguma provável emergência. Assim, aconselha-se que sempre se possa dispor de água suficiente para alguma eventualidade, ou então uma maneira rápida de abafar.
Amados Irmãos de Umbanda, chegaremos em um momento na Umbanda, o homem deverá estar plenamente consciente de que sua força mental é a sua grande aliada e nunca a sua inimiga. Deverá libertar-se gradativamente dos valores exteriores criados por sua mente e valorizar-se mais. Seu grande desafio é superar a si mesmo. Em vez de acender uma vela, deverá acender sua chama interior e tornar-se um iluminado e, com o brilho dessa chama sagrada, mostrar o caminho aos seus irmãos.
Texto Elaborado por Alex
BIBIOGRAFIA:
Blog Povo de Aruanda
http://povodearuanda.blogspot.com/2006/12/o-poder-das-velas.html
Livro A Umbanda do III Milênio – Túlio Alves Ferreira – Editora Pensamento
Ione Aires Yananda
Alguns trechos retirados da internet, que não tinha a devida Autoria
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Firmeza da Tronqueira
Muitos são os que chegam a um templo de Umbanda e se melindram, se assustam com as firmezas existentes na porta.
Aquelas casinhas, conhecidas como tronqueiras, que tem como finalidade o assentamento das forças dos nossos exús e pombagiras.
A tronqueira é um recurso maravilhoso, colocado pelo astral em prol dos templos de Umbanda, que recebem os assistidos, na sua grande maioria, com seres trevosos à atormentá-los.
Este recurso é no templo, um ponto de força onde está firmado (ativado) o poder dos guardiões que militam em dimensões à nossa esquerda.
O ponto de força funciona como pára-raios, é um portal que impede as forças hostis se servirem do ambiente religioso de forma deturpada.
No astral, os exús e pombagiras, utilizam-se dos elementos dispostos na tronqueira para beneficiar os trabalhos que são realizados dentro do templo.
Com estes elementos, estes abnegados servidores da luz, anulam forças negativas, recolhem e encaminham seres trevosos, abrem caminhos, protegem, etc...
Dentro de uma tronqueira encontramos vários tipos de ferramentas (instrumentos mágicos), como tridentes, punhais, pedras, ervas, velas, bebidas, etc...
cada instrumento com sua finalidade específica e tanto os exús quanto as pomba giras ativam seus mistérios nestes elementos com a finalidade de realizarem seus trabalhos espirituais.
É importante que os médiuns e os assistidos saibam da importância de uma tronqueira e que todos saibam que este ponto de força está sobre as ordens da Lei Maior.
Quando alguém deturpa este ponto de força, usando-o de forma negativa, este se torna um portal negativo.
Este tipo de procedimento não é da Umbanda e sim de seitas que muitas vezes se utilizam do nome de nossa religião.
Devemos saudá-los, de forma respeitosa quando adentramos nos templos.
Qualquer um pode se servir do poder desses guardiães, acenda uma vela e peça proteção e auxílio e receberá.
Eles estão a serviço do Bem, da Lei Maior.
Laroyê EXU
EXU é Mojubá
Salve ao Povo de Esquerda da Umbanda.
Postado por Denis Sant'Ana .'.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Resgate a cabula!
Resgate a cabula!
novembro 24, 2008 às 2:50 am · Arquivado em Familia Raiz Cultura and etiquetado: negros, religião afro-brasileiras, cabula, cabuleiros, senzala, diaspora musical negra, diaspora negra, influencia da cabula na umbnda, cabula e os negros, cabuleros, bantos
Cabula é o nome pelo qual foi chamada, na Bahia, uma religião sincrética que passou a ser conhecida no final do século XIX com o fim da escravidão, com caráter secreto e fundo religioso. É também o nome de um bairro de Salvador que teve origem do Quilombo do Cabula e de um ritmo da Diáspora musical africana no Brasil, toque de percussão religioso de Angola, base rítmica do samba, música de origem sudanesa.
Vamos resgatar um pouco desta origem, digna de todo nosso respeito e veneração.
Na época da escravidão, houve um sincretismo afro-católico, principalmente nas áreas rurais da Bahia e do Rio de Janeiro, denominado Cabula. Segundo pesquisas de historiadores, refere-se aos rituais negros mais antigos, envolvendo imagens de santos católicos sincretizados com os Orixás, herança da fase reprimida nas senzalas dos cultos africanos, onde os antigos sacerdotes mesclavam suas crenças e culturas com o catolicismo para conseguirem praticar e perpetuar sua fé. Quando no final do século XIX ocorre a libertação dos escravos, a Cabula já era amplamente presente como atividade religiosa afro-brasileira. Este sincretismo foi mantido após a anunciação da Umbanda em 1908 pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas.
No Rio de Janeiro de então e antes da origem oficial da Umbanda, eram comuns práticas afro-brasileiras similares ao que hoje ainda se conhece como Cabula e Almas e Angola. Cremos que o surgimento da Umbanda forneceu as normas de culto para uma prática ritual mais ordenada, orientada para o desenvolvimento da mediunidade e na prática da caridade com Jesus em auxílio gratuito a população pobre e marginalizada do início do século passado.
Religiões no Brasil
A partir de pesquisas em todo o território nacional, Roger Bastide, um dos grandes estudiosos do assunto, fez uma espécie de mapa das religiões africanas no Brasil. De acordo com o mapa, todo o Norte do país, da Amazónia à fronteira com Pernambuco, foi marcado pela influência indígena. Isso é ainda evidente na «pajelança» do Pará e da Amazónia, no encantamento do Piauí e no catimbó das demais regiões. No meio dessa grande área de influência indígena, criou-se uma espécie de ilha onde os africanos conseguiram marcar presença. É sobretudo em São Luís do Maranhão que escravos originários do Daomé deixaram traços das suas religiões no tambor de mina.
No resto do Nordeste foi muito marcante a contribuição dos Ioruba, povo de origem (sobretudo) nigeriana que conseguiu reconstruir no cativeiro toda a estrutura religiosa tradicional. É o que ficou no “xangô” de Pernambuco, Alagoas e Sergipe e no “candomblé” da Baía, explica o padre e missionário comboniano Heitor Frisotti, que estudou a fundo a relação entre o candomblé e o cristianismo.
No Rio de Janeiro, até ao início do século xx, houve influência de duas nações: a Ioruba, que cultuava os orixás, e a Banta, cujo culto é conhecido sob o nome de cabula. A macumba surgiu da introdução de determinados orixás e ritos iorubas na cabula. De acordo com a explicação do padre Frisotti, a religião banta não era muito estruturada: não tinha uma classe sacerdotal forte, como a dos Iorubas, nem cerimónias ricas como o candomblé. Por isso, a macumba adaptou-se com maior facilidade à estrutura urbana da grande cidade. Hoje está mais presente no Rio de Janeiro e São Paulo.
A grande cidade produziu também outra religião, a umbanda, verdadeira síntese brasileira de quase todas as expressões religiosas populares produzidas até hoje, do catolicismo popular ao espiritismo kardecista, do candomblé à macumba. Une, pois, o elemento europeu, o indígena e o africano.
Ritual
Em sua obra Kitábu: o livro do saber e do espírito negro-africanos – Rio de Janeiro. Ed Senac Rio, 2005, Nei Lopes registra sobre o culto Omolokô e o culto Cabula. Sobre a cabula, é relatado:
“A Mesa e o Santé – a Cabula é uma confraria de irmãos devotados à invocação das almas, de cada um dos kimbula, os espíritos congos que metem medo. Também se dedica à comunicação com eles por meio do kambula, o desfalecimento, a síncope, o transe enfim. Toda confraria de cabulistas constitui uma mesa. O chefe de cada mesa é o embanda, a quem todos devem obedecer. Cada embanda é secundado por um cambone. A cabula é dirigida por um espírito, Tata, que encarna nos camanás, iniciados. Sua finalidade é o contato direto com o Santé, o conjunto de espíritos da natureza que moram nas matas. Por isso, todos os camanás devem trabalhar e se esforçar para receber esse Santé, preparando-se mediante abstinência e penitências. Cada um dos espíritos que formam o Santé é um Tata. Todo camaná tem e recebe seu Tata protetor, seja ele o Tata Guerreiro, o Tata Flor de Carunga, o Tata Rompe Serra, o Tata Rompe Ponte. Na mata moram os Bacuros, anciãos, antepassados, que nunca encarnam. A reunião dos camanás forma a engira (…)
Omolocô – O omolocô é um ramo da cabula, da mesma forma que a cabula é um ramo do omolocô, ciência dos antigos nganga-ia-muloko, que controlavam a maldição dos raios. O omolocô tem Zambi como Entidade Suprema. E cultua entidades como Canjira, o senhor dos caminhos e da guerra; Quimboto, o dono da varíola e das doenças; Caiala, senhora do mar; Pomboê, dona dos raios; Zambanguri ou Sambariri, senhor do trovão;Quiximbi ou Mamãe Cinda, dona das águas doces.
No Omolocô todo pai é um Tata; seus auxiliares são os cambones; todo filho é um caçueto; e toda médium, intermediária entre o Santé e o mundo dos vivos, é uma cota. E todos são malungos, amigos, companheiros.
A bandeira do Omolocô é verde, atravessada em diagonal por uma linha branca e com uma pena branca no centro (…) O camutuê, cabeça, do futuro caçueto não será raspado, recebendo apenas uma pequena tonsura (…)”
Influencia na umbanda.
A Cabula, segundo pesquisas refere-se aos rituais negros mais antigos, envolvendo imagens de santos católicos, herança da fase reprimida do Candomblé, onde os negros mesclavam crenças e culturas.
Talvez a própria Umbanda, tenha herança na Cabula, pois mantém forte a presença do Orixá em sua pratica doutrinária.
No Rio de Janeiro, antes mesmo de Zélio F. de Moraes incorporar o Caboclo Sete encruzilhadas no ano de 1908, já era bastante comum à prática dos rituais Afros similares aos que conhecemos hoje como Cabula, Omolocô e Almas e Angola. Talvez com o surgimento da Umbanda, tenha-se obtido uma maior organização ao que se refere ao desenvolvimento mediúnico, a prática da caridade e o auxílio ao nicho populacional menos favorecido.
Cabuleiros
Segundo Roger Medeiros o temor e, conseqüentemente, a perseguição à cabula vêm lá de trás, ainda por ocasião da escravatura, quando ela foi usada pelos negros como força revolucionária nos seus confrontos com os fazendeiros. A cabula era um ritual para abater os inimigos com feitiço, executando continuamente líderes escravagistas, especialmente aqueles que perseguiam os negros fugidos da senzala. Era, em verdade, um instrumento de luta manejado por um guerreiro invisível e intangível, de demônios constituído. O ódio era maior, principalmente, se esse feiticeiro fosse remanescente dos vindos da África.
(Segundo um dos maiores especialistas em assuntos da África, o jornalista polonês Rysard Kapuscinski, os povos africanos são regidos por forças sobrenaturais. São forças concretas, espíritos que têm nomes e encantos. São eles que definem o curso e o sentido da vida, sentenciam o destino de cada um e tudo decidem).
Realmente esse sentido de magia afro, guardadas, evidentemente, as devidas distâncias, tem tudo a ver com a nossa cabula, cujo ritual nos é contado agora por um antigo adepto, João de Deus Falcão dos Santos, 53 anos, morador de Itaúnas, mestre do Ticumbi, mas criado dentro de uma mesa de Santa Maria (a própria da Cabula):
- Começava a cabula com o cambone, que é o secretário do cabuleiro, forrando o chão com uma toalha branca. Colocava os santos sobre ela, botava os cordões e também as facas. Os participantes amarravam uma fita branca na cabeça. O cabuleiro era quem fazia a sessão, sempre à noite, pois a noite traz segurança e tranqüilidade aos espíritos. O cabuleiro trabalhava nela e o cambone seguia as suas ordens. O povo da mesa só cantava e rodava.
- Divino vai, Divino vai, Divino vai/Eu vou dar o meu licaço (uma roda)/O cambucito vai embora/eu vou dar o meu licaço/é o santé, o caboclo que está no corpo de fulano. Aí o pessoal da roda fazia os pedidos. O cabuleiro receitava para tratar de doenças. A primeira parte da cabula era só para fazer o bem, como a cura dos doentes. Depois entrava a parte para fazer o mal.
Aí, diz João, o cabuleiro trabalhava com a parte do Satanás. Incorporava nele só gente brava. Vinham os pedidos para fazer mal aos desafetos. Recebido o pedido, o cabuleiro ia para o mato fazer o serviço, enquanto que o povo da mesa cantava e fazia novamente a roda. Ele voltava com o corpo envolvido em cipó e cheio de espinhos. Nesta hora, alguém tombava em algum lugar – garante João, com toda convicção ainda de antigo devoto da cabula.
Manter o segredo sobre o ritual era como uma lei para não ser desobedecida nunca pelos seus adeptos. Há inúmeras histórias de adeptos da cabula presos e torturados pela polícia, mas que jamais revelaram os segredos de seus rituais. A longevidade da cabula andou, inclusive, por conta desse pacto da sociedade negra para com a sua religião, segundo o historiador Maciel de Aguiar. Mas Maciel divide em dois momentos distintos a cabula: uma em que ela mantinha a chama revolucionária e outra servindo às rixas entre suas próprias comunidades.
Sobre os casos das rixas, João Falcão também testemunhou vários e conta um que nunca lhe saiu da memória:
- Houve um ponto que foi um confronto entre duas mesas de cabula. Uma de Santa Maria (a mais freqüentada) e outra de Santa Bárbara (de menor número de adeptos). Eu estava na mesa de Santa Maria. Era um cabuleiro querendo matar o outro. Um chamava-se Sebastião e o outro Zé Gonçalves, mas esse era mais conhecido com Zé da Mesa de Santa Bárbara.
- Quando estava acabando a sessão na de Santa Maria, apareceu uma cobra no meio da mesa. O cabuleiro ordenou ao seu cambone que não deixasse ninguém matar ou tocar nela. Pegou uma zema (areia) e soprou em cima da cobra, dizendo que foi o Zé da Mesa de Santa Bárbara quem havia enviado a cobra para matá-lo. Colocou levemente a mão sobre ela. E ela morreu logo em seguida.
- Depois de encerrado a sessão da cabula, ele convidou os participantes a seguirem com ele para a beira do rio, a fim de apreciar o corpo de Zé da Mesa de Santa Bárbara passar para o cemitério. E não é que apareceu uma canoa com o corpo do Zé? Uma grande canoa de pequi, com adeptos da mesa de Santa Bárbara, em silêncio, trazendo o defunto do cabuleiro inimigo para ser enterrado no cemitério de Itaúnas.
Era um tempo que João classificou de muito feitiço, com o que concorda Maciel (responsável pela maior parte das informações dessa reportagem). Mas ai nós já estamos em meados do século XX, quando a cabula passa a sobreviver com outros propósitos. Mas o seu começo foi realmente o de servir à luta pela libertação dos escravos. Sua eficiência foi tamanha nesta etapa que o governo da Província, instigado pelo padre da região, Duarte Pereira Carneiro, instituiu a guerrilha de São Mateus para o extermínio da cabula.
Segundo ainda Maciel, essa guerrilha remanejou para São Mateus capitães do mato de outras regiões do Pais. Entre eles veio um dos mais temidos, o cearense Francisco Vieira de Melo, que executou o Negro Rugério, chefe do Quilombo de Santana. Mas escaparam dele outros líderes revolucionários, entre eles Benedito Meia Légua e Clara Maria do Rosário, que só seriam mortos depois da ida à região do bispo diocesano do Estado, d. João Batista Correia Nery.
Mas o bispo só chegou lá depois da abolição da escravatura, movido pelo momento por que passava o país, ainda tomado pelo alvoroço religioso-fanático de Antônio Conselheiro no sertão da Bahia. Desconfiavam os dirigentes católicos da terra que este mesmo fanatismo do sertão baiano seria transportado para a região do vale do Cricaré, onde existiam, na época, cinco mil escravos libertos.
Por esse tempo, a cabula havia crescido muito, tinha deixado de ser apenas religião dos negros fugidos, passando a ser, também, dos negros libertos e praticamente de toda a população negra. A partir desse novo contingente de freqüentadores, ela dedicou-se também ao culto aos seus heróis revolucionários, com a sistemática encarnação nos cabuleiros dos espíritos revolucionários de Benedito Meia Légua, Negro Rugério e Maria Clara do Rosário.
Por esse período da grande afluência dos negros a cabula, que vai da abolição da escravatura (1888) ao inicio do século XX, passando pela transição da Monarquia para a República, o bispo d. João Batista Nery conseguiu que o governo pusesse em execução a maior perseguição policial à cabula, sob suspeita, novamente, de que ali estaria também para surgir um novo Canudos, com outro fanático à frente do tipo de Antonio Conselheiro.
A intervenção do bispo chegou ao ponto de fazer o governo considerar a cabula uma atividade criminosa. E a cabula defendeu-se caindo na clandestinidade, disfarçando sua atividade na prática do espiritismo, que era tolerado pelas autoridades policiais. Essa situação durou até os anos 20, quando veio a surgir, no sertão de Itaúnas, um branco, atuando também na mesa de Santa Maria. Tratava-se de um fazendeiro, de origem portuguesa, de nome Duca Tora.
Ficaria famoso como curandeiro, milagreiro, mas que, segundo o seu parente Lauro Vasconcelos Nascimento, de 87 anos, todo mundo conhece em Itaúnas como “seu Dodozinho”. Duca Tora era um cabuleiro que jamais tratou do mal na sua mesa de Santa Maria. Acabou sendo por isso usado pela elite para incentivar ainda mais o combate à cabula dos feiticeiros negros.
Em 1941, morreria Duca Tóra e as populações da região voltavam a sentir a novamente a presença forte da cabula feita pelos negros. Era comum, inclusive, nesta época, se esconder a vítima do feiticeiro como forma de salvar-lhe a vida. Já era final dos anos 40, para inicio dos anos 50, quando finalmente o governo enviou à região levas de policiais para dar fim à cabula, como desejavam também autoridades de São Mateus e, principalmente, de Conceição da Barra.
À frente seguiu o mais temido de todos os oficiais da história da PM: o major Djalma Borges, que promoveu impiedosa matança de feiticeiros, conhecidos na região como cabuleiros. Não deixou sequer um único cabuleiro vivo. Extinguiu, literalmente, a cabula, cujo segredo do ritual não chegou a conhecer, pois lhe negaram todos os cabuleiros, muito dos quais debaixo de sessões de torturas, como mais tarde o próprio oficial revelaria aos seus superiores. O que leva a crer que a cabula acabou, mas levou consigo todos os seus segredos, pelos quais, anos a fio, combateram diversas gerações das elites rurais do Estado.
novembro 24, 2008 às 2:50 am · Arquivado em Familia Raiz Cultura and etiquetado: negros, religião afro-brasileiras, cabula, cabuleiros, senzala, diaspora musical negra, diaspora negra, influencia da cabula na umbnda, cabula e os negros, cabuleros, bantos
Cabula é o nome pelo qual foi chamada, na Bahia, uma religião sincrética que passou a ser conhecida no final do século XIX com o fim da escravidão, com caráter secreto e fundo religioso. É também o nome de um bairro de Salvador que teve origem do Quilombo do Cabula e de um ritmo da Diáspora musical africana no Brasil, toque de percussão religioso de Angola, base rítmica do samba, música de origem sudanesa.
Vamos resgatar um pouco desta origem, digna de todo nosso respeito e veneração.
Na época da escravidão, houve um sincretismo afro-católico, principalmente nas áreas rurais da Bahia e do Rio de Janeiro, denominado Cabula. Segundo pesquisas de historiadores, refere-se aos rituais negros mais antigos, envolvendo imagens de santos católicos sincretizados com os Orixás, herança da fase reprimida nas senzalas dos cultos africanos, onde os antigos sacerdotes mesclavam suas crenças e culturas com o catolicismo para conseguirem praticar e perpetuar sua fé. Quando no final do século XIX ocorre a libertação dos escravos, a Cabula já era amplamente presente como atividade religiosa afro-brasileira. Este sincretismo foi mantido após a anunciação da Umbanda em 1908 pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas.
No Rio de Janeiro de então e antes da origem oficial da Umbanda, eram comuns práticas afro-brasileiras similares ao que hoje ainda se conhece como Cabula e Almas e Angola. Cremos que o surgimento da Umbanda forneceu as normas de culto para uma prática ritual mais ordenada, orientada para o desenvolvimento da mediunidade e na prática da caridade com Jesus em auxílio gratuito a população pobre e marginalizada do início do século passado.
Religiões no Brasil
A partir de pesquisas em todo o território nacional, Roger Bastide, um dos grandes estudiosos do assunto, fez uma espécie de mapa das religiões africanas no Brasil. De acordo com o mapa, todo o Norte do país, da Amazónia à fronteira com Pernambuco, foi marcado pela influência indígena. Isso é ainda evidente na «pajelança» do Pará e da Amazónia, no encantamento do Piauí e no catimbó das demais regiões. No meio dessa grande área de influência indígena, criou-se uma espécie de ilha onde os africanos conseguiram marcar presença. É sobretudo em São Luís do Maranhão que escravos originários do Daomé deixaram traços das suas religiões no tambor de mina.
No resto do Nordeste foi muito marcante a contribuição dos Ioruba, povo de origem (sobretudo) nigeriana que conseguiu reconstruir no cativeiro toda a estrutura religiosa tradicional. É o que ficou no “xangô” de Pernambuco, Alagoas e Sergipe e no “candomblé” da Baía, explica o padre e missionário comboniano Heitor Frisotti, que estudou a fundo a relação entre o candomblé e o cristianismo.
No Rio de Janeiro, até ao início do século xx, houve influência de duas nações: a Ioruba, que cultuava os orixás, e a Banta, cujo culto é conhecido sob o nome de cabula. A macumba surgiu da introdução de determinados orixás e ritos iorubas na cabula. De acordo com a explicação do padre Frisotti, a religião banta não era muito estruturada: não tinha uma classe sacerdotal forte, como a dos Iorubas, nem cerimónias ricas como o candomblé. Por isso, a macumba adaptou-se com maior facilidade à estrutura urbana da grande cidade. Hoje está mais presente no Rio de Janeiro e São Paulo.
A grande cidade produziu também outra religião, a umbanda, verdadeira síntese brasileira de quase todas as expressões religiosas populares produzidas até hoje, do catolicismo popular ao espiritismo kardecista, do candomblé à macumba. Une, pois, o elemento europeu, o indígena e o africano.
Ritual
Em sua obra Kitábu: o livro do saber e do espírito negro-africanos – Rio de Janeiro. Ed Senac Rio, 2005, Nei Lopes registra sobre o culto Omolokô e o culto Cabula. Sobre a cabula, é relatado:
“A Mesa e o Santé – a Cabula é uma confraria de irmãos devotados à invocação das almas, de cada um dos kimbula, os espíritos congos que metem medo. Também se dedica à comunicação com eles por meio do kambula, o desfalecimento, a síncope, o transe enfim. Toda confraria de cabulistas constitui uma mesa. O chefe de cada mesa é o embanda, a quem todos devem obedecer. Cada embanda é secundado por um cambone. A cabula é dirigida por um espírito, Tata, que encarna nos camanás, iniciados. Sua finalidade é o contato direto com o Santé, o conjunto de espíritos da natureza que moram nas matas. Por isso, todos os camanás devem trabalhar e se esforçar para receber esse Santé, preparando-se mediante abstinência e penitências. Cada um dos espíritos que formam o Santé é um Tata. Todo camaná tem e recebe seu Tata protetor, seja ele o Tata Guerreiro, o Tata Flor de Carunga, o Tata Rompe Serra, o Tata Rompe Ponte. Na mata moram os Bacuros, anciãos, antepassados, que nunca encarnam. A reunião dos camanás forma a engira (…)
Omolocô – O omolocô é um ramo da cabula, da mesma forma que a cabula é um ramo do omolocô, ciência dos antigos nganga-ia-muloko, que controlavam a maldição dos raios. O omolocô tem Zambi como Entidade Suprema. E cultua entidades como Canjira, o senhor dos caminhos e da guerra; Quimboto, o dono da varíola e das doenças; Caiala, senhora do mar; Pomboê, dona dos raios; Zambanguri ou Sambariri, senhor do trovão;Quiximbi ou Mamãe Cinda, dona das águas doces.
No Omolocô todo pai é um Tata; seus auxiliares são os cambones; todo filho é um caçueto; e toda médium, intermediária entre o Santé e o mundo dos vivos, é uma cota. E todos são malungos, amigos, companheiros.
A bandeira do Omolocô é verde, atravessada em diagonal por uma linha branca e com uma pena branca no centro (…) O camutuê, cabeça, do futuro caçueto não será raspado, recebendo apenas uma pequena tonsura (…)”
Influencia na umbanda.
A Cabula, segundo pesquisas refere-se aos rituais negros mais antigos, envolvendo imagens de santos católicos, herança da fase reprimida do Candomblé, onde os negros mesclavam crenças e culturas.
Talvez a própria Umbanda, tenha herança na Cabula, pois mantém forte a presença do Orixá em sua pratica doutrinária.
No Rio de Janeiro, antes mesmo de Zélio F. de Moraes incorporar o Caboclo Sete encruzilhadas no ano de 1908, já era bastante comum à prática dos rituais Afros similares aos que conhecemos hoje como Cabula, Omolocô e Almas e Angola. Talvez com o surgimento da Umbanda, tenha-se obtido uma maior organização ao que se refere ao desenvolvimento mediúnico, a prática da caridade e o auxílio ao nicho populacional menos favorecido.
Cabuleiros
Segundo Roger Medeiros o temor e, conseqüentemente, a perseguição à cabula vêm lá de trás, ainda por ocasião da escravatura, quando ela foi usada pelos negros como força revolucionária nos seus confrontos com os fazendeiros. A cabula era um ritual para abater os inimigos com feitiço, executando continuamente líderes escravagistas, especialmente aqueles que perseguiam os negros fugidos da senzala. Era, em verdade, um instrumento de luta manejado por um guerreiro invisível e intangível, de demônios constituído. O ódio era maior, principalmente, se esse feiticeiro fosse remanescente dos vindos da África.
(Segundo um dos maiores especialistas em assuntos da África, o jornalista polonês Rysard Kapuscinski, os povos africanos são regidos por forças sobrenaturais. São forças concretas, espíritos que têm nomes e encantos. São eles que definem o curso e o sentido da vida, sentenciam o destino de cada um e tudo decidem).
Realmente esse sentido de magia afro, guardadas, evidentemente, as devidas distâncias, tem tudo a ver com a nossa cabula, cujo ritual nos é contado agora por um antigo adepto, João de Deus Falcão dos Santos, 53 anos, morador de Itaúnas, mestre do Ticumbi, mas criado dentro de uma mesa de Santa Maria (a própria da Cabula):
- Começava a cabula com o cambone, que é o secretário do cabuleiro, forrando o chão com uma toalha branca. Colocava os santos sobre ela, botava os cordões e também as facas. Os participantes amarravam uma fita branca na cabeça. O cabuleiro era quem fazia a sessão, sempre à noite, pois a noite traz segurança e tranqüilidade aos espíritos. O cabuleiro trabalhava nela e o cambone seguia as suas ordens. O povo da mesa só cantava e rodava.
- Divino vai, Divino vai, Divino vai/Eu vou dar o meu licaço (uma roda)/O cambucito vai embora/eu vou dar o meu licaço/é o santé, o caboclo que está no corpo de fulano. Aí o pessoal da roda fazia os pedidos. O cabuleiro receitava para tratar de doenças. A primeira parte da cabula era só para fazer o bem, como a cura dos doentes. Depois entrava a parte para fazer o mal.
Aí, diz João, o cabuleiro trabalhava com a parte do Satanás. Incorporava nele só gente brava. Vinham os pedidos para fazer mal aos desafetos. Recebido o pedido, o cabuleiro ia para o mato fazer o serviço, enquanto que o povo da mesa cantava e fazia novamente a roda. Ele voltava com o corpo envolvido em cipó e cheio de espinhos. Nesta hora, alguém tombava em algum lugar – garante João, com toda convicção ainda de antigo devoto da cabula.
Manter o segredo sobre o ritual era como uma lei para não ser desobedecida nunca pelos seus adeptos. Há inúmeras histórias de adeptos da cabula presos e torturados pela polícia, mas que jamais revelaram os segredos de seus rituais. A longevidade da cabula andou, inclusive, por conta desse pacto da sociedade negra para com a sua religião, segundo o historiador Maciel de Aguiar. Mas Maciel divide em dois momentos distintos a cabula: uma em que ela mantinha a chama revolucionária e outra servindo às rixas entre suas próprias comunidades.
Sobre os casos das rixas, João Falcão também testemunhou vários e conta um que nunca lhe saiu da memória:
- Houve um ponto que foi um confronto entre duas mesas de cabula. Uma de Santa Maria (a mais freqüentada) e outra de Santa Bárbara (de menor número de adeptos). Eu estava na mesa de Santa Maria. Era um cabuleiro querendo matar o outro. Um chamava-se Sebastião e o outro Zé Gonçalves, mas esse era mais conhecido com Zé da Mesa de Santa Bárbara.
- Quando estava acabando a sessão na de Santa Maria, apareceu uma cobra no meio da mesa. O cabuleiro ordenou ao seu cambone que não deixasse ninguém matar ou tocar nela. Pegou uma zema (areia) e soprou em cima da cobra, dizendo que foi o Zé da Mesa de Santa Bárbara quem havia enviado a cobra para matá-lo. Colocou levemente a mão sobre ela. E ela morreu logo em seguida.
- Depois de encerrado a sessão da cabula, ele convidou os participantes a seguirem com ele para a beira do rio, a fim de apreciar o corpo de Zé da Mesa de Santa Bárbara passar para o cemitério. E não é que apareceu uma canoa com o corpo do Zé? Uma grande canoa de pequi, com adeptos da mesa de Santa Bárbara, em silêncio, trazendo o defunto do cabuleiro inimigo para ser enterrado no cemitério de Itaúnas.
Era um tempo que João classificou de muito feitiço, com o que concorda Maciel (responsável pela maior parte das informações dessa reportagem). Mas ai nós já estamos em meados do século XX, quando a cabula passa a sobreviver com outros propósitos. Mas o seu começo foi realmente o de servir à luta pela libertação dos escravos. Sua eficiência foi tamanha nesta etapa que o governo da Província, instigado pelo padre da região, Duarte Pereira Carneiro, instituiu a guerrilha de São Mateus para o extermínio da cabula.
Segundo ainda Maciel, essa guerrilha remanejou para São Mateus capitães do mato de outras regiões do Pais. Entre eles veio um dos mais temidos, o cearense Francisco Vieira de Melo, que executou o Negro Rugério, chefe do Quilombo de Santana. Mas escaparam dele outros líderes revolucionários, entre eles Benedito Meia Légua e Clara Maria do Rosário, que só seriam mortos depois da ida à região do bispo diocesano do Estado, d. João Batista Correia Nery.
Mas o bispo só chegou lá depois da abolição da escravatura, movido pelo momento por que passava o país, ainda tomado pelo alvoroço religioso-fanático de Antônio Conselheiro no sertão da Bahia. Desconfiavam os dirigentes católicos da terra que este mesmo fanatismo do sertão baiano seria transportado para a região do vale do Cricaré, onde existiam, na época, cinco mil escravos libertos.
Por esse tempo, a cabula havia crescido muito, tinha deixado de ser apenas religião dos negros fugidos, passando a ser, também, dos negros libertos e praticamente de toda a população negra. A partir desse novo contingente de freqüentadores, ela dedicou-se também ao culto aos seus heróis revolucionários, com a sistemática encarnação nos cabuleiros dos espíritos revolucionários de Benedito Meia Légua, Negro Rugério e Maria Clara do Rosário.
Por esse período da grande afluência dos negros a cabula, que vai da abolição da escravatura (1888) ao inicio do século XX, passando pela transição da Monarquia para a República, o bispo d. João Batista Nery conseguiu que o governo pusesse em execução a maior perseguição policial à cabula, sob suspeita, novamente, de que ali estaria também para surgir um novo Canudos, com outro fanático à frente do tipo de Antonio Conselheiro.
A intervenção do bispo chegou ao ponto de fazer o governo considerar a cabula uma atividade criminosa. E a cabula defendeu-se caindo na clandestinidade, disfarçando sua atividade na prática do espiritismo, que era tolerado pelas autoridades policiais. Essa situação durou até os anos 20, quando veio a surgir, no sertão de Itaúnas, um branco, atuando também na mesa de Santa Maria. Tratava-se de um fazendeiro, de origem portuguesa, de nome Duca Tora.
Ficaria famoso como curandeiro, milagreiro, mas que, segundo o seu parente Lauro Vasconcelos Nascimento, de 87 anos, todo mundo conhece em Itaúnas como “seu Dodozinho”. Duca Tora era um cabuleiro que jamais tratou do mal na sua mesa de Santa Maria. Acabou sendo por isso usado pela elite para incentivar ainda mais o combate à cabula dos feiticeiros negros.
Em 1941, morreria Duca Tóra e as populações da região voltavam a sentir a novamente a presença forte da cabula feita pelos negros. Era comum, inclusive, nesta época, se esconder a vítima do feiticeiro como forma de salvar-lhe a vida. Já era final dos anos 40, para inicio dos anos 50, quando finalmente o governo enviou à região levas de policiais para dar fim à cabula, como desejavam também autoridades de São Mateus e, principalmente, de Conceição da Barra.
À frente seguiu o mais temido de todos os oficiais da história da PM: o major Djalma Borges, que promoveu impiedosa matança de feiticeiros, conhecidos na região como cabuleiros. Não deixou sequer um único cabuleiro vivo. Extinguiu, literalmente, a cabula, cujo segredo do ritual não chegou a conhecer, pois lhe negaram todos os cabuleiros, muito dos quais debaixo de sessões de torturas, como mais tarde o próprio oficial revelaria aos seus superiores. O que leva a crer que a cabula acabou, mas levou consigo todos os seus segredos, pelos quais, anos a fio, combateram diversas gerações das elites rurais do Estado.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
OCHUN CAMINO OCHUN MI REINA MI MADRE!!!
OCHUN CAMINO
OCHUN MI REINA MI MADRE!!!
Orisha mayor. Dueña de las aguas dulces, de los ríos y manantiales. Orisha de la femeneidad, el sensualismo y del amor. Diosa de la miel, el oro y del dinero.
Jueves, 9 de julio de 2009, 19:06, lecturas: 46 - dourada5 40
Orisha coqueta y provocadora, cuida del fuego del hogar y del vientre de las mujeres. Mujer de Changó e íntima amiga de Elegguá, que la protege. Se representa como una mulata bella, simpática, buena bailadora, fiestera y eternamente alegre. Es provocadora y suele propiciar riñas entre los orishas y los hombres.
PATTAKI DE OCHUN:
A la bella Ochún le gustaba pasearse por el monte, donde bailando y cantando, jugaba con los animales quienes la respetaban y ni el alacrán la picaba. Oggún un día la vió pasar y quedó prendado de su belleza, sin poder contenerse la persiguió para poseerla. Ochún, que a quien amaba era a Changó, huyó del fiero Oggún atravesando por los montes hasta llegar al río al cual se lanzó y se dejó llevar por la corriente llegando a la desembocadura con el mar. Es aquí donde se tropezó con la poderosa Yemayá, quien se compadeció de ella y la protegió. Yemayá la regaló entonces a Ochún el río para que viviera en él y para alegrarla, la cubrió de joyas, corales y otras riquezas. Por esto es que Ochún vive en el río y quiere tanto a Yemayá.
Se dice que con Changó tuvo amores muy ardientes y éste siempre la prefirió. A Obba, legítima esposa de Changó, la traicionó Ochún cuando le aconsejó que se cortará las orejas para preparar el Kalulú, plato favorito del dios del trueno, esto le costó a Obba ser repudiada por su esposo. Ochún tuvo amores también con Agayú, que la conoció como sinera en el río.
Hay un patakín que cuenta cómo una vez Olodumare se llevó todas las aguas para castigo de los hombres. Los ríos y las lagunas se secaron, los peces, los animales y los hombres morían de sed. Ifá puso en un ceso ofrendas que debían conducirse al cielo, Ochún se encargó de ello. Por el camino se encontró a Elegguá y le entregó aguja e hilos, luego se encontró con Obatalá y le regaló los huevos que llevaba, Obatalá en reciprocidad, le indicó donde estaba la puerta del cielo. Al llegar al cielo, Ochún vió que una gran cantidad de niños cuidaban la puerta de entrada y les repartió dulces para que la dejaran entrar. Olodumare la oyó y accedió a dejar caer la lluvia de nuevo sobre la tierra. Se llenaron los ríos y la naturaleza revivió en todo su esplendor.
SINCRETISMO:
Ochún se sincretiza con la Virgen de la Caridad del Cobre, patrona de la Isla y venerada por los cubanos desde hace siglos. Son famosas desde el siglo XIX las peregrinaciones al santurario de la Caridad, en el poblado de El Cobre, cercano a la ciudad de Santiago de Cuba.
Cuentan que alrededor de 1620 dos indios, Juan de Hoyos y Juan Moreno, y un negrito criollo, Rodrigo, fueron a buscar sal a la bahía de Nipe. Estando ya en el mar, en una canoa, vieron aparecer una imagen tallada en madera de la Virgen María que flotaba sobre una tabla. Llevaba en el brazo izquierdo al niño Jesús y en el derecho una cruz de oro, en la tabla había una inscripción que decía: Yo soy la Virgen de la Caridad. La recogieron y la llevaron al hato de Varajagua, donde el administrador de una de las minas de cobre ordenó construirle una ermita. El 10 de mayo de 1916 Benedicto XV la declaró Patrona de Cuba.
COLOR: Amarillo (en todas sus variantes hasta el ocre), también se le atribuyen los colarinos y los verdes agua.
NUMERO: 5 y sus múltiplos.
MATERIALES: Bronce, latón, oro y otros metales amarillos.
ATRIBUTOS: Flores amarillas, miel, corales redondos, abanico de plumas de pavoreal, camarones, espejos, joyas y todo objeto del tocador femenino, sábanas, paños bordados, marugas, pañuelos, güiro en forma de sonaja cuyo sonido encanta a Ochún.
COLLARES: Llevan cuentas amarillas o de ámbar.
ROPA: Bata amarilla que lleva cinto y peto en forma de rombo sobre el vientre. En el borde de la falda lleva cascabeles pequeños colgando.
COMIDAS FAVORITAS: Frijoles caritas cocidos con cáscara y sal con mucho ajo y cebolla, frijoles carita cocidos sin adobo, gofio con miel, melado, caramelos, naranjas dulces de China, alegrías de coco y todo tipo de dulces, arroz amarillo, harina de maiz, todos los peces y mariscos del rio, ahumados, la comida se sazona con almendros, berro, canistel, espinaca, perejil, boniato y calabaza.
ANIMALES: gallos, palomas, guineos, jicotea, chivos castrados, gallinas, codornices, pavo reales, canarios.
RECEPTACULO: Sopera multicolor, con predominio del amarillo, llena de agua del río y cinco piedras recogidas al amanecer del fondo de un río guardadas en tinaja de barro.
HIJOS: Los hijos de Ochún son simpáticos y fiesteros. En el fondo son voluntariosos y con grandes deseos de ascender socialmente, por eso disfrazan su gran sensualidad por el deseo de integrarse lo mejor posible a la opinión pública. Aman las joyas, los perfumes y la buena ropa.
OTROS: Ochún protege contra las afecciones del bajo vientre y partes genitales en general, la sangre, el hígado y todo tipo de hemorragias.
REZO A OCHÚN:
Ochún moriyeyeo obiñrí oro abebe
oún ní kolala ke, Iya mí koyuo
son Yéyé kari, guañarí gañasí
ogale guase Aña. Agó.
Otro (Según L. Cabrera):
Ochún egúa Iyá mío, Iguá Iyá mío.
Ico bo si Iyá mi guasi Iyá mi mó.
Yalode aguidó abalá abé de bu
omí male adó Elegüeni kikiríso kede
OCHUN MI REINA MI MADRE!!!
Orisha mayor. Dueña de las aguas dulces, de los ríos y manantiaes. Orisha de la femeneidad, el sensualismo y del amor. Diosa de la miel, el oro y del dinero.
Jueves, 9 de julio de 2009, 19:06, lecturas: 46 - dourada5 40
Orisha coqueta y provocadora, cuida del fuego del hogar y del vientre de las mujeres. Mujer de Changó e íntima amiga de Elegguá, que la protege. Se representa como una mulata bella, simpática, buena bailadora, fiestera y eternamente alegre. Es provocadora y suele propiciar riñas entre los orishas y los hombres.
PATTAKI DE OCHUN:
A la bella Ochún le gustaba pasearse por el monte, donde bailando y cantando, jugaba con los animales quienes la respetaban y ni el alacrán la picaba. Oggún un día la vió pasar y quedó prendado de su belleza, sin poder contenerse la persiguió para poseerla. Ochún, que a quien amaba era a Changó, huyó del fiero Oggún atravesando por los montes hasta llegar al río al cual se lanzó y se dejó llevar por la corriente llegando a la desembocadura con el mar. Es aquí donde se tropezó con la poderosa Yemayá, quien se compadeció de ella y la protegió. Yemayá la regaló entonces a Ochún el río para que viviera en él y para alegrarla, la cubrió de joyas, corales y otras riquezas. Por esto es que Ochún vive en el río y quiere tanto a Yemayá.
Se dice que con Changó tuvo amores muy ardientes y éste siempre la prefirió. A Obba, legítima esposa de Changó, la traicionó Ochún cuando le aconsejó que se cortará las orejas para preparar el Kalulú, plato favorito del dios del trueno, esto le costó a Obba ser repudiada por su esposo. Ochún tuvo amores también con Agayú, que la conoció como sinera en el río.
Hay un patakín que cuenta cómo una vez Olodumare se llevó todas las aguas para castigo de los hombres. Los ríos y las lagunas se secaron, los peces, los animales y los hombres morían de sed. Ifá puso en un ceso ofrendas que debían conducirse al cielo, Ochún se encargó de ello. Por el camino se encontró a Elegguá y le entregó aguja e hilos, luego se encontró con Obatalá y le regaló los huevos que llevaba, Obatalá en reciprocidad, le indicó donde estaba la puerta del cielo. Al llegar al cielo, Ochún vió que una gran cantidad de niños cuidaban la puerta de entrada y les repartió dulces para que la dejaran entrar. Olodumare la oyó y accedió a dejar caer la lluvia de nuevo sobre la tierra. Se llenaron los ríos y la naturaleza revivió en todo su esplendor.
SINCRETISMO:
Ochún se sincretiza con la Virgen de la Caridad del Cobre, patrona de la Isla y venerada por los cubanos desde hace siglos. Son famosas desde el siglo XIX las peregrinaciones al santurario de la Caridad, en el poblado de El Cobre, cercano a la ciudad de Santiago de Cuba.
Cuentan que alrededor de 1620 dos indios, Juan de Hoyos y Juan Moreno, y un negrito criollo, Rodrigo, fueron a buscar sal a la bahía de Nipe. Estando ya en el mar, en una canoa, vieron aparecer una imagen tallada en madera de la Virgen María que flotaba sobre una tabla. Llevaba en el brazo izquierdo al niño Jesús y en el derecho una cruz de oro, en la tabla había una inscripción que decía: Yo soy la Virgen de la Caridad. La recogieron y la llevaron al hato de Varajagua, donde el administrador de una de las minas de cobre ordenó construirle una ermita. El 10 de mayo de 1916 Benedicto XV la declaró Patrona de Cuba.
COLOR: Amarillo (en todas sus variantes hasta el ocre), también se le atribuyen los colarinos y los verdes agua.
NUMERO: 5 y sus múltiplos.
MATERIALES: Bronce, latón, oro y otros metales amarillos.
ATRIBUTOS: Flores amarillas, miel, corales redondos, abanico de plumas de pavoreal, camarones, espejos, joyas y todo objeto del tocador femenino, sábanas, paños bordados, marugas, pañuelos, güiro en forma de sonaja cuyo sonido encanta a Ochún.
COLLARES: Llevan cuentas amarillas o de ámbar.
ROPA: Bata amarilla que lleva cinto y peto en forma de rombo sobre el vientre. En el borde de la falda lleva cascabeles pequeños colgando.
COMIDAS FAVORITAS: Frijoles caritas cocidos con cáscara y sal con mucho ajo y cebolla, frijoles carita cocidos sin adobo, gofio con miel, melado, caramelos, naranjas dulces de China, alegrías de coco y todo tipo de dulces, arroz amarillo, harina de maiz, todos los peces y mariscos del rio, ahumados, la comida se sazona con almendros, berro, canistel, espinaca, perejil, boniato y calabaza.
ANIMALES: gallos, palomas, guineos, jicotea, chivos castrados, gallinas, codornices, pavo reales, canarios.
RECEPTACULO: Sopera multicolor, con predominio del amarillo, llena de agua del río y cinco piedras recogidas al amanecer del fondo de un río guardadas en tinaja de barro.
HIJOS: Los hijos de Ochún son simpáticos y fiesteros. En el fondo son voluntariosos y con grandes deseos de ascender socialmente, por eso disfrazan su gran sensualidad por el deseo de integrarse lo mejor posible a la opinión pública. Aman las joyas, los perfumes y la buena ropa.
OTROS: Ochún protege contra las afecciones del bajo vientre y partes genitales en general, la sangre, el hígado y todo tipo de hemorragias.
REZO A OCHÚN:
Ochún moriyeyeo obiñrí oro abebe
oún ní kolala ke, Iya mí koyuo
son Yéyé kari, guañarí gañasí
ogale guase Aña. Agó.
Otro (Según L. Cabrera):
Ochún egúa Iyá mío, Iguá Iyá mío.
Ico bo si Iyá mi guasi Iyá mi mó.
Yalode aguidó abalá abé de bu
omí male adó Elegüeni kikiríso kede
to che ni cuelé cuelé Yeyé moró. Agó.
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OCHUN MI REINA MI MADRE!!!
Orisha mayor. Dueña de las aguas dulces, de los ríos y manantiales. Orisha de la femeneidad, el sensualismo y del amor. Diosa de la miel, el oro y del dinero.
Jueves, 9 de julio de 2009, 19:06, lecturas: 46 - dourada5 40
Orisha coqueta y provocadora, cuida del fuego del hogar y del vientre de las mujeres. Mujer de Changó e íntima amiga de Elegguá, que la protege. Se representa como una mulata bella, simpática, buena bailadora, fiestera y eternamente alegre. Es provocadora y suele propiciar riñas entre los orishas y los hombres.
PATTAKI DE OCHUN:
A la bella Ochún le gustaba pasearse por el monte, donde bailando y cantando, jugaba con los animales quienes la respetaban y ni el alacrán la picaba. Oggún un día la vió pasar y quedó prendado de su belleza, sin poder contenerse la persiguió para poseerla. Ochún, que a quien amaba era a Changó, huyó del fiero Oggún atravesando por los montes hasta llegar al río al cual se lanzó y se dejó llevar por la corriente llegando a la desembocadura con el mar. Es aquí donde se tropezó con la poderosa Yemayá, quien se compadeció de ella y la protegió. Yemayá la regaló entonces a Ochún el río para que viviera en él y para alegrarla, la cubrió de joyas, corales y otras riquezas. Por esto es que Ochún vive en el río y quiere tanto a Yemayá.
Se dice que con Changó tuvo amores muy ardientes y éste siempre la prefirió. A Obba, legítima esposa de Changó, la traicionó Ochún cuando le aconsejó que se cortará las orejas para preparar el Kalulú, plato favorito del dios del trueno, esto le costó a Obba ser repudiada por su esposo. Ochún tuvo amores también con Agayú, que la conoció como sinera en el río.
Hay un patakín que cuenta cómo una vez Olodumare se llevó todas las aguas para castigo de los hombres. Los ríos y las lagunas se secaron, los peces, los animales y los hombres morían de sed. Ifá puso en un ceso ofrendas que debían conducirse al cielo, Ochún se encargó de ello. Por el camino se encontró a Elegguá y le entregó aguja e hilos, luego se encontró con Obatalá y le regaló los huevos que llevaba, Obatalá en reciprocidad, le indicó donde estaba la puerta del cielo. Al llegar al cielo, Ochún vió que una gran cantidad de niños cuidaban la puerta de entrada y les repartió dulces para que la dejaran entrar. Olodumare la oyó y accedió a dejar caer la lluvia de nuevo sobre la tierra. Se llenaron los ríos y la naturaleza revivió en todo su esplendor.
SINCRETISMO:
Ochún se sincretiza con la Virgen de la Caridad del Cobre, patrona de la Isla y venerada por los cubanos desde hace siglos. Son famosas desde el siglo XIX las peregrinaciones al santurario de la Caridad, en el poblado de El Cobre, cercano a la ciudad de Santiago de Cuba.
Cuentan que alrededor de 1620 dos indios, Juan de Hoyos y Juan Moreno, y un negrito criollo, Rodrigo, fueron a buscar sal a la bahía de Nipe. Estando ya en el mar, en una canoa, vieron aparecer una imagen tallada en madera de la Virgen María que flotaba sobre una tabla. Llevaba en el brazo izquierdo al niño Jesús y en el derecho una cruz de oro, en la tabla había una inscripción que decía: Yo soy la Virgen de la Caridad. La recogieron y la llevaron al hato de Varajagua, donde el administrador de una de las minas de cobre ordenó construirle una ermita. El 10 de mayo de 1916 Benedicto XV la declaró Patrona de Cuba.
COLOR: Amarillo (en todas sus variantes hasta el ocre), también se le atribuyen los colarinos y los verdes agua.
NUMERO: 5 y sus múltiplos.
MATERIALES: Bronce, latón, oro y otros metales amarillos.
ATRIBUTOS: Flores amarillas, miel, corales redondos, abanico de plumas de pavoreal, camarones, espejos, joyas y todo objeto del tocador femenino, sábanas, paños bordados, marugas, pañuelos, güiro en forma de sonaja cuyo sonido encanta a Ochún.
COLLARES: Llevan cuentas amarillas o de ámbar.
ROPA: Bata amarilla que lleva cinto y peto en forma de rombo sobre el vientre. En el borde de la falda lleva cascabeles pequeños colgando.
COMIDAS FAVORITAS: Frijoles caritas cocidos con cáscara y sal con mucho ajo y cebolla, frijoles carita cocidos sin adobo, gofio con miel, melado, caramelos, naranjas dulces de China, alegrías de coco y todo tipo de dulces, arroz amarillo, harina de maiz, todos los peces y mariscos del rio, ahumados, la comida se sazona con almendros, berro, canistel, espinaca, perejil, boniato y calabaza.
ANIMALES: gallos, palomas, guineos, jicotea, chivos castrados, gallinas, codornices, pavo reales, canarios.
RECEPTACULO: Sopera multicolor, con predominio del amarillo, llena de agua del río y cinco piedras recogidas al amanecer del fondo de un río guardadas en tinaja de barro.
HIJOS: Los hijos de Ochún son simpáticos y fiesteros. En el fondo son voluntariosos y con grandes deseos de ascender socialmente, por eso disfrazan su gran sensualidad por el deseo de integrarse lo mejor posible a la opinión pública. Aman las joyas, los perfumes y la buena ropa.
OTROS: Ochún protege contra las afecciones del bajo vientre y partes genitales en general, la sangre, el hígado y todo tipo de hemorragias.
REZO A OCHÚN:
Ochún moriyeyeo obiñrí oro abebe
oún ní kolala ke, Iya mí koyuo
son Yéyé kari, guañarí gañasí
ogale guase Aña. Agó.
Otro (Según L. Cabrera):
Ochún egúa Iyá mío, Iguá Iyá mío.
Ico bo si Iyá mi guasi Iyá mi mó.
Yalode aguidó abalá abé de bu
omí male adó Elegüeni kikiríso kede
to che ni cuelé cuelé Yeyé moró. Agó.
OCHUN MI REINA MI MADRE!!!
Orisha mayor. Dueña de las aguas dulces, de los ríos y manantiaes. Orisha de la femeneidad, el sensualismo y del amor. Diosa de la miel, el oro y del dinero.
Jueves, 9 de julio de 2009, 19:06, lecturas: 46 - dourada5 40
Orisha coqueta y provocadora, cuida del fuego del hogar y del vientre de las mujeres. Mujer de Changó e íntima amiga de Elegguá, que la protege. Se representa como una mulata bella, simpática, buena bailadora, fiestera y eternamente alegre. Es provocadora y suele propiciar riñas entre los orishas y los hombres.
PATTAKI DE OCHUN:
A la bella Ochún le gustaba pasearse por el monte, donde bailando y cantando, jugaba con los animales quienes la respetaban y ni el alacrán la picaba. Oggún un día la vió pasar y quedó prendado de su belleza, sin poder contenerse la persiguió para poseerla. Ochún, que a quien amaba era a Changó, huyó del fiero Oggún atravesando por los montes hasta llegar al río al cual se lanzó y se dejó llevar por la corriente llegando a la desembocadura con el mar. Es aquí donde se tropezó con la poderosa Yemayá, quien se compadeció de ella y la protegió. Yemayá la regaló entonces a Ochún el río para que viviera en él y para alegrarla, la cubrió de joyas, corales y otras riquezas. Por esto es que Ochún vive en el río y quiere tanto a Yemayá.
Se dice que con Changó tuvo amores muy ardientes y éste siempre la prefirió. A Obba, legítima esposa de Changó, la traicionó Ochún cuando le aconsejó que se cortará las orejas para preparar el Kalulú, plato favorito del dios del trueno, esto le costó a Obba ser repudiada por su esposo. Ochún tuvo amores también con Agayú, que la conoció como sinera en el río.
Hay un patakín que cuenta cómo una vez Olodumare se llevó todas las aguas para castigo de los hombres. Los ríos y las lagunas se secaron, los peces, los animales y los hombres morían de sed. Ifá puso en un ceso ofrendas que debían conducirse al cielo, Ochún se encargó de ello. Por el camino se encontró a Elegguá y le entregó aguja e hilos, luego se encontró con Obatalá y le regaló los huevos que llevaba, Obatalá en reciprocidad, le indicó donde estaba la puerta del cielo. Al llegar al cielo, Ochún vió que una gran cantidad de niños cuidaban la puerta de entrada y les repartió dulces para que la dejaran entrar. Olodumare la oyó y accedió a dejar caer la lluvia de nuevo sobre la tierra. Se llenaron los ríos y la naturaleza revivió en todo su esplendor.
SINCRETISMO:
Ochún se sincretiza con la Virgen de la Caridad del Cobre, patrona de la Isla y venerada por los cubanos desde hace siglos. Son famosas desde el siglo XIX las peregrinaciones al santurario de la Caridad, en el poblado de El Cobre, cercano a la ciudad de Santiago de Cuba.
Cuentan que alrededor de 1620 dos indios, Juan de Hoyos y Juan Moreno, y un negrito criollo, Rodrigo, fueron a buscar sal a la bahía de Nipe. Estando ya en el mar, en una canoa, vieron aparecer una imagen tallada en madera de la Virgen María que flotaba sobre una tabla. Llevaba en el brazo izquierdo al niño Jesús y en el derecho una cruz de oro, en la tabla había una inscripción que decía: Yo soy la Virgen de la Caridad. La recogieron y la llevaron al hato de Varajagua, donde el administrador de una de las minas de cobre ordenó construirle una ermita. El 10 de mayo de 1916 Benedicto XV la declaró Patrona de Cuba.
COLOR: Amarillo (en todas sus variantes hasta el ocre), también se le atribuyen los colarinos y los verdes agua.
NUMERO: 5 y sus múltiplos.
MATERIALES: Bronce, latón, oro y otros metales amarillos.
ATRIBUTOS: Flores amarillas, miel, corales redondos, abanico de plumas de pavoreal, camarones, espejos, joyas y todo objeto del tocador femenino, sábanas, paños bordados, marugas, pañuelos, güiro en forma de sonaja cuyo sonido encanta a Ochún.
COLLARES: Llevan cuentas amarillas o de ámbar.
ROPA: Bata amarilla que lleva cinto y peto en forma de rombo sobre el vientre. En el borde de la falda lleva cascabeles pequeños colgando.
COMIDAS FAVORITAS: Frijoles caritas cocidos con cáscara y sal con mucho ajo y cebolla, frijoles carita cocidos sin adobo, gofio con miel, melado, caramelos, naranjas dulces de China, alegrías de coco y todo tipo de dulces, arroz amarillo, harina de maiz, todos los peces y mariscos del rio, ahumados, la comida se sazona con almendros, berro, canistel, espinaca, perejil, boniato y calabaza.
ANIMALES: gallos, palomas, guineos, jicotea, chivos castrados, gallinas, codornices, pavo reales, canarios.
RECEPTACULO: Sopera multicolor, con predominio del amarillo, llena de agua del río y cinco piedras recogidas al amanecer del fondo de un río guardadas en tinaja de barro.
HIJOS: Los hijos de Ochún son simpáticos y fiesteros. En el fondo son voluntariosos y con grandes deseos de ascender socialmente, por eso disfrazan su gran sensualidad por el deseo de integrarse lo mejor posible a la opinión pública. Aman las joyas, los perfumes y la buena ropa.
OTROS: Ochún protege contra las afecciones del bajo vientre y partes genitales en general, la sangre, el hígado y todo tipo de hemorragias.
REZO A OCHÚN:
Ochún moriyeyeo obiñrí oro abebe
oún ní kolala ke, Iya mí koyuo
son Yéyé kari, guañarí gañasí
ogale guase Aña. Agó.
Otro (Según L. Cabrera):
Ochún egúa Iyá mío, Iguá Iyá mío.
Ico bo si Iyá mi guasi Iyá mi mó.
Yalode aguidó abalá abé de bu
omí male adó Elegüeni kikiríso kede
to che ni cuelé cuelé Yeyé moró. Agó.
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quinta-feira, 15 de julho de 2010
quarta-feira, 14 de julho de 2010
EXÚ CAVEIRA
O que sei sobre o Seu Caveira, em grande parte, foi o que ele mesmo me falou, não muito pois ele acredita na decodificação da Quimbanda, e sim na fé. Exu Caveira foi nomeado por Oxalá, quando da criação da vida humana na Terra, para cuidar do desencarne. Da mesma forma que todo espírito, inclusive o seu e o meu, é uma incriado, sempre existiu; entretanto sua consciência é mais antiga que a da maioria dos espíritos habitantes desta esfera, anterior a criação da Terra. Seo Caveira habitava as Águas Ancestrais, das quais Zambi e Oxalá criaram tudo que vemos e parte do que não vemos.
Para um melhor entendimento faço uma analogia: Seo Caveira é como um carrasco na Terra e um policial de alta patente no plano astral. Um Exu lavrador do campo da escuridão, da esquerda; responsável por ceifar a vida terrena, do indivíduo, no momento certo. Mas não tenham medo, isso porque ele também cuida da vida; ninguém faz hora extra na Terra mas o desencarne prematuro existe. Exu entra aí, cuidando de seus protegidos para que não façam uso indevido de seu livre arbítrio de forma a abreviar sua existência.
Exu Caveira é desdobramento do Sr. Omulú que assume a forma de Exu Caveira para trabalhar ativamente na Quimbanda. Seu Caveira disse certa vez que encarnou na Terra pela 1ª vez há pouco mais de 30.000 anos: "Quando encarnei pela primeira vez na Terra, há mais de 30.000 anos, estava tudo desolado e tive que me alimentar de um óleo que brotava do chão para sobreviver", disse ele explicando porque costuma beber azeite de dendê puro. Em suas passagens terrenas sofreu as mesmas provações que os seres humanos comuns, para aprender e alcançar um maior grau de evolução. Apesar de gostar das coisas boas aqui da Terra nunca foi muito endinheirado ou teve posições de grande destaque na sociedade, optou sempre por levar uma vida simples. Teve encanações como: caçador, pagé, bruxo, adivinho, mago, profeta, sacerdote, padre inquisidor, xamã, eremita, monge, senhor de engenho, navegador e jesuíta, entre outras.
A falange do Sr. Caveira é formada basicamente pelos Exus: Tata Caveira, João Caveira, José Caveira, Exu Caveirinha, Meia-noite, Pemba, Brasa, Carangola, Pagão, Arranca Toco, Pomba Gira Rainha do Cemitério, Maria Quitéria, Maria da Gargalhada... Observando o respeito mostrado por outros Exus ao Seu Caveira, durante a Gira, chamando-o de 'chefe' podemos constatar que sua falange principal é composta por um total de 49 Exus, sendo que por sua vez e pela ordem, cada um destes têm mais 7 Exus a seu serviço, e assim por diante, formando uma grande legião.
Um fato curioso que vem sendo amplamente divulgado pelos próprios Caveiras é que uma vez encarnaram todos juntos, na mesma geração no antigo Egito. Os Caveiras fizeram parte de uma mesma seita aonde Seu Tata era o sacerdote. Por praticarem o monoteísmo foram todos condenados a serem queimados vivos. Ao que parece a encarnação, desencarne e reencarnação destes espíritos, partindo da idade das cavernas, passando por esta no antigo Egito, por outras e finalmente ao Brasil colonial. Nesta última encarnaram como senhores de engenho, fazendeiros, barões e feitores de escravos; o que me convence na crença de terem que, por Lei, obedecer aos Pretos e Pretas para dentro do trabalhar no Terreiro, para conclusão do Karma sem necessidade de nova encarnação.
Exu Caveira, juntamente com Seu Tata Caveira, são responsáveis diretos pela administração do vício como objeto de pena cármica. O vício é usado como ferramenta de trabalho por Exu no dever de fazer cumprir o Karma, ou como provação. Entretanto o livre arbítrio nos da o poder da decisão, podemos escolher formas mais brandas de cumprir nosso Karma e de cuidar de nossa evolução; para isso podemos contar com a proteção de Exu contra estes perigos e armadilhas nas quais Ele é mestre. A falange dos Caveira mexe profundamente com o nosso conjunto dos processos psíquicos conscientes e inconscientes. Em parte esta influência se manifesta devido ao grande medo da morte e do desconhecido que trazemos incutido em nosso ser enquanto encarnados.
Os Terreiros tradicionais, da mesma linha de trabalho que os do início do século passado, tem grande receio em invocar esta entidade e só o fazem no final da Gira, para limpeza espiritual ou quando a coisa fica pesada, preta mesmo. Quando ocorrem fatores desconhecidos que fogem muitas vezes ao controle, que eles não compreendem ou mesmo não sabem lidar chamam Exu. Já ouvi e li testemunhos nos quais dizem que este poderoso e maravilhoso Exu é louco, intrigueiro e irresponsável, carapuça que ao meu ver deve servir mais aos que lhe designam estes pobres substantivos abstratos.
Exu Caveira e sua falange tem em especial poder em favorecer qualquer espécie de especulação, ensinando todas as táticas e artimanhas da guerra, tendo em vista a vitória sobre os inimigos, é encarregado de vigiar a entrada dos cemitérios ou qualquer lugar aonde hajam pessoas enterradas. Seu poder é tal que muitas vezes incutem medo nos que o invocam. Não existe trabalho ou despacho a ser realizado em um cemitério sem a presença de Exu Caveira. Devemos mesmo ter muito cuidado ao tentar manipular estas energias, pois em caso de erro, e errar é humano, os prejudicados seremos nós mesmos. A paga é custosa, dolorosa mesmo, para os que usam o nome de Exu Caveira de forma vexatória ou caluniosa, fatal para os que o invocam em nome da maldade pura e simples.
Seu Caveira apresenta-se na maioria das vezes como uma caveira grande, de altura respeitável, vestido de preto e trazendo na mão alguma arma, sendo mais comuns: foice, tridente, espada, gládio, elmo e escudo. A arma escolhida por ele varia de acordo com a ocasião, afinal para cada trabalho existe uma ferramenta. Ele pode aparecer com a o crânio coberto, mostrando a caveira, ou não, pode-se identificá-lo facilmente pelas 'mãos', são grandes garras de caveira. Sua cor é o preto mas não raro usa também velas, ponteiros e pemba vermelha e branca. Quando usa só pemba preta ou risca um caixão em seu ponto geralmente está trabalhando com magia negra, desfazendo. Quando usa 9 velas pretas está trabalhando no Vodu. É sincretizado com a divindade pagã Sergulath, e sua falange, pela ordem: Próculo, Haristum, Brulefer, Pentagnony, Aglassis, Sidragosam, Minoson e Bucon. Do sincretismo com a divindade pagã é que vem a estatueta 'demoníaca' de Exu Caveira encontrada em terreiros e casas de artigos religiosos. Ele até pode assumir aquela forma, caso queira, para trabalhar nas esferas abissais ou no limbo (inferno), afinal lá cara de bonzinho não entra.
É cada vez mais raro ver Exu Caveira incorporado fora de Terreiros que saravem às 7 Linhas da Umbanda e 7 Linhas da Quimbanda de forma equilibrada, dentro da Lei. Seo Caveira tem dedicado-se muito a pratica da caridade nas tendas onde o espírito manifesta-se para praticar o bem. Porém, mesmo que mais raramente, ele continua fazendo-se presente em cultos como: Santeria, Vodu, as Macumbas, Candomblé, Molokô e Batuques, cultos aonde preserva sempre aparelhos disponíveis para incorporação caso seja invocado ou precise estar. Devemos estar atentos para o fato de existirem espíritos mal intencionados que tentam passar-se por Exu Caveira; estes zombeteiros usam seu nome na presença dos incautos prometendo cometer barbaridades em troca de alguns patacos e oferendas. É! no plano espiritual também existem vigaristas, estes por sua vez procuram seus semelhantes na Terra... Exu Caveira está sempre presente para colocar estes charlatões em seus devidos lugares.
Tenha certeza, Seu Caveira é um Exu bastante antigo, amigo e companheiro, capaz de realizar verdadeiros milagres. Quando é de nosso merecimento é mais que irmão; é só cuidar pra, digamos assim: 'não sair da linha'. Seo Caveira pode se tornar um verdadeiro tormento na vida e também na morte dos que com ele não souberem tratar. Nunca podemos esquecer que ele é o carrasco que nos visitará no segundo fatal. Saravá o poderoso Exu Caveira, "Rei das Catacumbas do Inferno", sempre merecedor de grande respeito por parte daqueles que o invocam. Laroiê Exu! Ato-tô! Emogibá!
Imagem de Exu Caveira
'Salve o Morro do Calvário,
Salve o povo inteiro,
Salve Exu Caveira;
Que vem neste Terreiro,
Salve filho de fé,
Salve Calunga inteira,
Salve Exu Caveira,
Que vem trabalhar!
Emogibá!'
(Ponto transmitido mediunicamente pela entidade)
Espero poder ter contribuído com este texto que redigi baseado em fatos reais, vividos através da experiência que tenho com este maravilhoso Exu e seu reino. Saravá meu Pai de Santo que inspirou a criação desta página.
Para um melhor entendimento faço uma analogia: Seo Caveira é como um carrasco na Terra e um policial de alta patente no plano astral. Um Exu lavrador do campo da escuridão, da esquerda; responsável por ceifar a vida terrena, do indivíduo, no momento certo. Mas não tenham medo, isso porque ele também cuida da vida; ninguém faz hora extra na Terra mas o desencarne prematuro existe. Exu entra aí, cuidando de seus protegidos para que não façam uso indevido de seu livre arbítrio de forma a abreviar sua existência.
Exu Caveira é desdobramento do Sr. Omulú que assume a forma de Exu Caveira para trabalhar ativamente na Quimbanda. Seu Caveira disse certa vez que encarnou na Terra pela 1ª vez há pouco mais de 30.000 anos: "Quando encarnei pela primeira vez na Terra, há mais de 30.000 anos, estava tudo desolado e tive que me alimentar de um óleo que brotava do chão para sobreviver", disse ele explicando porque costuma beber azeite de dendê puro. Em suas passagens terrenas sofreu as mesmas provações que os seres humanos comuns, para aprender e alcançar um maior grau de evolução. Apesar de gostar das coisas boas aqui da Terra nunca foi muito endinheirado ou teve posições de grande destaque na sociedade, optou sempre por levar uma vida simples. Teve encanações como: caçador, pagé, bruxo, adivinho, mago, profeta, sacerdote, padre inquisidor, xamã, eremita, monge, senhor de engenho, navegador e jesuíta, entre outras.
A falange do Sr. Caveira é formada basicamente pelos Exus: Tata Caveira, João Caveira, José Caveira, Exu Caveirinha, Meia-noite, Pemba, Brasa, Carangola, Pagão, Arranca Toco, Pomba Gira Rainha do Cemitério, Maria Quitéria, Maria da Gargalhada... Observando o respeito mostrado por outros Exus ao Seu Caveira, durante a Gira, chamando-o de 'chefe' podemos constatar que sua falange principal é composta por um total de 49 Exus, sendo que por sua vez e pela ordem, cada um destes têm mais 7 Exus a seu serviço, e assim por diante, formando uma grande legião.
Um fato curioso que vem sendo amplamente divulgado pelos próprios Caveiras é que uma vez encarnaram todos juntos, na mesma geração no antigo Egito. Os Caveiras fizeram parte de uma mesma seita aonde Seu Tata era o sacerdote. Por praticarem o monoteísmo foram todos condenados a serem queimados vivos. Ao que parece a encarnação, desencarne e reencarnação destes espíritos, partindo da idade das cavernas, passando por esta no antigo Egito, por outras e finalmente ao Brasil colonial. Nesta última encarnaram como senhores de engenho, fazendeiros, barões e feitores de escravos; o que me convence na crença de terem que, por Lei, obedecer aos Pretos e Pretas para dentro do trabalhar no Terreiro, para conclusão do Karma sem necessidade de nova encarnação.
Exu Caveira, juntamente com Seu Tata Caveira, são responsáveis diretos pela administração do vício como objeto de pena cármica. O vício é usado como ferramenta de trabalho por Exu no dever de fazer cumprir o Karma, ou como provação. Entretanto o livre arbítrio nos da o poder da decisão, podemos escolher formas mais brandas de cumprir nosso Karma e de cuidar de nossa evolução; para isso podemos contar com a proteção de Exu contra estes perigos e armadilhas nas quais Ele é mestre. A falange dos Caveira mexe profundamente com o nosso conjunto dos processos psíquicos conscientes e inconscientes. Em parte esta influência se manifesta devido ao grande medo da morte e do desconhecido que trazemos incutido em nosso ser enquanto encarnados.
Os Terreiros tradicionais, da mesma linha de trabalho que os do início do século passado, tem grande receio em invocar esta entidade e só o fazem no final da Gira, para limpeza espiritual ou quando a coisa fica pesada, preta mesmo. Quando ocorrem fatores desconhecidos que fogem muitas vezes ao controle, que eles não compreendem ou mesmo não sabem lidar chamam Exu. Já ouvi e li testemunhos nos quais dizem que este poderoso e maravilhoso Exu é louco, intrigueiro e irresponsável, carapuça que ao meu ver deve servir mais aos que lhe designam estes pobres substantivos abstratos.
Exu Caveira e sua falange tem em especial poder em favorecer qualquer espécie de especulação, ensinando todas as táticas e artimanhas da guerra, tendo em vista a vitória sobre os inimigos, é encarregado de vigiar a entrada dos cemitérios ou qualquer lugar aonde hajam pessoas enterradas. Seu poder é tal que muitas vezes incutem medo nos que o invocam. Não existe trabalho ou despacho a ser realizado em um cemitério sem a presença de Exu Caveira. Devemos mesmo ter muito cuidado ao tentar manipular estas energias, pois em caso de erro, e errar é humano, os prejudicados seremos nós mesmos. A paga é custosa, dolorosa mesmo, para os que usam o nome de Exu Caveira de forma vexatória ou caluniosa, fatal para os que o invocam em nome da maldade pura e simples.
Seu Caveira apresenta-se na maioria das vezes como uma caveira grande, de altura respeitável, vestido de preto e trazendo na mão alguma arma, sendo mais comuns: foice, tridente, espada, gládio, elmo e escudo. A arma escolhida por ele varia de acordo com a ocasião, afinal para cada trabalho existe uma ferramenta. Ele pode aparecer com a o crânio coberto, mostrando a caveira, ou não, pode-se identificá-lo facilmente pelas 'mãos', são grandes garras de caveira. Sua cor é o preto mas não raro usa também velas, ponteiros e pemba vermelha e branca. Quando usa só pemba preta ou risca um caixão em seu ponto geralmente está trabalhando com magia negra, desfazendo. Quando usa 9 velas pretas está trabalhando no Vodu. É sincretizado com a divindade pagã Sergulath, e sua falange, pela ordem: Próculo, Haristum, Brulefer, Pentagnony, Aglassis, Sidragosam, Minoson e Bucon. Do sincretismo com a divindade pagã é que vem a estatueta 'demoníaca' de Exu Caveira encontrada em terreiros e casas de artigos religiosos. Ele até pode assumir aquela forma, caso queira, para trabalhar nas esferas abissais ou no limbo (inferno), afinal lá cara de bonzinho não entra.
É cada vez mais raro ver Exu Caveira incorporado fora de Terreiros que saravem às 7 Linhas da Umbanda e 7 Linhas da Quimbanda de forma equilibrada, dentro da Lei. Seo Caveira tem dedicado-se muito a pratica da caridade nas tendas onde o espírito manifesta-se para praticar o bem. Porém, mesmo que mais raramente, ele continua fazendo-se presente em cultos como: Santeria, Vodu, as Macumbas, Candomblé, Molokô e Batuques, cultos aonde preserva sempre aparelhos disponíveis para incorporação caso seja invocado ou precise estar. Devemos estar atentos para o fato de existirem espíritos mal intencionados que tentam passar-se por Exu Caveira; estes zombeteiros usam seu nome na presença dos incautos prometendo cometer barbaridades em troca de alguns patacos e oferendas. É! no plano espiritual também existem vigaristas, estes por sua vez procuram seus semelhantes na Terra... Exu Caveira está sempre presente para colocar estes charlatões em seus devidos lugares.
Tenha certeza, Seu Caveira é um Exu bastante antigo, amigo e companheiro, capaz de realizar verdadeiros milagres. Quando é de nosso merecimento é mais que irmão; é só cuidar pra, digamos assim: 'não sair da linha'. Seo Caveira pode se tornar um verdadeiro tormento na vida e também na morte dos que com ele não souberem tratar. Nunca podemos esquecer que ele é o carrasco que nos visitará no segundo fatal. Saravá o poderoso Exu Caveira, "Rei das Catacumbas do Inferno", sempre merecedor de grande respeito por parte daqueles que o invocam. Laroiê Exu! Ato-tô! Emogibá!
Imagem de Exu Caveira
'Salve o Morro do Calvário,
Salve o povo inteiro,
Salve Exu Caveira;
Que vem neste Terreiro,
Salve filho de fé,
Salve Calunga inteira,
Salve Exu Caveira,
Que vem trabalhar!
Emogibá!'
(Ponto transmitido mediunicamente pela entidade)
Espero poder ter contribuído com este texto que redigi baseado em fatos reais, vividos através da experiência que tenho com este maravilhoso Exu e seu reino. Saravá meu Pai de Santo que inspirou a criação desta página.
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